Trabalhadores dos bares da CP em greve a partir de 31 de agosto por tempo indeterminadoFoto de Vural Yavas no Pexels
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Trabalhadores dos bares da CP em greve a partir de 31 de agosto por tempo indeterminado

Jornal Económico28 de agosto de 2026 às 18:36

Os trabalhadores da Itau, empresa que assegura os bares e o serviço de restauração a bordo dos trens Alfa Pendular e Intercidades da CP, vão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir de 31 de agosto. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul anunciou a paralisação em defesa do Acordo de Empresa e contra a retirada de direitos, acusando a empresa de se recusar a cumprir o acordo desde que assumiu a concessão em abril de 2025 e de ter deixado de pagar o equivalente a 22 dias de auxílio alimentação, causando perdas estimadas em cerca de 200 euros mensais por trabalhador. O sindicato calcula que já foram realizados 18 dias de greve em 2025 e exige o cumprimento integral do acordo, a reposição do auxílio alimentação, aumentos salariais justos e a negociação de um novo acordo. Os trabalhadores acusam ainda o Governo e a CP de cumplicidade no conflito, tendo recusado reunir-se com os representantes sindicais. Estão previstas ações de protesto junto à Estação de Santa Apolónia em Lisboa no dia 31 de agosto e junto à Secretaria de Estado da Mobilidade e dos Transportes no dia 1 de setembro.

Os trabalhadores da Itau, empresa que assegura os bares e o serviço de bordo dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, vão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 31 de agosto. O anúncio foi feito esta sexta-feira, dia 29, pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.

Segundo o sindicato, a paralisação surge em defesa do Acordo de Empresa e contra aquilo que descreve como retirada de direitos conquistados ao longo de décadas. A estrutura sindical acusa a Itau, que explora desde 1 de abril de 2025 o serviço de refeições nos comboios de longo curso da CP, de se recusar desde o primeiro dia a respeitar os direitos consagrados no acordo coletivo. Mais recentemente, refere o comunicado, a empresa terá deixado de pagar o equivalente a 22 dias de subsídio de alimentação, que anteriormente era assegurado.

O sindicato afirma que ao longo do último ano a FESAHT e o Sindicato da Hotelaria do Sul tentaram resolver o conflito pela via da negociação, sem prejuízo para os trabalhadores e para os utentes da CP, mas sem sucesso. A estrutura calcula que a situação esteja a provocar perdas de cerca de 200 euros mensais para os trabalhadores, apesar de a Itau receber, sublinha, milhões de euros da empresa pública CP para assegurar a concessão do serviço de cafetaria e refeições a bordo.

No comunicado, intitulado “Contrato público de milhões, empresa concessionária em incumprimento, Governo e CP cúmplices – trabalhadores e utentes pagam a fatura”, os trabalhadores exigem o cumprimento integral do Acordo de Empresa, a reposição do pagamento correspondente aos 22 dias de subsídio de alimentação, aumentos salariais justos com retroativos a janeiro de 2026, a atualização das cláusulas de expressão pecuniária e condições de trabalho dignas para o pessoal de bordo e de terra, bem como a negociação e assinatura de um novo Acordo de Empresa com a Itau.

O sindicato acusa ainda o Governo e a administração da CP de cumplicidade no arrastar do conflito laboral, em prejuízo dos trabalhadores e dos utentes. Segundo a mesma fonte, tanto a Secretaria de Estado das Infraestruturas como a administração da CP têm conhecimento do conflito e das sucessivas denúncias, mas continuam sem intervir, tendo recusado reunir com os representantes dos trabalhadores apesar dos vários pedidos.

Os trabalhadores decidiram em plenário avançar para esta greve por tempo indeterminado, após já terem realizado 18 dias de greve em 2025 em defesa do Acordo de Empresa e de terem mantido em 2026 formas de luta através de greves a feriados, fins-de-semana e ao trabalho extraordinário.

No âmbito deste novo período de luta, estão previstas duas ações públicas. No dia 31 de agosto, pelas 14h00, realiza-se uma concentração de trabalhadores e uma conferência de imprensa junto à entrada principal da Estação de Santa Apolónia, em Lisboa. Já no dia 1 de setembro, pelas 10h30, terá lugar uma concentração de protesto junto à Secretaria de Estado da Mobilidade e dos Transportes, no edifício Campos XXI, na Rua Brito Aranha, também em Lisboa.

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