Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a entrevista ao Jornal Nacional expôs que ele se sente sob pressão diante das investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na sabatina, Lula evitou se comprometer com o ajuste fiscal em um eventual quarto mandato.
Interlocutores próximos a Lula disseram que ele levou adiante a estratégia de terceirizar aos ministros da área econômica as conversas que sinalizam disposição de corte de gastos. Essa postura foi interpretada como uma forma de evitar o desgaste político com temas sensíveis.
Lula disse na entrevista que não se preocupa com a atual trajetória da dívida pública, que já chegou ao patamar de 80% do Produto Interno Bruto. Ele atribuiu essa situação às taxas de juros herdadas da gestão anterior do Banco Central, chefiada por Roberto Campos Neto.
Apesar das afirmações de Lula, a taxa básica de juros no início de seu mandato estava em 13,75%, inferior à taxa atual de 14%, o que contradiz parcialmente sua narrativa sobre a herança de taxas elevadas da gestão anterior.




