ANEPC está avaliando a resposta do comando no combate ao incêndioFoto de Tiago Bellato no Pexels
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ANEPC está avaliando a resposta do comando no combate ao incêndio

A Voz de Trás-os-Montes28 de agosto de 2026 às 15:46

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) está analisando a resposta operacional ao incêndio que eclodiu em Carrazeda de Ansiães entre 16 e 19 de agosto, por meio de reuniões com as entidades envolvidas, num processo que visa identificar lições aprendidas e oportunidades de melhoria. O movimento "Isto Não Fica Assim", composto por moradores das alde

VTM

“Está em curso a análise da ocorrência registada no concelho de Carrazeda de Ansiães, através de ‘debriefings’ [reuniões] com as entidades envolvidas na operação. Este processo permitirá avaliar a resposta operacional, o dispositivo mobilizado e identificar eventuais lições aprendidas e oportunidades de melhoria”, adiantou a ANEPC, em resposta à Lusa.

Esta resposta surge no decorrer da criação do movimento “Isto Não Fica Assim”, composto por moradores das aldeias de Vilarinho da Castanheira e de Pinhal do Douro, que se dizem indignados perante aquilo que foi a atuação do comando sub-regional do Douro da Proteção Civil no combate ao incêndio, entre 16 e 19 de agosto, e que levou à destruição de 4.000 hectares de floresta e área agrícola.

O porta-voz do movimento, Pedro Correia, a quem arderam 100 oliveiras e reservas no turismo, causando um prejuízo de “quatro mil euros”, criticou a Proteção Civil, por “desconhecer” o território e utilizar a política do “deixa arder”.

À Lusa, Pedro Correia disse que “havia meios” no terreno, no entanto, estavam “parados” e o “aparato”, na prática, “não servia de nada”.

O morador contou ainda que, na noite em que o incêndio chegou a Carrazeda de Ansiães, proveniente de Torre de Moncorvo, esteve no posto do comando, onde solicitou ajuda para a proteção de património do concelho – os moinhos de água -, mas acabou “ignorado”.

A ANEPC não fez comentários às críticas apontadas, dizendo apenas que “considera prematuro pronunciar-se sobre este assunto, aguardando a conclusão desta análise, que dará origem a um relatório global”.

Face aos prejuízos causados, o movimento decidiu avançar com um abaixo-assinado, que tenciona entregar, na próxima semana, ao ministro da Administração Interna.

Caso não sejam ouvidos pelo Governo, os moradores das aldeias de Vilarinho da Castanheira e Pinhal do Douro ameaçam avançar com um protesto ainda este mês.

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