O comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas atingiu um novo recorde da série histórica iniciada em março de 2011, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O indicador, que mede o percentual do orçamento familiar destinado ao pagamento de parcelas de dívidas, subiu de 28,5% em maio para 28,9% em junho. Quando excluído o financiamento imobiliário, o comprometimento de renda passou de 26,2% para 26,6%.
O avanço ocorreu mesmo diante da operação do programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal em maio com o objetivo de viabilizar a renegociação de dívidas familiares com juros mais baixos. O programa, no entanto, ainda não foi suficiente para reverter a trajetória de crescimento do comprometimento de renda.
Em sentido contrário, o endividamento das famílias, que mede o percentual total de dívidas em relação à renda, recuou marginalmente de 49,9% para 49,8% no mesmo período. Sem considerar o crédito habitacional, o índice caiu de 31,1% para 30,8%, mantendo-se, ainda assim, em patamares elevados frente à média histórica.
Os indicadores de endividamento e comprometimento de renda do Banco Central possuem defasagem de dois meses, ou seja, os dados de junho se referem a operações realizadas em abril.




