Oriente Médio: Exército israelense invade Síria e dispara projéteis a 50 km da capitalFoto de Nataliya Vaitkevich no Pexels
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Oriente Médio: Exército israelense invade Síria e dispara projéteis a 50 km da capital

Jornal Económico28 de agosto de 2026 às 09:46

O exército de Israel voltou a invadir o território sírio, avançando pela província de Quneitra com uma caravana de seis veículos das Forças de Defesa de Israel (IDF) que partiram de uma base na zona montanhosa de Tel al-Ahmar. As tropas avançaram até a aldeia de Bariqa, situada a cerca de 30 quilômetros ao sul, e dispararam dois projéteis que caíram entre Tel al-Ahmar e a cidade de Beit Yinn, numa zona rural ao sul de Damasco, a aproximadamente 50 quilômetros da capital síria. A informação foi confirmada pela emissora estatal síria SANA, que situou o ataque na colina de Tal Bat al-Warda, nas encostas do Monte Hermon, atualmente sob controle israelense desde a queda do ex-presidente sírio Bashar al-Assad. Os projéteis atingiram terrenos agrícolas sem provocar feridos.

Na terça-feira, a Síria pediu à comunidade internacional que tome medidas para Israel cessar as suas repetidas violações no país, onde mantém posições militares desde a queda de al-Assad, no final de 2024. O Ministério das Relações Exteriores sírio condenou a visita do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ao sul do Líbano, considerando a passagem das fronteiras internacionais da Síria como uma violação da soberania e integridade territorial do país.

A visita de Israel Katz ocorreu dias depois de o comandante do exército israelense, Eyal Zamir, se ter deslocado também à região, e uma semana após o bombardeio israelense contra a base aérea de Abu Duhur, no noroeste da Síria. Israel alega que uma comitiva turca esteve presente naquela base e que o ataque teve como objetivo enviar um aviso sobre o reforço militar de Ancara na Síria, embora a Turkey tenha negado qualquer presença no local.

Israel lançou centenas de ataques aéreos durante as operações de uma coalizão rebelde que derrubou Bashar al-Assad em dezembro de 2024, visando alvos das forças regulares afetadas ao regime sírio. Simultaneamente, estacionou tropas no sul

O exército de Israel voltou a invadir o território da Síria, avançando pela província de Quneitra, e disparando dois projéteis contra uma zona situada a 50 quilómetros da capital Damasco.

De acordo com a emissora síria Al Ikhbariya, uma caravana de seis veículos das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) partiu de uma base na zona montanhosa de Tel al-Ahmar, em Quneitra, local frequente de operações e patrulhas israelitas.

As tropas israelitas terão avançado até à aldeia de Bariqa, situada a cerca de 30 quilómetros a sul e dispararam dois projéteis que caíram entre Tel al-Ahmar e a cidade de Beit Yinn, situada numa zona rural a sul de Damasco, a cerca de 50 quilómetros da capital.

A informação foi corroborada pela emissora estatal síria SANA, que situou o ataque na colina de Tal Bat al-Warda, nas encostas do Monte Hermon — sob controlo israelita desde a queda do ex-presidente sírio Bashar al-Assad.

No entanto, ambos os projéteis terão caído em terrenos agrícolas sem provocar feridos.

Na terça-feira, a Síria pediu à comunidade internacional que tome “as medidas necessárias” para Israel cessar as suas “repetidas violações” na Síria, onde mantém posições militares desde a queda de al-Assad, no final de 2024.

Num comunicado, a diplomacia de Damasco condenou a “entrada ilegal” do ministro da Defesa israelita no sul do Líbano, onde visitou tropas estacionadas na região.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio criticou “a passagem das fronteiras internacionais da Síria” por parte de Israel Katz, “em flagrante violação da soberania e integridade territorial do país”.

O ministro da Defesa israelita visitou as tropas estacionadas no país vizinho, reiterando a determinação de manter forças na região enquanto persistirem ameaças à segurança de Israel.

A visita de Israel Katz aconteceu poucos dias depois de o comandante do exército, Eyal Zamir, se ter deslocado também à região e uma semana após o bombardeamento israelita contra a base aérea de Abu Duhur, no noroeste da Síria.

Israel alega que uma comitiva turca esteve presente naquela base e que o ataque teve como objetivo enviar um aviso sobre o reforço militar de Ancara na Síria.

A Turquia negou qualquer presença no local e indicou que não vai abdicar de apoiar as autoridades de Damasco, com as quais tem mantido projetos de cooperação militar.

Israel lançou centenas de ataques aéreos durante as operações de uma coligação rebelde que em dezembro de 2024 derrubou Bashar al-Assad, visando alvos das forças regulares afetas ao regime sírio.

Em simultâneo, estacionou tropas no sul da Síria, numa zona tampão sob supervisão da ONU junto dos Montes Golã, ocupados por Israel desde 1967.

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