No quarto dia da série de entrevistas da TV Globo com candidatos à Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu à sua própria experiência na Operação Lava-Jato para rebater suspeitas de corrupção que envolvem aliados e um de seus filhos durante o atual mandato. Lula minimizou preocupações com indicadores econômicos de seu governo e apostou no discurso de "herança maldita" deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao ser questionado sobre inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo seu filho Fabio Luis, conhecido como Lulinha, o presidente afirmou que conversas encontradas em seu telefone "não justificam" as investigações. Lula também comentou sobre aliados investigados, dizendo estar "deprimido" com a situação de correligionários que tiveram operações policiais em seu desfavor.
O presidente comparou as investigações contra seus aliados ao que ele próprio sofreu durante a Lava-Jato, quando foi preso e condenado em casos que depois foram anulados pela Justiça. O senator Jair Bolsonaro aparece como principal adversário de Lula nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais.




