Este artigo analisa o déficit de escala empresarial em Portugal como raiz da baixa produtividade do país, que se encontra em apenas 68,2% da média europeia. Defende que a economia portuguesa se sustenta em uma estrutura de pequenas e médias empresas sem dimensão competitiva, sendo necessárias 36 empresas para gerar 10 milhões de euros de PIB, contra apenas 26 nas maiores economias europeias. O autor propõe seis medidas para reverter essa situação: gerar urgência e ambição, abandonar ilusões sobre internacionalização, adotar pragmatismo de curto prazo, direcionar incentivos públicos para empresas com maior potencial, atrair investimento estrangeiro estrutural e potencializar o crescimento por meio de fusões e aquisições. Conclui que Portugal pode escolher entre permanecer um país de pequenas empresas ou se tornar um país de empresas globais competitivas.
Jornal Económico27/08/26, 23:08