Fidelidade já assumiu custos de 2,3 milhões relacionados com o elevador da Glória, incluindo 4 indenizaçõesFoto de Lajos Kristóf Kántor no Pexels
OcorrênciasLisboa

Fidelidade já assumiu custos de 2,3 milhões relacionados com o elevador da Glória, incluindo 4 indenizações

Jornal Económico27 de agosto de 2026 às 21:44

A seguradora Fidelidade revelou ter assumido custos de aproximadamente 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, que ocorreu em setembro de 2025 e causou 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades. O valor inclui quatro acordos de indenização com famílias das vítimas mortais, serviços funerários, repatriamentos, tratamentos médicos e outras despesas. Dos 16 processos por mortes, quatro já foram concluídos com acordo, sete estão em negociação, um segue em tribunal e três ainda não têm proposta finalizada devido à necessidade de documentação de vários países. Quanto aos 24 feridos, a avaliação indenizatória só será possível após estabilização clínica. A oposição na Câmara Municipal de Lisboa tem criticado a falta de informação do executivo de Carlos Moedas sobre o acidente.

A Fidelidade assumiu até hoje custos no total de 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, incluindo quatro indemnizações a famílias de vítimas mortais, anunciou a seguradora da Carris.

A poucos dias de se completar um ano do trágico acidente com o histórico elevador da Glória, que causou 16 vítimas mortais e 24 feridos de 15 nacionalidades diferentes, a Fidelidade adiantou em comunicado que, até ao momento, “suportou diretamente, ou assumiu a responsabilidade pelo reembolso, de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com o acidente, incluindo além dos acordos indemnizatórios já alcançados, serviços funerários, repatriamentos, consultas, tratamentos, internamentos, intervenções cirúrgicas, reabilitação, transportes, salários perdidos, entre outros”.

Relativamente às 16 mortes, foram concluídos até à presente data acordos de indemnização com quatro famílias e estão atualmente em negociação sete processos.

“Uma situação segue os respetivos trâmites judiciais, após não ter sido possível, até ao momento, alcançar acordo quanto à proposta apresentada”, revelou a seguradora, avançando ainda que “existe uma outra vítima mortal que está a ser regularizada exclusivamente em sede de acidentes de trabalho à qual estão a ser pagas pensões provisórias que se manterão até que esteja concluído o processo no tribunal do trabalho”.

Há ainda três processos em que “ainda não foi possível apresentar uma proposta indemnizatória definitiva”, devido, essencialmente, à “necessidade de obtenção de documentação indispensável e das especificidades legais dos países envolvidos”, explicou.

Já quanto aos 24 feridos, “a avaliação indemnizatória definitiva apenas poderá ser realizada quando exista estabilização clínica que permita determinar, de forma adequada, a extensão das eventuais sequelas e dos danos sofridos”, o que ainda não aconteceu em nenhum dos casos.

A seguradora vincou que não comenta casos individuais, nem qualquer informação pessoal ou clínica abrangida por deveres de confidencialidade e privacidade das vítimas e das suas famílias.

Salientando a “especial complexidade” que revestiu algumas das situações, a Fidelidade afirmou que a conclusão dos processos “depende, essencialmente, da estabilização clínica das vítimas, da obtenção dos elementos necessários à avaliação dos danos e, nos processos indemnizatórios, do acordo entre as partes”.

O descarrilamento do elevador da Glória ocorreu em 03 setembro de 2025 e, na sequência do acidente, a Câmara Municipal de Lisboa, presidida pelo social-democrata Carlos Moedas, aprovou medidas de apoio às vítimas e de conceção de um novo sistema tecnológico para o ascensor da Glória, assim como a criação de um memorial na Calçada da Glória.

Ao longo dos últimos meses, a oposição à governação PSD/CDS-PP/IL tem criticado a falta de informação e respostas sobre o acidente com o elevador da Glória, com a vereação do PS a acusar Carlos Moedas de adotar “uma espécie de tática de amortecimento para não se falar disto, para ver se as pessoas esquecem”.

Notícias relacionadas

Tragédia da Glória só tem concluídas quatro indemnizações às famílias das 16 vítimas mortais
Ocorrências

Tragédia da Glória só tem concluídas quatro indenizações às famílias das 16 vítimas fatais

Quase dois anos após a Tragédia da Glória, que causou 16 mortos, apenas quatro indenizações foram concluídas para as famílias das vítimas. Dos 16 processos relativos aos mortos, a maioria permanece por finalizar, e a situação é ainda mais grave no caso dos feridos, que só poderão receber compensação após terem sua situação clínica consolidada. O processo lento de atribuição de indenizações tem gerado frustração entre as vítimas e familiares.

Correio da Manhã28/08/26, 01:30
Elevadores do Hospital dos Covões sofrem avaria
Ocorrências

Elevadores do Hospital dos Covões sofrem defeito

Três elevadores do Hospital dos Covões apresentaram defeitos na manhã de quarta-feira, deixando os equipamentos fora de serviço. A tempestade elétrica que atingiu a região estaria na origem de alguns dos danos registrados nos sistemas de elevadores da unidade hospitalar.

Correio da Manhã28/08/26, 01:30
Polícia Judiciária alarga investigação de assaltos ao ouro na Margem Sul
Ocorrências

Polícia Judiciária amplia investigação de roubos de ouro na Margem Sul

A Polícia Judiciária está ampliando a investigação sobre roubos a joalherias na Margem Sul do Tejo, buscando estabelecer conexões entre dois furtos nessa região e outros casos semelhantes, incluindo um roubo de 48 mil euros em ouro registrado em Lisboa. As autoridades suspeitam que os crimes possam estar conectados e serem obra do mesmo grupo criminoso.

Correio da Manhã28/08/26, 01:30
PJ investiga cadastro de homem morto em roubo de Rolex
Ocorrências

PF investiga cadastro de homem morto em roubo de Rolex

A Polícia Federal está a investigar o cadastro de um homem já falecido que teria ajudado a assaltar um gestor de fortunas e uma mulher, num roubo de relógios Rolex. O ladrão, com cerca de 30 anos, participou do assalto e a polícia conseguiu recuperar três pulseiras roubadas, um de dois relógios e um fio de ouro.

Correio da Manhã28/08/26, 01:30