Lulinha é alvo de pedido de investigação apresentado ao MP da Espanha
cbn27 de agosto de 2026 às 12:47
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, é alvo de um pedido de investigação apresentado ao Ministério Público da Espanha por Oswaldo Eustáquio e pelo advogado Fábio Pagnozzi, que representa a ex-deputada Carla Zambelli. A solicitação pede a apuração das atividades da empresa Synapta, de propriedade de Lulinha e sediada em Madri, incluindo movimentações financeiras, estrutura econômica, mudanças de endereço e o real objetivo da companhia. A denúncia levanta a hipótese de que a empresa possa estar sendo usada para ocultar, transferir ou administrar recursos relacionados a fatos investigados no Brasil, ou ainda que tenha sido criada apenas para facilitar a obtenção de residência na Espanha. O documento não acusa Lulinha de crimes, mas pede que as autoridades espanholas investiguem.
O diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, reiterou em tribunal que mantém todas as declarações já prestadas no âmbito de um processo em que está envolvido, negando ter mentido durante o seu depoimento. A defesa de Cabreiro sustenta que as suas palavras foram distorcidas ou mal interpretadas, enquanto o Ministério Público continua a analisar as contradições apontadas pelos autos do processo.
O PSD está preparando o terreno para um cenário de governo sem eleições antecipadas, utilizando a Universidade de Verão do partido para testar e reforçar os seus argumentos políticos. Hugo Soares e Rangel trabalharam no sentido de isolar Luís Montenegro como o único candidato "preparado" para governar, reforçando a estratégia do partido de se posicionar para uma possível gestão governamental sem recurso a eleições imediatas.
O partido Chega admite poder avançar com uma moção de censura ao governo liderado por Montenegro já na próxima terça-feira, dia 1 de setembro, caso o presidente da República, António José Seguro, não intervenha para resolver a situação que denominam como "lamaçal".
O Governo português vai disponibilizar 10 milhões de euros em apoio não reembolsável para restabelecer o potencial produtivo das explorações agrícolas afectadas pelos incêndios rurais do verão de 2026. O despacho, assinado pelo ministro José Manuel Fernandes, reconhece oficialmente os incêndios como catástrofe natural e determina apoio aos concelhos mais atingidos, como Valpaços, onde culturas como castanheiro, olival e vinha sofreram prejuízos elevados. Serão elegíveis explorações com danos superiores a 30% do potencial produtivo e investimentos até 400 mil euros, com os primeiros 10 mil euros apoiados a 100% e os restantes a 80% ou 50%, consoante o beneficiário tenha ou não seguro agrícola. As candidaturas decorrem a partir de quinta-feira através do portal do PEPAC.