Para que futuros melhores aconteçam, precisamos imaginá-los', diz Fábio Scarano, curador do Museu do Amanhã sobre crise climática
oglobo27 de agosto de 2026 às 07:00
Fábio Scarano, curador do Museu do Amanhã e professor titular de ecologia da UFRJ, defende que é necessário imaginar futuros melhores para enfrentar a crise climática. À frente da Cátedra Unesco de Alfabetização em Futuros, ele coordena o primeiro núcleo acadêmico do país dedicado ao planejamento de futuros, e participou da primeira edição do Brasil Futures Forum (BFF), evento que reúne pesquisadores, lideranças empresariais e agentes culturais para discutir desafios das próximas décadas. Entre os objetivos apontados por Scarano estão desmatamento zero, economia de baixo carbono, justiça climática e tecnologias produtivas sustentáveis.
Pesquisadores portugueses dos centros GeoBioTec (FCT-NOVA) e Instituto Dom Luiz (FCUL) descobriram que as formações de rochas porosas subterrâneas podem funcionar como uma "bateria gigante" para armazenar energia renovável em grande escala, suficientemente potente para abastecer uma cidade inteira.
Portugal poderá observar na madrugada desta sexta-feira, 28 de agosto, o último eclipse lunar parcial do ano. O fenômeno, que ocorre quando a Lua atravessa parcialmente a sombra projetada pela Terra, terá início às 2h23 com a entrada na penumbra terrestre, sendo que a fase parcial mais visível começará às 4h12. A sombra da Terra cobrirá parte da superfície lunar, alterando o aspecto do disco lunar, com o ponto alto do eclipse a ocorrer próximo do nascer do dia.
O artigo descreve o eclipse lunar que ocorre hoje, explicando o fenômeno científico por trás da "Lua de Sangue" — quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua Cheia, projetando a sua sombra (umbra) sobre o satélite enquanto a luz solar atravessa a atmosfera terrestre, dispersando os tons azuis e deixando apenas as frequências mais quentes que conferem a tonalidade avermelhada. O autor convida os leitores a aproveitar este momento para refletirem profundamente sobre as suas emoções.
Filipe Lisboa, especialista em alterações climáticas, analisou o desastre que ocorreu na China e no Nepal, que já provocou mais de 390 mortos e 1.400 desaparecidos, associando o evento às alterações climáticas.