'Juntos para sempre': da 'blusinha' à 6x1, entenda o acordo entre Lula, Motta e Alcolumbre para avançar pauta eleitoral
oglobo27 de agosto de 2026 às 06:30
O presidente Lula, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciaram um acordo para avançar com projetos de interesse do governo federal no Congresso Nacional. Após um encontro na quarta-feira, os três líderes demonstraram alinhamento político e prometeram deliberar sobre um conjunto de iniciativas consideradas prioritárias para a pauta eleitoral do Palácio do Planalto, que disputa a reelection. A intenção é aprovar essas matérias já na próxima semana, durante o último esforço concentrado do Congresso antes das eleições.
O diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, reiterou em tribunal que mantém todas as declarações já prestadas no âmbito de um processo em que está envolvido, negando ter mentido durante o seu depoimento. A defesa de Cabreiro sustenta que as suas palavras foram distorcidas ou mal interpretadas, enquanto o Ministério Público continua a analisar as contradições apontadas pelos autos do processo.
O PSD está preparando o terreno para um cenário de governo sem eleições antecipadas, utilizando a Universidade de Verão do partido para testar e reforçar os seus argumentos políticos. Hugo Soares e Rangel trabalharam no sentido de isolar Luís Montenegro como o único candidato "preparado" para governar, reforçando a estratégia do partido de se posicionar para uma possível gestão governamental sem recurso a eleições imediatas.
O partido Chega admite poder avançar com uma moção de censura ao governo liderado por Montenegro já na próxima terça-feira, dia 1 de setembro, caso o presidente da República, António José Seguro, não intervenha para resolver a situação que denominam como "lamaçal".
O Governo português vai disponibilizar 10 milhões de euros em apoio não reembolsável para restabelecer o potencial produtivo das explorações agrícolas afectadas pelos incêndios rurais do verão de 2026. O despacho, assinado pelo ministro José Manuel Fernandes, reconhece oficialmente os incêndios como catástrofe natural e determina apoio aos concelhos mais atingidos, como Valpaços, onde culturas como castanheiro, olival e vinha sofreram prejuízos elevados. Serão elegíveis explorações com danos superiores a 30% do potencial produtivo e investimentos até 400 mil euros, com os primeiros 10 mil euros apoiados a 100% e os restantes a 80% ou 50%, consoante o beneficiário tenha ou não seguro agrícola. As candidaturas decorrem a partir de quinta-feira através do portal do PEPAC.