Estudo revela como a secura atmosférica limita a precipitação provocada por tufões e ciclones tropicais
Meteored Portugal26 de agosto de 2026 às 18:01
Um estudo publicado na revista Nature Geoscience revela que, embora uma atmosfera mais quente possa reter mais umidade, ela também se torna mais seca, o que suprime a precipitação e atua como um freio na precipitação dos ciclones tropicais. Os pesquisadores analisaram projeções de modelos climáticos e descobriram que, embora a física sugira que o aquecimento global deveria tornar os tufões e furacões mais intensos e com chuvas mais abundantes, a secura atmosférica limita significativamente essa precipitação. A precipitação causada por ciclones tropicais é determinada pela intensidade da tempestade, pela umidade atmosférica e pela eficiência com que essa umidade é convertida em precipitação, sendo que alguns modelos climáticos preveem aumentos muito menores na precipitação do que a termodinâmica sozinha permitiria prever.
Pesquisadores portugueses dos centros GeoBioTec (FCT-NOVA) e Instituto Dom Luiz (FCUL) descobriram que as formações de rochas porosas subterrâneas podem funcionar como uma "bateria gigante" para armazenar energia renovável em grande escala, suficientemente potente para abastecer uma cidade inteira.
Portugal poderá observar na madrugada desta sexta-feira, 28 de agosto, o último eclipse lunar parcial do ano. O fenômeno, que ocorre quando a Lua atravessa parcialmente a sombra projetada pela Terra, terá início às 2h23 com a entrada na penumbra terrestre, sendo que a fase parcial mais visível começará às 4h12. A sombra da Terra cobrirá parte da superfície lunar, alterando o aspecto do disco lunar, com o ponto alto do eclipse a ocorrer próximo do nascer do dia.
O artigo descreve o eclipse lunar que ocorre hoje, explicando o fenômeno científico por trás da "Lua de Sangue" — quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua Cheia, projetando a sua sombra (umbra) sobre o satélite enquanto a luz solar atravessa a atmosfera terrestre, dispersando os tons azuis e deixando apenas as frequências mais quentes que conferem a tonalidade avermelhada. O autor convida os leitores a aproveitar este momento para refletirem profundamente sobre as suas emoções.
Filipe Lisboa, especialista em alterações climáticas, analisou o desastre que ocorreu na China e no Nepal, que já provocou mais de 390 mortos e 1.400 desaparecidos, associando o evento às alterações climáticas.