L'articolo critica duramente uno studio economico-finanziario commissionato dal Governo della Repubblica sulla fattibilità di un collegamento marittimo via traghetto tra Madera e Continente. Lo studio ha concluso che
Studio Ferry: Sig. Sousa, anche il DN non è redditizio, perché lo mantiene aperto?
Também trabalham aos domingos para fretes?
A
É fantástico, o estudo só conseguiu escutar um armador, o do Grupo Sousa, como se esta terra já não estivesse marcada por muitos pelos seus monopólios e protecionismo do Governo dos oligarcas que chutam a concorrência através dos executivos (governo e autarquias). E onde sai a notícia que vinca que dá prejuízo? No Diário do Sousa ao domingo, que não quer ferry na Madeira porque sozinho com porta-contentores é que é bom. Quanto cinismo.
Como já li, isto é simples, convidam o Armas e deixam-se de tretas para inviabilizar e ele, por sua conta e risco, faz a operação.
A narrativa de que a ligação marítima de passageiros e carga entre a Madeira e o Continente é economicamente inviável voltou à baila, desta vez embrulhada num "estudo económico-financeiro" encomendado pelo Governo da República e difundido com o alarde do costume pela imprensa alinhada. O enredo é velho, mas o cinismo renova-se: utiliza-se a contabilidade para tentar provar que um serviço essencial à insularidade e à coesão territorial é um luxo desnecessário, enquanto se esconde a verdadeira questão, o pavor da concorrência e a defesa intransigente do monopólio do transporte de mercadorias.
Mas vamos ao "estudo" que só ouviu quem lhe interessava! O relatório assume, a preto e branco, ter escutado um único armador com operação na linha, o Grupo Sousa, alegando falta de resposta dos restantes (Grimaldi, Balearia, FRS, etc.). Ouvir em exclusivo o operador que detém o monopólio do transporte de mercadorias via porta-contentores para tirar conclusões sobre a viabilidade de um ferry é o equivalente a perguntar ao dono de uma companhia de táxis se vale a pena ter rede de autocarros. O conflito de interesses é gritante.
A falácia do "apenas 32% embarcam"! A manchete foca-se nos 32% de intenção de uso para criar uma perceção de desinteresse, manipulando os dados. O próprio inquérito revela que 58% dos residentes consideram a ligação necessária e 84% defendem que deve estar disponível durante todo o ano. Dizer que mais de metade da população quer a linha e que a esmagadora maioria exige a sua continuidade, para depois concluir que "não há procura", é um contorcionismo estatístico descarado.
O argumento absurdo dos preços vs. subsidiação aérea! O estudo conclui que o subsídio social de mobilidade no transporte aéreo (a tarifa de 86€ para residentes) "inviabiliza" o ferry. Esquece-se, contudo, de sublinhar a grande vantagem do meio marítimo, a capacidade de transportar viatura própria, bagagem sem limite e carga rodada, algo que o avião simplesmente não oferece. Comparar viagens de avião com viagens de ferry sem ter em conta a mobilidade automóvel é comparar o incomparável. Quer dizer, só se também mais essa está combinada para riscar...
A desculpa conveniente das infraestruturas! Argumenta-se que nem o Funchal nem Lisboa ou Setúbal têm condições operacionais ou rampas ro-ro adequadas sem fortes investimentos públicos. A narrativa é conveniente, quando é para favorecer operadores privados de carga, o Caniçal e os portos nacionais recebem todo o investimento necessário; quando é para dar uma alternativa de mobilidade aos cidadãos, a falta de uma rampa passa a ser um obstáculo insuperável. Lembrou que a APRAM anda a pagar obras no Porto do Caniçal e que a rampa da Pontinha parece um exclusivo do Grupo Sousa (como já vimos na operação com o Armas). Porque não fazem mais uma lota nesse lugar? Também posso brincar.
O duplo critério do "défice" e do dinheiro público! Fala-se num "défice financeiro de -18,59 milhões de euros" ou na necessidade de compensações financeiras para classificar o serviço como inviável. Contudo, omite-se que o transporte aéreo é Fortemente subsidiado pelo Estado, assim como as ligações inter-ilhas. Que o turismo de pata-rapada vem com um subsídio de publicidade nas Low Costs ou que o próprio Lobo Marinho é subsidiado e com negócios garantidos do GR. Porque brincam tanto?! A coesão territorial é um dever constitucional do Estado, não uma operação comercial de lucro iminente. Exigir que um ferry marítimo seja 100% rentável sem apoio público, enquanto se injetam dezenas de milhões noutros setores da mobilidade, é pura hipocrisia política. Porque para o Porto Santo não se discute e para o continente temos este triste espetáculo?
A solução nunca passou por estudos feitos à medida para justificar o status quo. Se a operação é tão "prejudicial" e deficitária como apregoam no jornal do grupo económico interessado, a resposta é simples, abra-se a linha, crie-se um enquadramento legal transparente e sem alçapões, e convide-se a Naviera Armas ou qualquer outro armador internacional a operar por sua conta e risco ou sob uma Obrigação de Serviço Público (OSP) justa e desburocratizada. O que não se pode aceitar é que se continue a usar a máscara do "interesse público" para proteger o negócio de quem quer a ilha fechada a sete chaves.
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