Gli scarafaggi cyborg possono portare aiuto medico alle persone intrappolate dove i soccorritori non riescono ad arrivareFoto di Josue Misael su Pexels
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Gli scarafaggi cyborg possono portare aiuto medico alle persone intrappolate dove i soccorritori non riescono ad arrivare

Jornal Económico29 agosto 2026 alle ore 20:06

Un team di ricercatori australiani sta sviluppando scarafaggi cyborg capaci di trasportare attrezzature mediche per persone intrappolate in luoghi dove i soccorritori non riescono ad arrivare, come edifici crollati, grotte bloccate o zone di macerie. Il progetto è sviluppato da ricercatori della University of Queensland in collaborazione con ingegneri biomedici della University of New South Wales, utilizzando lo scarafaggio gigante scavatore del nord del Queensland (Macropanesthia rhinoceros), al quale vengono adattati piccoli dispositivi elettronici per controllare i movimenti e trasportare attrezzature.

Alcuni di questi scarafaggi sono equipaggiati con telecamere per ottenere immagini del luogo, mentre altri trasportano sistemi di iniezione miniaturizzati concepiti specificamente per i loro corpi, che possono essere azionati da remoto. Nei test effettuati, i cosiddetti "paraborgs" hanno ottenuto un tasso di successo del 95% nei tentativi di iniezione quando posizionati a meno di 15 centimetri dal bersaglio, e del 72% quando il processo includeva tutto

Quando um edifício desaba, uma gruta fica bloqueada ou uma zona de destroços se torna demasiado perigosa para as equipas de emergência, encontrar uma pessoa presa é apenas o primeiro problema. Chegar até ela pode ser ainda mais difícil. É neste espaço, entre localizar uma vítima e conseguir prestar-lhe auxílio, que uma equipa de investigadores australianos está a testar uma solução pouco convencional: baratas ciborgue capazes de transportar equipamento médico.

O projeto, desenvolvido por investigadores da University of Queensland em colaboração com engenheiros biomédicos da University of New South Wales, utiliza a barata gigante escavadora do norte de Queensland (Macropanesthia rhinoceros). Estes insetos recebem pequenos dispositivos eletrónicos que permitem controlar os seus movimentos e transportar diferentes equipamentos.

A ideia é simples, embora a tecnologia necessária esteja longe de o ser: em vez de obrigar os socorristas a chegar imediatamente até à vítima, levar parte da assistência até ela.

Algumas das baratas são equipadas com câmaras, permitindo às equipas de emergência obter imagens do local. Outras transportam sistemas de injeção miniaturizados, concebidos especificamente para o corpo destes insetos e que podem ser acionados remotamente.

Nos testes realizados pelos investigadores, os chamados “paraborgs” conseguiram completar 95% das tentativas de injeção quando já estavam posicionados a menos de 15 centímetros do alvo. Quando a tarefa incluía todo o processo — deslocação até ao local, posicionamento e injeção — a taxa de sucesso foi de 72%.

O desafio está precisamente em conseguir que o inseto chegue ao ponto certo, se posicione corretamente e permaneça suficientemente estável para executar a tarefa.

“Uma barata gigante a correr na sua direção” pode não parecer uma imagem tranquilizadora, reconhecem os investigadores. Mas, para alguém soterrado ou preso numa gruta, a possibilidade de receber assistência antes de uma equipa conseguir abrir caminho pode ser decisiva.

Da procura de sobreviventes à intervenção

A utilização de insetos equipados com tecnologia não é uma ideia completamente nova. Há cerca de duas décadas que investigadores estudam formas de transformar insetos em plataformas móveis capazes de transportar sensores e explorar espaços difíceis.

O que a nova investigação pretende fazer é dar um passo adicional: não apenas descobrir onde está uma vítima, mas começar a ajudá-la enquanto os socorristas ainda não conseguem chegar até ela.

O investigador Thang Vo-Doan, da Universidade de Queensland, explica que a equipa pretende transformar o inseto ciborgue de um simples sensor móvel numa pequena plataforma de resgate, mantendo as decisões médicas sob controlo humano.

A lógica é particularmente relevante em situações de emergência. Num edifício parcialmente destruído, por exemplo, uma barata consegue passar por espaços muito mais estreitos do que um robô convencional. O mesmo poderá acontecer em túneis, grutas ou zonas cheias de entulho.

Os investigadores não estão, contudo, a imaginar insetos a tomar decisões médicas autonomamente. A intervenção seria supervisionada por seres humanos, que determinariam quando e onde utilizar o equipamento.

Uma “equipa” de baratas especializadas

O próximo passo poderá ser trabalhar com grupos de insetos, cada um com uma função diferente.

Alguns poderiam transportar câmaras e sensores ambientais para ajudar a localizar sobreviventes e avaliar as condições do espaço. Outros poderiam transportar equipamento médico ou de emergência.

É uma abordagem diferente da construção de um único robô capaz de executar todas estas tarefas. Em vez disso, os investigadores querem aproveitar as características naturais de diferentes espécies e acrescentar-lhes tecnologia.

As baratas gigantes utilizadas no projeto têm uma vantagem importante: são suficientemente grandes para transportar equipamento que seria demasiado pesado para outros insetos.

A equipa já tinha trabalhado com outros insetos ciborgue, incluindo escaravelhos capazes de realizar movimentos controlados. Agora, as baratas abrem a possibilidade de transportar sistemas mais complexos.

Ainda falta chegar às situações reais

Apesar dos resultados promissores, os investigadores estão ainda perante uma prova de conceito. Os testes realizados em laboratório mostram que o sistema pode funcionar, mas não significam que estas “baratas paramédicas” estejam prontas para entrar em operações de emergência.

Num cenário real, haveria obstáculos adicionais: poeiras, água, temperaturas extremas, terreno irregular, perda de comunicação ou a dificuldade de controlar vários insetos simultaneamente.

O objetivo anunciado pela equipa é que, dentro de cinco a dez anos, possam existir equipas de insetos ciborgue utilizadas em operações reais de salvamento, desde que a investigação e os testes no terreno avancem suficientemente.

A tecnologia não pretende substituir bombeiros, paramédicos ou equipas de busca e salvamento. Pretende resolver um problema muito específico: chegar primeiro onde os humanos ainda não conseguem chegar.

O estudo foi publicado na revista científica Advanced Science.

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