L'Ordine degli Psicologi Portoghesi ha chiesto oggi la sospensione urgente delle trattenute agli psicologi delle scuole, dopo che diversi professionisti hanno iniziato a ricevere richieste di restituzione di stipendi che ammontano a diverse migliaia di euro. La situazione riguarda i professionisti inclusi nel Programma di Regolarizzazione Straordinaria dei Rapporti Precari nella Pubblica Amministrazione, noto come PREVPAP, avviato nel 2017, che mirava a eliminare la precarietà lavorativa regolarizzando i lavoratori con funzioni permanenti ma senza un adeguato rapporto contrattuale.
Secondo l'OPP, gli psicologi inclusi nel PREVPAP affrontano anche una revisione della ricostruzione delle loro carriere, inclusa la mancata considerazione di punti relativi al ciclo valutativo del 2017-2018, che sono importanti per progredire professionalmente. Alcuni professionisti attendono dal gennaio 2025 la regolarizzazione della

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) pediu esta sexta-feira a “suspensão urgente de cobranças a psicólogos das escolas”, numa altura em que vários profissionais estão a receber pedidos de devolução de salários que ascendem a vários milhares de euros.
Em causa estão os profissionais abrangidos pelo Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), iniciado em 2017, que visou eliminar a precariedade laboral, regularizando trabalhadores com funções permanentes, sem vínculo adequado.
Ordem dos Psicólogos arrisca sanção após ajustes diretos
Ler Mais
Segundo um comunicado da OPP, os psicólogos que integram o PREVPAP estão a ser confrontados com pedidos de devolução de vários salários ao longo dos anos e outros aguardam desde janeiro de 2025 pela regularização da sua carreira.
Segundo esta ordem profissional, os psicólogos “enfrentam ainda uma revisão da reconstituição das suas carreiras, incluindo a desconsideração de pontos relativos ao ciclo avaliativo de 2017-2018, que são importantes para progredir profissionalmente”.
“Não devemos corrigir a precariedade que durante anos afetou estes profissionais criando uma situação de insegurança e de desvalorização profissional”, disse a bastonária da OPP, Sofia Ramalho, citada em comunicado.
A bastonária da OPP referiu que a situação é “um problema transversal, que exige uma resposta do Estado igualmente transversal, e que não deve obrigar cada psicólogo a recorrer individualmente aos tribunais para procurar uma solução, o que cria situações de desigualdade”.
A OPP solicitou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) a suspensão e reavaliação urgente dos procedimentos de revisão de reposicionamento remuneratório e de cobrança de verbas relativamente aos profissionais abrangidos, enquanto o enquadramento jurídico aplicável não for clarificado.
“Evitando-se a produção de consequências económicas e profissionais potencialmente graves e de difícil reparação”, considerou a OPP.
A OPP solicitou ainda uma solução que salvaguarda o tempo de serviço prestado, a reconstituição e o desenvolvimento da carreira e os direitos dos profissionais abrangidos pelo PREVPAP.
De acordo com o comunicado, a ordem já pediu uma reunião com a Agência para a Gestão do Sistema Educativo e manifestou a sua disponibilidade para colaborar com o MECI e “com os organismos competentes na procura de uma solução equilibrada, nacional, uniforme e juridicamente segura para estes profissionais”.
Nos últimos anos, psicólogos, educadores sociais, mediadores e terapeutas da fala vincularam aos quadros das escolas através do PREVPAP.
Segundo noticiou na quinta-feira o jornal Público, o MECI decidiu, no entanto, rever o posicionamento desses profissionais na carreira, por entender que os pontos de avaliação do biénio 2017-2018 não deveriam ter sido considerados nas progressões dos anos seguintes.
Em alguns casos, a retirada desses pontos pode deixá-los num escalão inferior e, no final do ano passado, os trabalhadores afetados foram informados que terão de devolver ao Estado as diferenças salariais recebidas desde a progressão.