L'IGEC rileva carenze negli esami nazionali del 2026 e segnala 98 scuole con irregolaritàFoto di Alejandro De Roa su Pexels
Politica

L'IGEC rileva carenze negli esami nazionali del 2026 e segnala 98 scuole con irregolarità

Jornal Económico28 agosto 2026 alle ore 19:21

L'Ispettorato Generale dell'Educazione e della Scienza (IGEC) ha rilevato irregolarità in 98 scuole nell'ambito degli Esami Finali Nazionali della Scuola Secondaria di Secondo Grado del 2026. Di queste, 69 scuole, pubbliche e private, hanno presentato richieste di riesame fuori termine, inclusi casi pervenuti dopo l'affissione dei risultati. Altre 29 scuole hanno registrato ritardi nella consegna delle prove effettuate nella prima fase, perturbando i processi di digitalizzazione, classificazione elettronica e valutazione esterna. La relazione è stata consegnata al Ministro dell'Istruzione, della Scienza e dell'Innovazione, Fernando Alexandre, in seguito a un'inchiesta richiesta con carattere di urgenza il 10 agosto.

Il Ministro ha ordinato l'inchiesta per accertare le irregolarità prima dell'epoca straordinaria degli esami nazionali, fissata dal 3 all'8 settembre. La situazione ha avuto un impatto diretto sugli studenti, condizionando i termini relativi all'accesso all'istruzione superiore e generando allarme pubblico sulla credibilità

professores

A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) detetou irregularidades em dezenas de escolas no âmbito dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026, com 69 estabelecimentos de ensino, públicos e privados, a submeterem pedidos de reapreciação fora do prazo e outros 29 a registarem atrasos na entrega das provas realizadas na primeira fase.

O relatório foi entregue ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na sequência de um inquérito solicitado com caráter de urgência, depois de terem sido identificadas falhas no processo de realização e tratamento dos exames nacionais.

Apesar das ocorrências, a IGEC conclui que “não foram identificados elementos que permitam sustentar a existência de atuações deliberadas” que tenham comprometido a integridade ou a confidencialidade das provas realizadas.

Segundo o relatório, as situações identificadas resultaram sobretudo de “lapsos procedimentais, falhas de verificação e erros operacionais” associados à organização, conferência e expedição da documentação dos exames.

Pedidos de reapreciação fora do prazo

O inquérito incidiu, entre outras situações, sobre o envio tardio ao Júri Nacional de Exames de pedidos de reapreciação de provas da primeira fase, incluindo casos em que os pedidos chegaram depois da afixação das pautas.

A situação teve impacto nos alunos, nomeadamente por os condicionar nos prazos relacionados com o acesso ao ensino superior, gerando alarme público e levantando questões sobre a credibilidade do sistema de avaliação externa.

A IGEC analisou também os casos de exames enviados para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda depois de terem sido formalmente recolhidos e entregues pelas forças de segurança. Os atrasos perturbaram os processos de digitalização, classificação eletrónica e avaliação externa das provas.

IGEC recomenda reforço dos controlos

Face às conclusões do inquérito, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência propõe a instauração de processos de inquérito nas situações que serão identificadas numa informação complementar de natureza confidencial.

A IGEC recomenda também ao Júri Nacional de Exames o aperfeiçoamento ou substituição das plataformas atualmente utilizadas, com o objetivo de reforçar a segurança e a confiança no processo.

Entre as medidas propostas está ainda a capacitação dos profissionais das escolas que utilizam essas plataformas e o reforço da articulação entre o Júri Nacional de Exames e a IGEC.

Às escolas, a Inspeção recomenda o reforço dos mecanismos de controlo interno associados à realização dos exames nacionais.

Inquérito aberto após irregularidades na primeira fase

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação determinou, a 10 de agosto, a abertura de um inquérito pela IGEC para apurar as irregularidades registadas durante os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026.

A urgência do processo esteve relacionada com a necessidade de concluir a investigação antes da época extraordinária dos exames nacionais, marcada para 3 a 8 de setembro.

O objetivo foi identificar as falhas ocorridas na primeira fase e implementar medidas que permitam evitar a repetição dos problemas durante a época extraordinária.

Embora tenha identificado falhas em processos administrativos e operacionais, a IGEC não encontrou indícios que sustentem a existência de ações deliberadas destinadas a comprometer a segurança ou a confidencialidade das provas.

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