La seconda fase del metrobus di Porto, che collegherà l'Avenida do Marechal Gomes da Costa alla Rotonda dell'Anemone, vicino al confine con Matosinhos, dovrebbe entrare in funzione solo a gennaio 2027, rappresentando un ritardo rispetto alla previsione iniziale che indicava il completamento ad agosto. Il presidente della STCP, Luís Osório, ha affermato che chiunque passi davanti ai lavori può capire che non termineranno a fine agosto, ammettendo che la data di gennaio potrebbe ancora subire modifiche.
L'operazione del nuovo tratto sarà affidata alla STCP, mentre l'opera è di responsabilità della Metro. Il primo tratto del metrobus è già in funzione tra la Rotonda di Boavista e Praça do Império da febbraio, con la STCP che garantisce il servizio. L'azienda spiega che non segue direttamente la pianificazione dei lavori, poiché il suo intervento è legato soprattutto alla futura operazione.
Luís Osório ha anche espresso la disponibilità affinché la rete di metrobus avanzi verso Matosinhos e verso Maia, attraverso un collegamento tra il Mercado de Matosinhos e la stazione della metropolitana di Os Verdes, a Maia, con passaggio per Leça da Palmeira. Il responsabile ha sottolineato che la realizzazione dipende dalle condizioni necessarie e dal quadro normativo.
La STCP sta inoltre preparando una riformulazione più ampia della sua rete di trasporti, che terrà conto dell'evoluzione della città, delle nuove centralità e delle modifiche dei percorsi e delle frequenze. Il lavoro è in fase di sviluppo con un'azienda partner che ha elaborato il Piano di Mobilità Urbana Sostenibile di Porto, coinvolgendo anche l'OPT e la Facoltà di Ingegneria, con l'intenzione di presentare una proposta agli azionisti entro circa un anno.
A segunda fase do metrobus do Porto, que vai ligar a Avenida do Marechal Gomes da Costa à Rotunda da Anémona, junto à fronteira com Matosinhos, só deverá entrar em funcionamento em janeiro de 2027. O calendário representa um atraso face à previsão inicial, que apontava para a conclusão da empreitada durante este mês.
A operação deste novo troço ficará a cargo da STCP, enquanto a obra é da responsabilidade da Metro. O presidente da empresa de transportes, Luís Osório, admite, contudo, que mesmo a data de janeiro poderá sofrer alterações, embora ressalve que qualquer eventual derrapagem seria, para já, apenas uma possibilidade.
Calendário que já mudou
“Qualquer pessoa que passe lá consegue perceber que [a obra] não termina no final de agosto”, afirmou Luís Osório, numa entrevista citada pelo Jornal de Notícias. O responsável explicou que a STCP não acompanha diretamente o planeamento da empreitada, uma vez que a sua intervenção está relacionada sobretudo com a futura operação.
A previsão atualmente transmitida à empresa aponta para o início da segunda fase em janeiro. “Neste momento, esperamos começar a segunda fase em janeiro, seja em testes, seja na totalidade”, acrescentou o presidente da STCP. A empresa admite, assim, que o arranque possa ocorrer inicialmente em fase de testes ou já com o serviço completo.
Da Boavista até Matosinhos
A nova ligação prolongará a rede de metrobus na direção de Matosinhos, estabelecendo o percurso entre a Avenida do Marechal Gomes da Costa, no Porto, e a Rotunda da Anémona. O objetivo é assegurar uma ligação que atravesse esta zona da cidade até à fronteira com o concelho vizinho.
O primeiro troço desta operação já está em funcionamento entre a Rotunda da Boavista e a Praça do Império, com a STCP a assegurar o serviço desde fevereiro. A segunda fase ficará, por isso, integrada num modelo de transporte que já começou a ser utilizado no Porto.
STCP quer continuar a expandir
Luís Osório manifestou também disponibilidade para que a rede de metrobus avance em direção a Matosinhos e à Maia. Em causa está uma ligação entre o Mercado de Matosinhos e a estação de metro de Os Verdes, na Maia, com passagem por Leça da Palmeira.
“Estamos disponíveis. Desde que com as devidas condições e desde que com a componente legal salvaguardada”, afirmou o responsável, citado pelo Jornal de Notícias. A concretização dessa extensão dependerá, assim, das condições necessárias à sua operação e do enquadramento legal.
Nova rede de autocarros em preparação
A entrevista aborda ainda uma mudança mais ampla na rede da STCP. A empresa está a preparar uma reformulação que deverá ter em conta a evolução da cidade, novas centralidades, alterações de percursos e frequências.
“Vamos começar com uma empresa parceira que fez o PMUS [Plano de Mobilidade Urbana Sustentável] do Porto, portanto, conhece bem a realidade”, explicou Luís Osório. O trabalho deverá envolver também a OPT e a Faculdade de Engenharia, com a intenção de apresentar uma proposta aos acionistas dentro de aproximadamente um ano.
A STCP pretende adaptar a oferta às mudanças verificadas no Porto, mantendo a cobertura da rede enquanto analisa novas ligações e frequências. Segundo o responsável, trata-se de um processo que terá de considerar a transformação da própria cidade e as necessidades das diferentes zonas.
Leia também: Segurança Social paga em média 710 euros aos novos reformados, mas pensão média de sobrevivência de cônjuges fica nos 331 euros