Ricercatori legati all'Istituto Superiore Tecnico di Lisbona hanno sviluppato una tecnologia basata su N-grafene che permette di ridurre la firma radar di droni, aeromobili e altre attrezzature. La soluzione consiste nell'applicazione di rivestimenti capaci di assorbire onde elettromagnetiche in un'ampia gamma di frequenze, rendendo difficile il rilevamento da parte di sistemi radar.
La tecnologia è stata creata dalla GTechPlasma, una spin-off dell'IST, che utilizza un processo basato su plasma per produrre grafene e diverse varianti di questo materiale. Uno dei principali vantaggi indicati dai ricercatori è la capacità di ottenere materiali di elevata qualità con spessori ridotti, mantenendo proprietà di elevato assorbimento elettromagnetico. Il progetto ha ricevuto finanziamenti europei, nazionali e della NATO, e risulta da diversi anni di ricerca.
Oltre alle applicazioni nel settore della difesa, la tecnologia può essere utilizzata in ambiti civili, in particolare nella schermatura elettromagnetica. Il team sta inoltre studiando altri utilizzi, tra cui lo stoccaggio di idrogeno, il recup
Investigadores ligados ao Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, desenvolveram uma tecnologia baseada em N-grafeno que poderá ser utilizada para reduzir a assinatura de radar de drones, aeronaves e outros equipamentos avança o Jornal Económico. A solução passa pela aplicação de revestimentos capazes de absorver ondas eletromagnéticas numa ampla gama de frequências, dificultando a deteção por sistemas de radar.
A tecnologia foi desenvolvida pela GTechPlasma, uma spin-off do IST, que utiliza um processo baseado em plasma para produzir grafeno e diferentes variantes deste material. Segundo os investigadores, uma das principais vantagens da solução é conseguir obter materiais de elevada qualidade e com reduzida espessura, mantendo propriedades de elevada absorção eletromagnética.
Embora tenha aplicações no setor da defesa, a tecnologia poderá também ser utilizada em áreas civis, nomeadamente na blindagem eletromagnética. A equipa está ainda a estudar outras utilizações dos materiais desenvolvidos, incluindo o armazenamento de hidrogénio, a recuperação seletiva de urânio e terras raras e a conversão de dióxido de carbono.
O projeto resulta de vários anos de investigação e contou com financiamento europeu, nacional e da NATO, tendo permitido levar a tecnologia até uma escala próxima da industrial. A GTechPlasma conta atualmente com oito patentes concedidas internacionalmente.
Como parte da expansão industrial desta tecnologia, a empresa Plasmaphene licenciou a solução e prepara a construção de uma fábrica em Vila Viçosa, num investimento de 7,5 milhões de euros. A unidade será destinada à produção de grafeno e N-grafeno, dando uma dimensão industrial a uma tecnologia desenvolvida no meio académico português.
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