Le squadre di salvataggio stavano tentando di soccorrere più di 100 lavoratori intrappolati in una galleria nel cantiere della diga idroelettrica di Trishuli, in Nepal, dopo un'alluvione catastrofica che ha ucciso almeno 472 persone mercoledì. L'esercito nepalese ha confermato di aver inviato due elicotteri sul posto, ma individuare gli ingressi della galleria resta estremamente difficile. Secondo il portavoce militare Raja Ram Basnet, 350 lavoratori e residenti erano già stati evacuati, ma più di un centinaio rimaneva ancora intrappolato all'interno della galleria.
Il disastro è stato provocato dal crollo di parte di un ghiacciaio ad alta quota, secondo il Servizio Geologico degli Stati Uniti, che ha inviato una massa di acqua, fango e detriti lungo i pendii dell'Himalaya verso il Nepal. Dal lato cinese del confine, il bilancio provvisorio indicava tre morti e 558 dispersi. Dal lato nepalese, 469 persone sono morte e 910 sono disperse, inclusi 517 stranieri in una regione frequentata

Equipas de resgate estavam esta sexta-feira 28 de agosto a tentar retirar mais de 100 trabalhadores presos num túnel na obra de uma barragem hidroelétrica, após a inundação que matou pelo menos 472 pessoas na quarta-feira, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, informou o exército nepalês.
“Recebemos informações de que há pessoas presas no túnel da barragem de Trishuli”, disse o porta-voz do exército, Raja Ram Basnet, à agência de notícias France-Presse (AFP).
“Foram enviados dois helicópteros para o local, mas ainda é muito difícil localizar as entradas do túnel”, acrescentou.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, 350 trabalhadores e residentes da região já tinham sido retirados pelo exército “em condições muito perigosas, dificultadas pelo clima e pelas inundações”.
“O exército continua a trabalhar para tentar evacuar mais de cem pessoas que ainda estão presas num túnel”, acrescentou.
Várias barragens estão em construção na região.
“Havia pelo menos 400 trabalhadores no estaleiro de construção”, disse Dev Shrestha, um dos trabalhadores evacuados de helicóptero, à AFP, na quinta-feira. “Provavelmente há mais mortos do que pessoas evacuadas”, estimou.
Outro trabalhador, Buddha Tamang, disse que conseguiu escapar ao desastre porque estava num dos túneis do local de construção quando a forte onda de água e lama atingiu o local.
“Sobrevivi porque estava no túnel”, explicou, depois de ter sido evacuado para um acampamento improvisado montado pelas autoridades na cidade vizinha de Bidur.
“Os responsáveis da obra estavam a trabalhar do outro lado; foram todos arrastados”, testemunhou.
Outro trabalhador evacuado do local, Arjun Kumar Tamang, falou sobre os “danos consideráveis” no estaleiro. “Não sei quantas pessoas morreram, mas a força da água levou tudo”, descreveu.
O fenómeno, provocado, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, pelo colapso de parte de um glaciar em altitude, causou, do lado chinês, três mortos e 558 desaparecidos, segundo o mais recente balanço provisório, que poderá ainda ser revisto.
A massa de água, lama e detritos precipitou-se depois entre as encostas dos Himalaias em direção ao Nepal.
Do lado nepalês, 469 pessoas morreram e 910 estão desaparecidas, entre as quais 517 estrangeiros, numa região frequentada por caminhantes e peregrinos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse na quinta-feira que há três cidadãos portugueses desaparecidos no Nepal e no Tibete, um homem e duas mulheres.