Il ministro dell'Economia e della Coesione Territoriale, Pedro Castro Almeida, realizza oggi a Lisbona, al Campus XXI, una conferenza stampa per fare il bilancio del Piano di Recupero e Resilienza (PRR), il cui termine finale di esecuzione definito da Bruxelles scade lunedì. Il ministro ha difeso l'esecuzione totale del piano, a meno che non si verifichi qualche anomalia.
Secondo l'ultimo rapporto di monitoraggio, l'esecuzione del PRR si attesta al 75%, mentre i pagamenti ai beneficiari ammontano a 14.463 milioni di euro. Pedro Dominguinhos, presidente della Commissione Nazionale di Accompagnamento del PRR, ha dichiarato in un'intervista all'Agenzia Lusitana che il Portogallo ha aumentato le probabilità di eseguire il piano al 100% e che gli ultimi giorni non saranno decisivi, ma i lavori continueranno dopo agosto in scuole, centri sanitari e residenze universitarie.
Pedro Dominguinhos ha avvertito che il Portogallo è obbligato a prepararsi per il post-piano, sottolineando che la sfida principale sarà la pressione aggiuntiva sui prossimi bilanci dello Stato, poiché i progetti richiedono ancora fondi. Il responsabile ha enfatizzato che Bruxelles è stata categorica nell'affermare che gli investimenti devono essere mantenuti per i fini finanziati per almeno cinque anni, citando come esempio la necessità di mantenere piattaforme informatiche e di garantire qualificazione e componenti per attrezzature come robot

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, faz hoje um balanço do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em Lisboa, na reta final para a execução. A conferência de imprensa terá lugar no Campus XXI, sede do Governo, em Lisboa, pelas 10:30. O prazo final para a execução do PRR, definido por Bruxelas, termina esta segunda-feira.
Castro Almeida tem vindo a defender a total execução do plano, a menos que ocorra “alguma anormalidade”. Segundo o último relatório de monitorização do plano, elaborado pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal, a execução do PRR encontra-se nos 75%. Já os pagamentos aos beneficiários estão, até quarta-feira, em 14.463 milhões de euros.
Em entrevista à Lusa, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, disse que Portugal aumentou as probabilidades de execução do plano a 100% e que os últimos dias não serão decisivos, mas adiantou que as obras vão continuar mesmo após agosto. Esta situação vai verificar-se, por exemplo, nas escolas, centros de saúde e residências estudantis.
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Na prática, a meta formal é cumprida e os investimentos que apresentarem uma conclusão substancial poderão ter as suas obras a decorrer.
Pedro Dominguinhos defendeu ainda que Portugal está obrigado a preparar-se para o pós-plano, avisando que o desafio é a pressão adicional sobre o Orçamento do Estado já que os projetos ainda requerem verbas.
“O nível de investimento foi particularmente relevante e os dados macroeconómicos, quer nacionais, quer de entidades internacionais, revelam a importância do PRR para mantermos níveis de investimento elevados, talvez como nunca tivemos anteriormente“, afirmou.
Mas mais importante do que os próprios investimentos é a capacidade de os manter porque é assim que se medem os resultados e os impactos que eles provocam na economia e na sociedade, disse, acrescentando que esta deve ser para Portugal “uma obrigação”, recordando que Bruxelas foi enfática ao afirmar que os investimentos devem ser mantidos para os fins que foram financiados, pelo menos, durante cinco anos.
“Esta é uma preocupação que devemos ter enquanto país […]. Não basta ter uma plataforma informática, é preciso mantê-la. Não basta ter um robô cirúrgico, é necessária qualificação e capacitação dos médicos e dos restantes pessoal na área da saúde e a capacidade de aquisição dos componentes para esse robô cirúrgico“, insistiu.
Para Pedro Dominguinhos, o desafio vai ser a pressão adicional que vai recair sobre os próximos orçamentos do Estado.
O PRR destina-se a implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico. Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela Covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.