Crisi in arrivo, iniziamo a sentire parole proibite.Foto di Matheus Bertelli su Pexels
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Crisi in arrivo, iniziamo a sentire parole proibite.

Madeira Opina28 agosto 2026 alle ore 03:07

L'autore e altri collaboratori di Madeira Opina hanno avvertito per anni sui problemi della monocultura del turismo incrementata nel post-Covid, venendo insultati e classificati come invidiosi e risentiti da coloro che traevano profitto da questa industria. Ora, secondo un reportage inviato, stranieri e investitori internazionali stanno vendendo case e lasciando Madeira, motivati dalla perdita di interesse per lo stile di vita locale, che ha smesso di essere calmo e piacevole, oltre all'inflazione, all'aumento del costo della vita e all'incertezza geopolitica.

Il rallentamento nelle vendite e i successivi aggiustamenti dei prezzi sui portali immobiliari non rappresentano necessariamente un calo accentuato del valore reale degli immobili, ma piuttosto la riduzione dei margini speculativi che gonfiavano il mercato. Per la prima volta si sente la parola "bolla", che molti avevano negato, e c'è chi vuole vendere in fretta prima della parte acuta di questa bolla.

Il Governo Regionale è criticato per aver promosso attivamente l'attrazione di capitale straniero per l'immobiliare di lusso e l'alloggio turistico senza implementare misure di protezione dell'accesso alla proprietà abitativa per i residenti locali. La governance ha concentrato lo sviluppo economico quasi esclusivamente nel turismo e nell'edilizia, fallendo nel creare settori alternativi resilienti agli shock esterni, e l'offerta pubblica di alloggi a prezzi accessibili non ha accompagnato in tempo la salita a catena dei prezzi.

L'autore conclude che questo deriva da incompetenza, ingordigia e instrumentalizzazione del governo per interessi di oligarchi, avvertendo che i politici che non hanno saputo governare daranno la colpa a chi ha messo in guardia invece di assumersi le proprie responsabilità.

E

u, e muitos outros outros autores que fui lendo no Madeira Opina, fomos avisando durante anos acerca dos problemas da monocultura do turismo que foram incrementados no pós Covid. Os que estão a lucrar com isso insultaram, usaram aqueles termos de gente inferior como inveja, ressabiamento, etc. Agora chegou a hora de cobrar.

Quando se diz a verdade na Madeira parece que nos tornamos numa ameaça, parece que todos temos de compactuar com o erro para criar um ambiente virtual que sustenha o erro. Eu não sei explicar o que se passa na cabeça das pessoas, mas tudo começa com uma decisão política errada que depois cria um sucesso rápido e convence outros a copiar. Torna-se imparável, assim o erro ganha dimensão e protetores.

A reportagem que envio diz muita coisa em 2 minutos, realidades que eram proibidas de focar. O que terá acontecido? Aponta que a saída de residentes e investidores estrangeiros é motivada pela perda de interesse no estilo de vida local, deixou de ser calmo e aprazível, mas também pela inflação, subida do custo de vida e incerteza geopolítica. Eles queixam-se dos preços, já? E os madeirenses caladinhos, talvez para não serem daquela gente invejosa e ressabiada.

O abrandamento no ritmo de vendas e os sucessivos ajustamentos de preço nos portais imobiliários não significam necessariamente uma queda acentuada do valor real dos imóveis, mas sim a redução das margens especulativas que inflacionavam o mercado. Eu diria que há gente que quer vender depressa. Pela primeira vez ouço "bolha", a que muitos negaram. Querem vender depressa antes que venha a parte aguda da bolha?

A dependência excessiva do turismo de habitação e da captação de investimento imobiliário estrangeiro expõe a região às oscilações e crises externas. Quando a conjuntura internacional muda, o modelo assente na atração contínua de capital exterior revela fragilidade. Agora o madeirense vai se interessar pelo que se passa lá fora ou vai continuar a ler os jornais do imobiliário e do circo?

O ciclo de construção e preços altos não é infalível nem sustentável indefinidamente a longo prazo. Trouxeram má gente de dinheiro fácil que anda sempre a circular, e os outros que destruíram o genuíno, calmo e a qualidade de vida. Vítimas de si próprios. A propósito, quem escreveu sobre os americanos por cá tem razão, já vi comentários a reduzir quem vê primeiro a anormal. É só esperar um nadinha... E já agora, era bom que as notícias respeitassem as perguntas básicas e não escondessem a origem de alguns que praticam crimes na Madeira, alguns chegam do estrangeiro, praticam o crime e vão logo embora. Estamos assim! Rica política de Albuquerque e Jesus.

E agora falemos do Governo...

O Governo Regional promoveu ativamente a atração de capital estrangeiro para o imobiliário de luxo e alojamento turístico, sem implementar medidas de mitigação ou regulação que protegessem o acesso à habitação própria pelos residentes locais.

Ao concentrar os esforços de desenvolvimento económico quase exclusivamente no turismo e na construção/imobiliário, a governação regional falhou em criar setores alternativos resilientes a choques geopolíticos e inflacionários externos. Os Dubai's andam a enfrentar muitos infortúnios.

A subida em cadeia dos preços promovida pela procura estrangeira não foi acompanhada, a tempo, por uma oferta pública de habitação a preços acessíveis para a população local, deixando o mercado vulnerável à descompressão e à perda de rendimento dos residentes. Vem tarde e o PRR não correspondeu. Ainda teremos casas a preço de uva mijona?

Isto chama-se incompetência, gula, instrumentalização do Governo para interesses de oligarcas.

Madeira Opina, mantenham-se rijos. Daqui a nada, os políticos que não souberam governar, que deram o sinal errado e destruíram a sustentabilidade vão dizer que os que avisaram foram motores de uma má atitude com os estrangeiros, que exageraram nas opiniões, mas nunca, em momento algum, vão assumir as culpas. É sempre assim. Eles vão deixar quem pagou o custo de vida e não pode comprar casa apeados, bem como aqueles que investiram como se não houvesse amanhã.

Se eu tivesse sobrenome de Jesus e Margarido estaria preocupado com os avisos de Albuquerque. Alguém tem que ter culpa!

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