«Os sinais são mais que evidentes, temos de mudar de atitudes», diz Juan Ambrósio

Lisboa, 04 set 2026 (Ecclesia) – Juan Ambrósio, professor universitário e membro da Rede ‘Cuidar da Casa Comum’, sublinhou a necessidade de uma mudança de comportamentos perante os danos ambientais, desafiando a sociedade a “habituar-se a viver com menos”.
“Os sinais são mais que evidentes, temos de mudar de atitudes”, alertou Juan Ambrósio em entrevista ao Programa ECCLESIA, emitida hoje na RTP2, sublinhando que “ainda é possível inverter” a atual crise global “por opção” ou “por convicção”.
O coordenador da instituição abordou o arranque do Tempo da Criação (1 de setembro a 4 de outubro), iniciativa ecuménica de reflexão e ação ecológica, garantindo que a convicção manifestada pelo Papa Leão XIV de que “ainda não é tarde” para mudar constitui “uma atitude pedagógica positiva” para evitar a inércia.
O teólogo português recusou a tentação de desvalorizar os contributos individuais, observando que, “num planeta onde os recursos são limitados”, a exigência material excessiva “só pode ser à custa de que outros tenham cada vez menos”.
Juan Ambrósio recordou também o alerta mensal do Papa em defesa da preservação dos recursos hídricos, avisando que o “cuidado com a água pode ser sinal evidente do nosso cuidado com a vida”, uma vez tratar-se de “um bem essencial” e não de um produto transacionável.
A ação da estrutura nacional alarga-se à criação de “focos de conversão ecológica” locais, sustentando o responsável que a encíclica ‘Laudato Si” tem de ser associada à encíclica ‘Fratelli Tutti’ para assegurar simultaneamente o “cuidado da Casa Comum e o cuidado do humano comum”.
Projetando as leituras bíblicas que vão ser proclamadas no próximo domingo, o teólogo convida as comunidades cristãs a afirmarem-se como “sentinelas do cuidado da casa comum”, exigindo uma pastoral que privilegie “a reconciliação” e o perdão, distanciando-se definitivamente de práticas de “julgamento em praça pública”.
A agenda oficial da Rede para as próximas semanas inclui um encontro online de equipas ecológicas a 17 de setembro, uma celebração a 19 de setembro nas margens do rio Tejo “juntamente com os irmãos da Igreja Lusitana”, e a integração na caminhada “Passos pela Paz”, agendada para dia 27, em Coimbra.
PR/OC




