Susana Cristeta, alors âgée de 22 ans, a subi un grave accident dans un parc aquatique en Algarve au milieu des années 90. Alors qu'elle descendait un toboggan, deux personnes qui la suivaient à une vitesse supérieure l'ont percutée, la faisant se retrouver immergée au fond de la piscine. L'impact a provoqué une lésion de la moelle épinière, la rendant tétraplégique et incapable de bouger, bien qu'elle soit restée consciente tout au long de l'épisode.
Après l'accident, Susana a d'abord été emmenée à l'hôpital de Portimão puis transférée en hélicoptère à l'hôpital de Santa Maria, à Lisbonne. C'est dans la capitale qu'elle a appris l'étendue de la lésion : un traumatisme de la moelle épinière causé par une luxation des vertèbres qui sont sorties de leur place. Le pronostic médical était qu'elle resterait en fauteuil roulant pour le reste de sa vie.
La récupération a commencé dès l'hospitalisation. Les médecins ont réussi à remettre les vertèbres en place sans nécessité d'intervention chirurgicale supplémentaire, ce que Susana a considéré comme déterminant pour sa récupération. Pendant la période de traitements et de physiothérapie, elle a toujours refusé d'accepter qu'elle resterait paraplégique et a décidé de se battre pour remarcher.
Environ trois mois après l'accident, Susana a réussi à sortir de l'hôpital en marchant, bien qu'avec de grandes difficultés. L'histoire a été partagée par Susana dans l'émission Dois às 10, de TVI, accompagnant maintenant une femme qui a surmonté un pronostic initial très négatif et a retrouvé la capacité de marcher.
Um dia num parque aquático no Algarve em meados dos anos 90 transformou-se num acidente que deixou Susana Cristeta, na altura com 22 anos, sem conseguir mexer o corpo. Depois de descer um escorrega, foi atingida por duas pessoas e ficou no fundo da piscina. O impacto provocou uma lesão na medula e o primeiro prognóstico apontava para que ficasse numa cadeira de rodas.
Perdeu a capacidade de se movimentar, mas manteve-se consciente durante todo o episódio. “Eu estou dentro de água, levo um impacto e fico automaticamente debaixo de água. Começo a sentir a afogar-me, sem conseguir vir para cima”, contou no programa Dois às 10, da TVI. O relato faz parte do percurso de recuperação que Susana decidiu partilhar depois de voltar a andar.
O acidente aconteceu num escorrega
Susana estava num parque aquático com amigos quando decidiu utilizar um dos escorregas. As pessoas que vinham atrás deslocavam-se a uma velocidade superior e uma delas acabou por embater nela. O choque fez com que ficasse submersa e sem capacidade para se movimentar.
Apesar da gravidade da situação, nunca perdeu os sentidos. Quando foi retirada da piscina, pediu que não lhe mexessem. “Eu só dizia: não me mexam porque eu não sentia nada e quando isso acontece é porque é algo grave”, recordou.
Do Algarve para Lisboa
Depois do acidente, Susana foi levada para o Hospital de Portimão, onde realizou os exames considerados necessários. A avaliação determinou que teria de ser encaminhada para Lisboa, seguindo posteriormente de helicóptero para o Hospital de Santa Maria.
Foi na capital que ficou a saber da dimensão da lesão. Tinha sofrido um traumatismo na medula, situação que, segundo o prognóstico que recebeu, tornava muito difícil voltar a andar. “O prognóstico era mesmo ficar em cadeira de rodas”, afirmou.
Recuperação começou no hospital
A lesão estava relacionada com uma luxação das vértebras, que tinham saído do lugar. Para Susana, o facto de os médicos terem conseguido recolocá-las sem necessidade de uma intervenção adicional acabou por ser determinante. “A minha sorte foi que conseguiram pôr no sítio sem ter de mexer mais”, explicou.
Seguiu-se um período de tratamentos e fisioterapia. Desde o início, a jovem recusou aceitar como inevitável a possibilidade de ficar numa cadeira de rodas. “Nunca aceitei que ia ficar numa cadeira de rodas e ia lutar e tinha de conseguir andar”, contou.
Três meses depois já conseguia andar
O processo de recuperação começou ainda durante o internamento e, cerca de três meses depois, Susana conseguiu sair do hospital a caminhar, embora com muitas dificuldades. O regresso à marcha surgiu depois de tratamentos, uma cirurgia e um período de fisioterapia.
A história, apresentada pela TVI, acompanha agora uma mulher que conseguiu recuperar a capacidade de andar depois de um acidente que inicialmente lhe deixou um prognóstico muito diferente.
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