Les ministros des Finances et présidents des banques centrales des pays du G20, sous la présidence des États-Unis, se réunissent à Asheville, aux États-Unis, les 31 août et 1er septembre, pour discuter de la situation économique et financière mondiale. Pendant la rencontre, les déséquilibres budgétaires entre les nations seront analysés, ainsi que les cryptoactifs et leur réglementation, dans un contexte d'incertitude croissante en raison des politiques tarifaires de la Maison-Blanche et de la dette américaine.
La dette du gouvernement fédéral américain a récemment dépassé, pour la première fois, le seuil de 40 billions de dollars, ce qui représente environ 34,3 milliards d'euros. Cette augmentation a été impulsée par le paquet de grands allègements fiscaux approuvé par le Congrès à l'été 2025, ajouté à l'impact des décisions de la Cour suprême sur les tarifas. Parallèlement, les taux d'intérêt des bons du Trésor américain à 10 et 30 ans ont atteint les niveaux les plus élevés en 19 et 25 ans, respectivement.
La dette souveraine sera un autre thème central pendant la rencontre, Washington défendant une plus grande transparence et une restructuration plus rapide lorsque les pays seront confrontés à des difficultés. Le département du Trésor indique que le gouvernement Trump a mis en œuvre de nouvelles tarifas et intensifié la guerre commerciale avec le Canada, arguant qu'il s'est concentré sur la correction des déséquilibres commerciaux mondiaux pour bénéficier aux travailleurs américains.
Les autorités américaines considèrent que les actifs numériques, comme les cryptoactifs, sont un élément clé du débat, avec des discussions sur la nécessité de moderniser la réglementation et la supervision financière, de réduire les frictions réglementaires et de marché, et de favoriser l'innovation financière numérique. La rencontre devrait se concentrer sur l'établissement de cadres légaux et réglementaires plus clairs et le renforcement de la lutte contre les activités illicites associées à ces actifs.

Os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20, sob a presidência dos Estados Unidos, reúnem-se esta segunda-feira, 31 de agosto e terça-feira, 1 de setembro, em Asheville, nos EUA, para discutir a situação económica e financeira global.
Também analisarão os desequilíbrios orçamentais entre nações e as criptomoedas e a sua regulamentação, num cenário de crescente incerteza devido às políticas tarifárias da Casa Branca e à própria dívida americana.
“Os temas-chave da nossa presidência do G20 têm sido acelerar o crescimento e abordar os desequilíbrios globais”, explicou uma autoridade do Departamento do Tesouro dos EUA, afirmando que o Governo do Presidente Donald Trump colocou no centro da sua agenda económica tanto o investimento corporativo como o papel proativo do setor privado.
Nesse sentido, defendeu os efeitos positivos para o crescimento e o investimento do pacote de grandes cortes fiscais impulsionado por Trump e aprovado pelo Congresso no verão de 2025.
Esta iniciativa legislativa, somada ao revés imposto pelo Supremo Tribunal a grande parte das tarifas aplicadas pelo republicano desde o seu regresso ao poder, contribuiu para aumentar o défice e acelerar o crescimento da dívida do governo federal, que recentemente ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 40 biliões de dólares (cerca de 34,3 biliões de euros, ao câmbio atual).
Paralelamente, as taxas de juro dos títulos do Tesouro americano de 10 e 30 anos atingiram os níveis mais altos em 19 e 25 anos, respetivamente.
A dívida soberana será “outro tema central” durante o encontro em Asheville, segundo informou o Departamento do Tesouro em comunicado, assegurando que Washington defenderá “maior transparência e uma reestruturação mais rápida quando os países enfrentarem dificuldades”.
Num momento em que o Governo Trump implementou novas tarifas e intensificou a guerra comercial com o Canadá, o departamento liderado por Scott Bessent também argumenta que se tem concentrado em corrigir desequilíbrios comerciais globais para beneficiar os trabalhadores americanos e criar condições de igualdade para as empresas americanas.
“Sob a nossa liderança, o G20 trabalha para enfrentar os desequilíbrios globais, que refletem práticas desleais que foram permitidas persistir por tempo demais e que ameaçam a prosperidade mundial”, afirmou o porta-voz do Tesouro, acrescentando que o Governo Trump trabalha para evitar o despejo de “excesso de produção e capacidade” nos mercados globais, uma referência ao modelo exportador de Pequim.
Durante o encontro, a presidência americana destaca que, entre as principais discussões, estão também a necessidade de modernizar a regulamentação e a supervisão financeira, bem como “a redução de atritos regulatórios e de mercado e o fomento à inovação financeira digital”.
Washington considera os ativos digitais, como as criptomoedas, um elemento-chave desse debate, que deverá concentrar-se no estabelecimento de marcos legais e regulatórios mais claros e no reforço do combate a atividades ilícitas associadas a eles.