Luís Montenegro a clôt ce dimanche 30 août la 22e édition de l'Université d'été du PSD, qui se tenait depuis lundi à Castelo de Vide, dans le district de Portalegre. Le président du PSD avait participé jeudi par visioconférence, répondant à dix questions de jeunes cadres du parti, ayant promis de parler aujourd'hui de l'éducation et des réformes dans la qualification des ressources humaines. Cette intervention sert habituellement de deuxième rentrée du parti, après la Fête du Pontal, en Algarve.
La semaine politique a été marquée par la menace du leader du Chega, André Ventura, de déposer au Parlement une motion de censure au Gouvernement si le Premier ministre ne résout pas la situation du ministre de l'Administration interne, Luís Neves. Le porte-parole du PSD, Sebastião Bugalho, a refusé que cet ultimatum affaiblisse l'exécutif, affirmant que tandis que beaucoup perdent leur temps avec du bruit et des écrans de fumée, le PSD continue de résoudre les problèmes.
Concernant la Sécurité sociale, une étude du groupe de travail créé par le Gouvernement pour proposer des mesures de réforme a été présentée, mais le Premier ministre a écarté tout changement structurel dans ce domaine durant la législature actuelle. Montenegro a promis que, si un jour il propose cette transformation structurelle, ce sera sur la base d'un engagement pris auprès du peuple portugais avant les prochaines élections, défendant un consensus national sur la durabilité du système.
Concernant l'éducation, Montenegro a promis de parler des réformes en cours pour une plus grande qualification des ressources humaines. Après les controverses et les retards dans la correction numérique des examens nationaux, le nombre d'élèves admis dans les établissements d'enseignement supérieur publics s'est élevé à 49 991 jeunes, soit 6 092 de plus qu'en 2025. À environ un mois du dépôt du Budget de l'État pour 2026, plusieurs dirigeants du PSD ont souligné des similitudes entre le discours des leaders du Chega et du PS, avec Montenegro promettant patience et tolérance démocratique envers l'opposition.

Luís Montenegro encerra este domingo, 30 de agosto, a Universidade de Verão do partido, com a agenda política marcada pela discussão sobre a Segurança Social e pela ameaça do Chega em apresentar uma moção de censura ao Governo.
Luís Montenegro participa a partir das 12 horas, na sessão de encerramento da 22.ª edição desta iniciativa de formação de jovens quadros, que decorre desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre), depois de na quinta-feira ter respondido, por videoconferência, a dez perguntas dos participantes na iniciativa, prometendo falar hoje sobre educação.
A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda ‘rentrée’ do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, na qual anunciou este ano a reentrada do Estado no capital da REN e criticou o que chamou de “censura moderna”, lamentado que os portugueses só conheçam as polémicas e incidentes e o mais importante fique “escondido em notas de rodapé”.
Desde então, foi apresentado um estudo do grupo de trabalho criado pelo Governo para “propor medidas tendentes à reforma da Segurança Social”, mas esta semana o primeiro-ministro, tal como já tinham feito outros membros do Governo, afastou qualquer mudança estrutural nesta área na atual legislatura.
Na quinta-feira, na participação surpresa à distância na Universidade de Verão do PSD, Montenegro prometeu que, “se algum dia propuser essa transformação estrutural, será na base de um compromisso” assumido com o povo português antes das próximas eleições.
“O meu desejo era que nós pudéssemos ter um entendimento nacional para que, independentemente da força política que ganhasse as eleições, todos se comprometessem a executar a transformação estrutural que dá sustentabilidade a este sistema”, afirmou então.
Na mesma ocasião, em que passou em revista as principais medidas do executivo PSD/CDS-PP, Montenegro prometeu para hoje falar “das reformas da educação”.
“Daquilo que estamos a fazer para termos uma qualificação maior dos nossos recursos humanos e com isso podermos ser um país mais atrativo, mais produtivo”, disse.
Depois das polémicas e atrasos que envolveram a correção digital dos exames nacionais, o número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.
A semana política ficou marcada pela ameaça do líder do Chega, André Ventura, de entregar no parlamento na terça-feira uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro não resolva a situação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que considera ter atingido um nível “grotesco” e “inaceitável”.
Numa breve reação ao tema, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusou que este ultimato enfraqueça o Governo.
“Enquanto muitos ao nosso redor perdem tempo com barulhos e cortinas de fumo, nós continuamos a resolver problemas”, afirmou depois aos jornalistas, após o Tribunal Constitucional ter dado luz verde à chamada lei do retorno.
Também Montenegro, na sua passagem virtual por Castelo de Vide na quinta-feira, já tinha defendido que trabalhar será a resposta às críticas e “pedidos de distração”.
“Como é que nós vencemos o negativismo, o pessimismo daqueles que querem deixar tudo na mesma? Trabalhando. Como é que nós respondemos àqueles que fazem esses ataques sem fundamento, sem razão? Trabalhando”, afirmou.
A cerca de um mês da entrega do Orçamento do Estado para 2026, foram vários os dirigentes do PSD que procuraram apontar na Universidade de Verão do PSD semelhanças entre o discurso dos líderes do Chega e PS, com o presidente do PSD a prometer depois “paciência” e “tolerância democrática” para com a oposição, apesar de lhes apontar “muitas asneiras e disparates”, sem abrir o jogo sobre eventuais negociações orçamentais.