La Commission européenne a confirmé travailler pour répondre à la demande espagnole d'appui de plusieurs agences européennes dans la gestion des migrants qui demeurent à Ceuta après l'entrée massive de plus de 72 000 personnes en provenance du Maroc sur une période de 24 heures, à la fin juillet. Le commissaire européen aux Affaires intérieures et à la Migration, Magnus Brunner, a indiqué que la décision concernant la demande sera prise avec diligence.
La demande espagnole comprend la collaboration de Frontex, d'Europol et de l'Agence de l'Union européenne pour l'asile. L'Espagne a demandé 10 agents supplémentaires de Frontex pour les opérations de tri, l'assistance de l'EUAA pour la réalisation d'entretiens et la mise à disposition d'interprètes, et l'approfondissement de la coopération avec Europol dans le cadre de l'investigation des réseaux de trafic de migrants.
Le ministre de l'Intérieur espagnol, Fernando Grande-Marlaska, a envoyé une lettre à la directrice générale de la Migration et des Affaires intérieures de la Commission européenne, Beate Gminder, formalisant la demande. L'exécutif européen a salué les mesures supplémentaires adoptées par l'Espagne ces derniers jours, la priorité étant de garantir le retour rapide de toutes les personnes qui demeurent illégalement à Ceuta.
Au moins 82 personnes sont mortes en essayant d'atteindre Ceuta à la nage. Presque un mois plus tard, il n'existe toujours pas de données exactes sur le nombre de migrants qui demeurent encore dans la ville autonome, avec des estimations allant jusqu'à 8 000 illégaux. Le gouvernement espagnol a augmenté de 6,4 à 44,51 millions d'euros le financement européen pour renforcer l'aide humanitaire à Ceuta.

Bruxelas, 29 ago 2026 (Lusa) – A União Europeia garantiu hoje estar a trabalhar para dar resposta ao pedido de Espanha para receber apoio de várias agências europeias na triagem dos migrantes que permanecem em Ceuta após a entrada em massa ocorrida em julho.
“Recebemos um pedido de apoio adicional por parte de Espanha, que inclui a colaboração da Frontex, da Europol e da Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA). Já estamos a trabalhar nesse pedido e tomaremos uma decisão com celeridade“, afirmou o comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, numa mensagem nas redes sociais, citada pela agência de notícias Efe.
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Segundo o responsável, o executivo europeu “saúda as medidas adicionais que Espanha adotou nos últimos dias para fazer face à situação, que continua a ser complicada“. “A prioridade continua a ser garantir o rápido regresso de todas as pessoas que permanecem ilegalmente em Ceuta“, afirmou Brunner.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, enviou uma carta à diretora-geral da Migração e Assuntos Internos da Comissão Europeia, Beate Gminder, em resposta à oferta que esta tinha feito ao embaixador de Espanha junto da União Europeia para que várias agências europeias prestassem apoio na gestão da crise.
O Governo espanhol pediu 10 agentes adicionais da Frontex para as operações de triagem, para acelerar a recolha de informação sobre os migrantes que ainda não foram submetidos a esse procedimento, tendo também solicitado assistência da EUAA para a realização de entrevistas e para disponibilizar intérpretes.
Quanto à Europol, Espanha pretende manter e aprofundar a cooperação já existente entre as forças de segurança espanholas e aquela agência europeia, sobretudo no âmbito da investigação das redes de tráfico de migrantes e da análise estratégica.
Na sexta-feira, a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações espanhola anunciou que o Governo aumentou para 44,51 milhões de euros, provenientes da União Europeia, o financiamento para reforçar a ajuda humanitária em Ceuta após a crise migratória. A verba até agora destinada a esse fim era de 6,4 milhões de euros.
Elma Saiz, também porta-voz do Governo espanhol, classificou como “extraordinária” a resposta do executivo, “do ponto de vista da legalidade e da humanidade”, à entrada ilegal na cidade autónoma espanhola de Ceuta de mais de 72.000 migrantes procedentes de Marrocos num período de 24 horas, no final de julho, uma situação de uma “dimensão excecional”.
Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado. Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontarem até 8.000 ilegais.