À Quarteira, l'IL affirme que la classe moyenne est « sous attaque » et accuse le PS et le PSDPhoto de Md Jawadur Rahman sur Pexels
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À Quarteira, l'IL affirme que la classe moyenne est « sous attaque » et accuse le PS et le PSD

Postal do Algarve29 août 2026 à 22:34

Lors de la « rentrée » de l'Initiative libérale à Quarteira, la leader Mariana Leitão a déclaré que la classe moyenne est « sous attaque » et est devenue « invisible » pour les gouvernants, accusant le PS et le PSD de l'avoir abandonnée car elle a perdu du poids électoral. Selon la presidente de l'IL, la classe moyenne a diminué en nombre, en revenu, en pouvoir d'achat et en qualité de vie, et personne ne la défend sérieusement bien que ce soit elle qui crée la richesse et contribue au développement du pays.

Mariana Leitão a également critiqué la gestion de l'argent public par l'État et a accusé le premier ministre Luís Montenegro de ne pas concrétiser les promesses faites dans les domaines de la santé, du logement, de la réforme de l'État et de la fiscalité. La leader libérale a également estimé que la proposition de création d'un fonds souverain pour acquérir des participations dans la REN et d'autres entreprises constitue une forme de « confiscation » financée par le travail des contribuables.

Dans le discours à Quarteira, l'IL a présenté trois priorités pour la législature : simplifier et réduire l'IRPP, diminuer la bureaucratie et réformer le système de pensions avec des comptes individuels et transparents. Mariana Leitão a anticipé que la proposition serait critiquée comme une tentative de privatisation de la Sécurité sociale, mais a rejeté cette interprétation, garantissant que la pension continuerait d'être garantie à tous ceux qui ont travaillé.

La leader libérale a également critiqué les propositions des autres forces politiques, affirmant que le Chega promet de baisser l'âge de la retraite sans dire qui paie, que le PS et le PSD distribuent des versements extraordinaires selon leur convenance, et que la gauche propose des augment

Durante a “rentrée” da Iniciativa Liberal, em Quarteira, Mariana Leitão afirmou este sábado que a classe média está “sob ataque” e se tornou “invisível” para os governantes, acusando PS e PSD de a terem abandonado por ter perdido peso eleitoral.

“A classe média está sob ataque. E é ignorada por quem nos governa. E sabem porquê? Eu digo-vos: porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes. Encolheu. Em número e em rendimento, poder de compra e qualidade de vida. E a tática eleitoral fala mais alto”, declarou a líder da Iniciativa Liberal.

Mariana Leitão sustentou que, “onde há votos, há promessas”, mas onde existem menos votos prevalece o “desprezo”. Na sua perspetiva, ninguém defende seriamente a classe média, apesar de ser esta que cria riqueza e contribui para o desenvolvimento do país.

“A classe média foi abandonada pelo PS e pelo PSD. E sabe, sabe bem, que do Chega só vem mais Estado e mais incompetência. E sem uma classe média forte, não há Portugal capaz de competir com ninguém”, afirmou.

Mariana Leitão acusa Montenegro de não cumprir promessas

A presidente da IL criticou também a gestão do dinheiro público pelo Estado e acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de não concretizar as promessas feitas nas áreas da saúde, habitação, reforma do Estado e fiscalidade.

“O Luís prometeu trabalhar, prometeu mudança, prometeu reformar o Estado, a saúde, a habitação. Prometeu baixar impostos. Prometeu, prometeu, prometeu e não cumpriu”, acusou.

Mariana Leitão criticou ainda a proposta de criação de um fundo soberano destinado a adquirir participações na REN e noutras empresas.

“A sua grande medida é um fundo soberano para comprar uma parte da REN e outras empresas. Um fundo que não vai ser pago por nenhuma riqueza natural, mas, sim, com o suor do nosso trabalho. Desculpem, mas isto só tem um nome. É confisco. E eu não posso aceitar isso”, afirmou.

IL apresenta três prioridades para a legislatura

No discurso em Quarteira, a líder liberal apresentou três medidas que o partido pretende defender durante a legislatura: simplificar e reduzir o IRS, diminuir a burocracia e reformar o sistema de pensões.

Mariana Leitão classificou a burocracia como “o pior imposto que existe” e defendeu que os jovens devem poder ter mais opções, poupar e assumir maior controlo sobre o respetivo futuro financeiro.

No domínio das pensões, a IL propõe um modelo em que os descontos de cada trabalhador possam ser acompanhados através de uma conta individual e transparente.

“Aquilo que cada português desconta todos os meses deve ficar dentro de um sistema transparente. Tem de passar a entrar numa conta com o nome dele. Uma conta que possa abrir e consultar. Onde veja quanto tem, quanto rendeu, e com quanto pode contar. A isto chama-se capitalização. E é isso que continua a faltar neste país”, argumentou.

Liberal rejeita privatização da Segurança Social

Mariana Leitão antecipou que a proposta será criticada por outros partidos e associada a uma tentativa de privatização da Segurança Social, interpretação que rejeitou.

“É mais uma mentira de quem quer manter tudo como está”, afirmou.

“Não há privatização nenhuma da Segurança Social. A pensão continua garantida a todos os que trabalharam uma vida inteira, e aos que por doença, ou por desemprego, não conseguiram garantir a sua subsistência. Só assim conseguiremos deixar à próxima geração um país melhor do que aquele que recebemos”, acrescentou.

A líder liberal considerou que os restantes partidos não apresentam soluções sustentáveis para o sistema de pensões.

“Ninguém quer resolver o problema, mas todos aprenderam a viver dele”, declarou, antes de criticar as propostas das diferentes forças políticas.

“O Chega promete baixar a idade da reforma, nunca diz quem paga. O PS e o PSD, cada um na sua vez, distribuem pagamentos extraordinários conforme lhes dá jeito”, afirmou.

Mariana Leitão acusou ainda a esquerda de propor aumentos anuais “sem uma única conta feita sobre o que acontece depois”.

Leia também: Novo instituto junta centro e esquerda para testar políticas públicas no terreno

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