Le Portugal approuve le Plan national des centres de données, qui ne fixe pas de plafonds contraignants pour la consommation d'eau ou d'énergie. Le plan, approuvé par le gouvernement en avril par la Résolution du Conseil des ministres n° 70/2026, prévoit des mécanismes de suivi des indicateurs de durabilité et d'efficacité, mais sans limites nationales obligatoires pour ces infrastructures. La stratégie se concentre sur l'accélération de l'investissement et la réduction des délais de mise à disposition de puissance électrique.
À Sines, dans l'Alentejo, le SINES Data Campus, promoted par Start Campus, projette une capacité totale de 1,2 GW, avec un investissement privé annoncé de 8,5 milliards d'euros. La première unité (SIN01) est entrée en service fin 2024 et a été inaugurée en avril 2025, avec une capacité opérationnelle actuelle de 37,5 MW. L'extension se poursuit avec le SIN02, qui aura une capacité projetée de 200 MW. En mai 2025, l'Agence portugaise de l'environnement a émis une décision favorable conditionnelle pour la ligne électrique à 400 kV entre la sous-station de Sines et Start Campus 2.
Start Campus affirme que le complexe utilise l'eau de mer dans le système de refroidissement, obtenant un indicateur WUE de zéro et éliminant le recours à l'eau douce. Le projet a obtenu une Déclaration d'impact environnemental favorable conditionnelle en août 2023. La disponibilité de l'énergie électrique apparaît comme une condition centrale pour capter ces investissements, le gouvernement identifiant 2026 et 2027 comme des années pertinentes pour les décisions d'investissement au Portugal.
Plano Nacional de Centros de Dados aposta na aceleração dos investimentos e no reforço da capacidade energética, sem fixar limites nacionais vinculativos para o consumo. Em Sines, o Data Campus prevê chegar aos 1,2 GW, num investimento anunciado de 8,5 mil milhões de euros.
A expansão dos centros de dados em Portugal vai exigir uma crescente disponibilidade de capacidade elétrica, num setor que o Governo pretende acelerar para responder à procura associada à inteligência artificial e à computação em nuvem. Em Sines, no Alentejo, está em desenvolvimento um projeto com capacidade prevista de 1,2 gigawatts (GW), cuja dimensão coloca o território entre os principais polos nacionais desta nova infraestrutura digital.
O Plano Nacional de Centros de Dados, aprovado pelo Governo em abril através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2026, prevê mecanismos de monitorização e comunicação de indicadores relacionados com sustentabilidade e eficiência, mas não fixa tetos nacionais vinculativos para o consumo de água ou energia destas infraestruturas.
A estratégia segue, em paralelo, uma orientação de aceleração do investimento, procurando reduzir os prazos associados à disponibilização de potência elétrica e identificar zonas do território previamente preparadas para receber centros de dados.
É neste contexto que Sines assume uma dimensão particularmente relevante para o Alentejo.
Data Campus representa investimento anunciado de 8,5 mil milhões
O SINES Data Campus, promovido pela Start Campus, tem como objetivo atingir uma capacidade total de 1,2 GW, associada a um investimento privado anunciado pela empresa de 8,5 mil milhões de euros.
A primeira unidade do complexo, denominada SIN01, entrou em operação no final de 2024 e foi oficialmente inaugurada em abril de 2025. O projeto foi inicialmente apresentado com uma capacidade de 26 megawatts (MW), sendo atualmente indicada pelo promotor uma capacidade operacional de 37,5 MW.
A expansão prossegue com o SIN02, cuja capacidade projetada ascende a 200 MW.
A escala das necessidades energéticas do complexo traduz-se igualmente nas infraestruturas previstas para assegurar a sua alimentação elétrica. Em maio de 2025, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu uma decisão favorável condicionada relativa ao projeto que inclui a linha entre a subestação de Sines e a Start Campus 2, a 400 kV.
Start Campus diz não utilizar água doce no arrefecimento
A utilização de água assume características diferentes no projeto desenvolvido em Sines.
Segundo a Start Campus, o complexo recorre a água do mar no sistema de arrefecimento, utilizando infraestruturas associadas à antiga central termoelétrica de Sines.
A empresa sustenta que esta solução permite obter um indicador WUE — Water Usage Effectiveness, utilizado para medir a eficiência na utilização de água — de zero, eliminando o recurso a água doce para o arrefecimento dos centros de dados.
Trata-se de uma afirmação do promotor relativa especificamente ao sistema de arrefecimento do complexo de Sines e não de uma característica aplicável, de forma geral, aos centros de dados previstos para Portugal.
O projeto Data Center Sines 4.0 passou pelo procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, tendo obtido uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada em agosto de 2023. Em novembro de 2024 foi também emitida uma decisão condicionada relativa à conformidade ambiental do projeto de execução.
Energia é um dos eixos do plano nacional
A disponibilidade de potência elétrica surge como uma das condições centrais da estratégia definida pelo Governo para tornar Portugal competitivo na captação deste tipo de investimentos.
“Energia e Infraestrutura” constitui um dos quatro eixos do Plano Nacional de Centros de Dados, que prevê medidas destinadas a diminuir o período necessário para assegurar capacidade elétrica aos novos projetos.
Entre as soluções previstas está a identificação de terrenos que reúnam previamente condições técnicas, energéticas, ambientais e territoriais adequadas à instalação destas infraestruturas.
O objetivo passa por criar zonas preparadas para centros de dados, antecipando procedimentos de planeamento e articulando as condições de ligação à rede elétrica com os respetivos operadores.
Esta agilização não elimina, contudo, as obrigações ambientais. Os projetos continuam sujeitos aos requisitos legais e técnicos aplicáveis, incluindo, quando previstos na lei, os procedimentos de Avaliação Ambiental Estratégica e de Avaliação de Impacte Ambiental.
Inteligência artificial acelera procura
A estratégia nacional enquadra os centros de dados como infraestruturas relevantes para o crescimento da inteligência artificial, computação em nuvem e processamento de grandes volumes de informação.
O Governo identifica 2026 e 2027 como anos particularmente relevantes para Portugal procurar captar decisões de investimento dos grandes operadores internacionais do setor.
No Alentejo, essa transformação já tem expressão concreta em Sines. Se atingir os 1,2 GW previstos, o Data Campus terá uma dimensão energética muito superior à da sua primeira unidade e obrigará a uma expansão progressiva das infraestruturas que suportam o empreendimento.
Embora a Start Campus afirme ter eliminado a utilização de água doce no arrefecimento do complexo através do recurso a água do mar, a disponibilidade de capacidade elétrica permanece uma componente estrutural da expansão prevista para Sines — precisamente num momento em que Portugal procura acelerar a instalação de novos centros de dados sem estabelecer, no plano nacional, tetos vinculativos de consumo.
Fontes: Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2026; Agência Portuguesa do Ambiente; Start Campus.
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