La hausse du coût du logement et des dépenses quotidiennes pousse les retraités français à chercher des alternatives à l'étranger. Avec des pensions mensuelles d'environ 1 200 euros, plusieurs pensionnés français auraient choisi Madère comme destination pour leur retraite, trouvant un équilibre entre des dépenses réduites, un climat doux et une bonne qualité de vie. L'information est avancée par le journal espagnol Noticias Trabalho, basé sur une publication du magazine français Pleine Vie, spécialisé dans les thèmes liés à la retraite et aux seniors. Les retraités en question résument l'expérience en affirmant qu'ils vivent « sans souci et avec tout ce qui est nécessaire ».
La décision de passer sa retraite à l'étranger n'est pas exclusive à ces pensionnés. Selon Pleine Vie, qui s'appuie sur différentes études, plus de 20 000 Français optent chaque année pour vivre leur retraite hors du pays. Parmi les arguments présentés pour expliquer l'intérêt pour Madère, on trouve le climat doux, avec des températures hivernales de l'ordre de 15 à 16 degrés et une moyenne annuelle proche de 22 degrés, le contact avec la nature, incluant les levadas et les forêts de Laurisylve, et l'appartenance à l'Union européenne.
Le logement est cité comme l'un des facteurs permettant de maintenir les dépenses dans le budget de 1 200 euros. Selon les témoignages cités, il serait possible de trouver des appartements entre 500 et 600 euros par mois, ou entre 600 et 800 euros en dehors des zones de forte pression touristique. La publication française mentionne également des coûts quotidiens inférieurs à ceux enregistrés en France et souligne la possibilité de recourir à des marchés et produits locaux, ainsi qu'à des activités gratuites ou à faible coût, comme des promenades le long des levadas ou des visites aux piscines naturelles.
Cependant, les valeurs présentées par les publications étrangères ne signifient pas que n'importe qui puisse vivre à Madère avec 1 200 euros mensuels dans les mêmes conditions. Le Diário de Notícias da Madeira a analysé, en novembre 2025, une allégation similaire et a conclu que ce montant ne serait suffisant que dans des conditions favorables, comme avoir un logement bon marché ou déjà payé, peu de charges fixes et un style de vie simple. Le journal madeir
Com pensões mensais de cerca de 1.200 euros, vários reformados franceses escolheram uma região portuguesa para passar a reforma e dizem ter encontrado um equilíbrio entre despesas mais reduzidas, clima ameno e qualidade de vida.
O aumento do custo da habitação e das despesas do dia a dia tem levado alguns reformados europeus a procurar alternativas fora dos respetivos países. Segundo o jornal digital espanhol Noticias Trabajo, vários pensionistas franceses terão escolhido a Madeira, onde afirmam conseguir viver com rendimentos mensais na ordem dos 1.200 euros.
O meio espanhol baseia-se numa publicação da revista francesa Pleine Vie, dedicada sobretudo a temas relacionados com reforma, saúde, bem-estar e direitos dos seniores. Segundo aquela publicação, os reformados em causa encontraram na ilha portuguesa uma forma de controlar melhor as despesas e resumem a experiência afirmando que vivem “sem preocupações e com tudo o que é necessário”.
Madeira ganha espaço entre reformados que deixam França
A decisão de passar a reforma no estrangeiro não será exclusiva destes pensionistas. A Pleine Vie refere números de diferentes estudos que apontam para mais de 20 mil franceses que, todos os anos, optam por viver a reforma fora do país. Este número diz respeito aos franceses que se mudam para o estrangeiro em geral e não ao número de reformados instalados especificamente na Madeira.
Entre os argumentos apresentados para explicar o interesse pela Madeira encontram-se o clima ameno, o contacto com a natureza e a permanência dentro da União Europeia. A publicação francesa refere temperaturas de inverno na ordem dos 15 a 16 graus e uma média anual próxima dos 22 graus, além das levadas, das florestas de Laurissilva e de outras características naturais da região.
Reformados dizem conseguir viver com cerca de 1.200 euros
A habitação é apontada pelo Noticias Trabajo como um dos fatores que permitiria manter as despesas dentro deste orçamento. Com base na publicação francesa, o jornal espanhol refere testemunhos segundo os quais seria possível encontrar apartamentos por valores entre 500 e 600 euros mensais, enquanto outras estimativas utilizadas pela fonte colocam determinados imóveis entre os 600 e os 800 euros fora das zonas de maior pressão turística.
A mesma publicação aponta ainda para custos quotidianos inferiores aos registados em França e destaca a possibilidade de recorrer a mercados e produtos locais. Atividades gratuitas ou de baixo custo, entre as quais caminhadas pelas levadas ou visitas às piscinas naturais, são também apresentadas como formas de manter um estilo de vida ativo sem aumentar significativamente as despesas mensais.
Fonte madeirense coloca os 1.200 euros em perspetiva
Os valores apresentados pelas publicações estrangeiras, contudo, não significam que qualquer pessoa consiga atualmente viver na Madeira com 1.200 euros mensais nas mesmas condições. O Diário de Notícias da Madeira analisou, em novembro de 2025, uma alegação semelhante divulgada por um meio italiano e concluiu que aquele montante apenas poderia ser suficiente em condições favoráveis, como ter uma habitação barata ou já paga, poucos encargos fixos e um estilo de vida simples.
O jornal madeirense recorreu, entre outros dados, ao Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023 do Instituto Nacional de Estatística. Segundo os números citados pelo diário, a despesa média de um agregado familiar na Região Autónoma da Madeira foi estimada em 22.605 euros por ano, o equivalente a cerca de 1.884 euros por mês.
Este valor diz respeito a agregados familiares, que podem ter uma ou mais pessoas, e inclui despesas como habitação, alimentação, energia, saúde e transportes, pelo que não corresponde diretamente ao orçamento necessário para um único reformado.
A habitação é precisamente um dos pontos em que os valores encontrados localmente contrastam com os apresentados pelas fontes estrangeiras. Quando realizou a sua análise, em novembro de 2025, o Diário de Notícias da Madeira referia que o imóvel mais barato disponível no Idealista entre 154 casas e apartamentos para arrendamento na região era um T0 de 26 metros quadrados, no Funchal, anunciado por 800 euros mensais.
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