Dans la nuit du 28 août, le Portugal a observé une éclipse lunaire partielle, dont le phénomène a commencé peu après 3h et a atteint son pic à 5h13. La Lune était occultée à 96,3% par l'ombre de la Terre, présentant une teinte rougeâtre et pouvant être observée à l'œil nu. L'occultation s'est terminée avant 7h et le phénomène était visible en Europe, en Afrique de l'Ouest et dans les Amériques.
Cette éclipse lunaire s'est produite après l'éclipse solaire totale qui a traversé le territoire national le 12 août dernier. Contrairement à l'éclipse solaire, où la Lune occulte le Soleil, l'éclipse lunaire se produit lorsque la Terre se trouve parfaitement positionnée entre le Soleil et la Lune, bloquant la lumière solaire directe qui éclaire normalement le satellite.
Le physicien Alexandre Cabral, chercheur à l'Institut d'Astrophysique et des Sciences spatiales, a expliqué que la teinte rougeâtre résulte du fonctionnement de l'atmosphère terrestre comme un filtre. La lumière bleue est dispersée par l'atmosphère, tandis que la lumière rouge passe plus facilement, et c'est la seule illumination qui atteint la Lune pendant le phénomène. Le professeur à la Faculté des sciences de l'Université de Lisbonne a considéré que l'éclipse lunaire « n'est pas aussi spectaculaire qu'une éclipse du Soleil », mais possède ses particularités.
Au pic de l'occultation, la Lune se trouvait à environ 20 degrés d'altitude au-dessus de l'horizon, orientée vers l'ouest-sud-ouest. Comme elle était plus haute dans le ciel que le Soleil ne l'a été pendant l'éclipse d'août, l'observation était相对 plus accessible, le même lieu d'observation étant maintenu.
O fenómeno começou pouco depois das 3h e atingiu o pico às 5h13 de dia 28 de Agosto. Lua ficou com um tom avermelhado e pôde ser observada a olho nu.
Desta vez, não precisou de óculos. Houve um novo eclipse na madrugada desta Sexta-feira, visível em Portugal. Pelas 5h13 de dia 28 de Agosto (hora de Lisboa), a Lua ficou 96,3% ocultada na sombra da Terra, num momento que tingiu o satélite de uma tonalidade avermelhada. Foi um eclipse lunar parcial e foi visível na Europa e África Ocidental, mas também nas Américas. A ocultação começou pouco depois das 3h e terminou antes das 7h.
O fenómeno não foi comparável ao eclipse solar total que passou por território nacional no passado dia 12 de Agosto, em termos de magnitude e mobilização da população. Afinal, foi possível — e é até recomendado — observar a mudança de iluminação da Lua a olho nu. No fundo, um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra, com o nosso planeta a estar perfeitamente compreendido entre o Sol e a Lua.
Sem a estrela do nosso sistema a apontar a sua luz para a Lua, o satélite deixa de conseguir refletir qualquer tipo de iluminação, pelo que naquelas horas em que o fenómeno foi mais intenso esperou-se um céu ainda mais estrelado, sem a Lua a ofuscar o brilho dos astros. A Terra, essencialmente, tapou o Sol para a Lua — ao contrário do que aconteceu no eclipse solar, quando a Lua ocultou o Sol.
“Não é tão espetacular como um eclipse do Sol, mas tem os seus aspetos engraçados”, confessou o físico Alexandre Cabral, referindo que não existem questões como a escuridão total provisória ou a influência no comportamento animal — que se verificaram há duas semanas. Porém, aconteceu um fenómeno bastante distinto e característico desta ocultação.
“No eclipse lunar, a Terra tapou a luz direta do Sol, mas alguma luz que passa junto ao bordo da Terra atravessou a atmosfera terrestre”, afirmou. Existem múltiplos tipos de “luzes” que passam pela nossa atmosfera, mas para este efeito, interessam duas: a azul, que vemos durante o dia, e a vermelha, que normalmente é mais expressiva na altura do nascer e do pôr do sol. “Ao passar pela atmosfera, a luz azul é espalhada e a vermelha passa muito mais facilmente. A atmosfera acaba por funcionar como um filtro. A pouca luz que chega à Lua e a ilumina é essencialmente essa luz vermelha que passou pela atmosfera terrestre”, explicou o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.
É por isso que, naquela altura de maior ocultação, a Lua apresentou um tom avermelhado, ao invés do seu habitual cinzento que reflete a luz solar. Por não ser um eclipse lunar total, o fenómeno conhecido como “Lua de Sangue” não será tão significativo, mas o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa admitiu que continuou a ser visível a olho nu. “A olho nu notou-se bem que estava avermelhada. Ver com um telescópio pôde ser engraçado num eclipse parcial, porque permitiu alternar a observação entre a zona mais iluminada e a menos iluminada.”
No início, foi como “uma dentada”, difícil de distinguir de um quarto minguante ou crescente. Em termos de observação, a Lua pôde já estar “baixa” no pico da ocultação. O satélite estava cerca de 20 graus de altitude acima do horizonte, virado para oeste-sudoeste. Em termos mais simples, comparando novamente com o eclipse solar, a Lua esteve “um bocadinho mais acima”, por isso mais fácil de observar que o Sol no passado dia 12 de Agosto, mantendo o mesmo local de observação.
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