Kevin Warsh, président de la Réserve fédérale américaine, a utilisé son discours lors du symposium d'été à Jackson Hole, dans le Wyoming, pour renforcer sa position selon laquelle la banque centrale ne devrait pas fournir de type de « forward guidance » aux marchés, c'est-à-dire qu'elle ne devrait pas donner d'indices sur les prochaines étapes de la politique monétaire. Warsh a critiqué la dépendance des acteurs du marché aux indications de la Fed, affirmant que « nous ne pouvons pas alimenter un régime où ils se tournent principalement vers la Fed pour déterminer leur prochain pari ».
Le banquier a reconnu que l'inflation reste trop élevée et que la tendance sous-jacente ne s'est pas améliorée, malgré des lectures récentes meilleures que prévu. Sans donner d'indices concrets sur les décisions futures, Warsh a déclaré que « nous devons être confiants que l'inflation se dirige vers notre objectif et de manière claire et suffisamment rapide », admettant que sinon, « nous aurons du travail à faire ».
L'inflation mesurée par l'indice des prix à la consommation est passée de 4,2 % en mai à 3,4 % en juillet, mais reste significativement au-dessus de l'objectif de 2 % de la Fed. Warsh a déçu les marchés lors de la réunion de juillet en ne relevant pas les taux directeurs, malgré avoir initialement promis de remporter la lutte contre les pressions sur les prix.
Après le discours de Warsh, les probabilités implicites du marché pour une hausse de 25 points de base lors de la réunion de septembre ont bondi de 35 % à 57,5 %, selon l'outil FedWatch du CME Group.

A inflação continua demasiado elevada e a tendência implícita não tem melhorado, mas nem assim o presidente da Reserva Federal dos EUA deixa quaisquer sinais para o futuro, reforçando a sua visão de que o banco central deve ter uma comunicação mais contida e que não guie os mercados.
No simpósio de verão do banco central norte-americano em Jackson Hole, no Wyoming, Kevin Warsh aproveitou o seu aguardado discurso para voltar a defender que não deve ser dada qualquer tipo de forward guidance aos mercados, ou seja, sinais sobre os próximos passos da política monetária ou até mesmo sobre a função reação do banco central na análise que faz dos desenvolvimentos na economia real.
“Os participantes no mercado tentarão sempre antecipar o que iremos fazer a seguir. Mas não podemos alimentar um regime em que olham sobretudo para a Fed para determinarem a sua próxima aposta”, resumiu.
Ainda assim, e sem dar pistas concretas sobre as próximas decisões do banco central, o banqueiro admitiu que a inflação está elevada e, caso não haja uma melhoria substancial da situação em breve, “teremos trabalho a fazer”.
“Temos de estar confiantes que a inflação se está a mover para o nosso objetivo e de forma clara e suficientemente rápida. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, explicou, admitindo ainda que, “apesar de as leituras da inflação neste verão terem sido melhores do que se esperava, não me dizem que a tendência implícita tenha melhorado.”
Recorde-se que, apesar de ter descido de 4,2% em maio para 3,4% em julho, a leitura mais recente, a inflação medida pelo índice de preços no consumidor continua significativamente acima do objetivo de 2% da Fed. Aquando da sua chegada à liderança do banco central, Warsh criticou a duração do episódio inflacionista e reforçou que iria vencer a luta contra a pressão nos preços, mas desiludiu os mercados na reunião de julho ao não subir os juros diretores.
Após o discurso, as probabilidades implícitas de mercado para uma subida de 25 pontos base (pb) na reunião de setembro dispararam de 35% para 57,5%, isto de acordo com a FedWatch Tool da CME Group.