La Garde nationale républicaine a lancé une alerte ce vendredi 28 août pour une arnaque ciblant les conducteurs plus âgés, connue sous le nom d'arnaque des « faux accidents ». Les escrocs abordent des personnes de plus de 60 ans, en affirmant qu'elles ont provoqué un accident de la route ou causé des dommages à un véhicule, et tentent de les convaincre de remettre de l'argent ou de fournir des données bancaires pour résoudre une situation qui n'a jamais eu lieu.
Le schéma fonctionne par la création de pression et d'urgence, amenant les victimes à croire qu'elles doivent payer rapidement les dommages allégués. Dans certains cas, la remise directe d'argent est exigée ; dans d'autres, les suspects cherchent à obtenir l'accès aux cartes bancaires, aux codes PIN ou à d'autres données leur permettant de retirer de l'argent des comptes des victimes.
Entre janvier et juin 2026, 30 plaintes liées aux faux accidents ont été enregistrées, avec des préjudices dépassant les 72 540 euros. Un seul cas a entraîné une perte d'environ 15 450 euros. Le district de Faro, en Algarve, est celui qui enregistre le plus de cas, bien que l'arnaque puisse se produire dans n'importe quelle zone du pays.
La GNR recommande de ne jamais remettre d'argent ou d'informations bancaires face à des accusations de ce type sans d'abord confirmer ce qui s'est réellement passé, de préférence par l'intermédiaire des autorités ou des assureurs. Les familles sont également invitées à expliquer à leurs proches comment ce type d'arnaque fonctionne, afin d'éviter qu'une approche inattendue ne soit interprétée comme vraie.
Condutores mais velhos estão a ser escolhidos como alvo de uma burla que começa com a alegação de um acidente de viação. A GNR lançou esta sexta-feira, 28 de agosto, um alerta para o esquema dos chamados “falsos acidentes”, depois de dezenas de denúncias e prejuízos elevados registados este ano.
Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), os burlões procuram sobretudo pessoas com mais de 60 anos e abordam as vítimas afirmando que estas estiveram envolvidas num acidente ou causaram danos num veículo.
A partir daí, tentam convencer o condutor a entregar dinheiro ou a fornecer dados bancários para resolver imediatamente uma situação que, na realidade, nunca aconteceu.
Como funciona a burla dos “falsos acidentes”?
O esquema pode assumir diferentes formas, mas o princípio é semelhante.
A vítima é abordada por alguém que afirma ter existido um acidente, normalmente envolvendo o automóvel do próprio condutor ou de um familiar.
Os suspeitos procuram criar pressão e urgência, levando a pessoa a acreditar que tem de pagar rapidamente os alegados danos.
Nalguns casos, a tentativa passa pela entrega direta de dinheiro. Noutros, os burlões procuram obter acesso a cartões bancários, códigos ou outros dados que lhes permitam retirar dinheiro da conta.
GNR alerta especialmente para maiores de 60 anos
De acordo com o alerta divulgado esta sexta-feira, a GNR identificou uma incidência particular deste tipo de burla entre vítimas com mais de 60 anos.
A escolha poderá estar relacionada com a tentativa de explorar situações de maior vulnerabilidade ou de criar confusão através de uma abordagem inesperada e aparentemente urgente.
Por isso, a recomendação passa por não entregar dinheiro nem fornecer qualquer informação bancária perante uma acusação deste género sem primeiro confirmar o que realmente aconteceu.
Prejuízos ultrapassam os 72 mil euros
Os números divulgados pela GNR ajudam a perceber a dimensão do problema.
Entre janeiro e junho de 2026 foram registadas 30 denúncias relacionadas com falsos acidentes, tendo os prejuízos ultrapassado os 72 mil euros.
O valor global identificado ascende a cerca de 72.540 euros.
Num único caso, a vítima terá perdido aproximadamente 15.450 euros, mostrando como uma abordagem aparentemente simples pode resultar em prejuízos muito elevados.
Faro é o distrito com mais casos
O Algarve surge com especial destaque nos dados divulgados.
O distrito de Faro registou o maior número de ocorrências deste tipo identificadas pela GNR durante o período analisado.
A situação torna o alerta particularmente relevante numa altura do ano em que existe uma grande circulação de veículos e pessoas nas estradas algarvias.
Ainda assim, o esquema não está limitado a uma única região e pode acontecer noutras zonas do país.
O que deve fazer se alguém disser que provocou um acidente?
A principal recomendação é desconfiar de qualquer pessoa que exija um pagamento imediato devido a um alegado acidente que o condutor não reconheça.
Não devem ser entregues cartões bancários, códigos PIN, dados de acesso ao banco ou grandes quantias em dinheiro.
Caso exista realmente um acidente ou dúvida sobre eventuais danos, a situação pode ser confirmada através das autoridades e das respetivas seguradoras.
Pressão para pagar imediatamente, histórias pouco claras e pedidos para acompanhar desconhecidos até uma caixa multibanco devem ser encarados como sinais de alerta.
GNR pede atenção aos familiares
O aviso assume particular importância para famílias com pessoas mais velhas que continuam a conduzir regularmente.
Explicar previamente como este tipo de esquema funciona pode ajudar a evitar que uma abordagem inesperada seja interpretada como uma situação verdadeira.
Em caso de suspeita, a vítima deve contactar as forças de segurança e evitar qualquer pagamento até ser possível confirmar a existência do alegado acidente.
A própria GNR colocou esta sexta-feira o alerta para os “falsos acidentes” entre as suas notícias em destaque, referindo prejuízos superiores a 72 mil euros.
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