Deux citoyennes portugaises signalées comme injoignables au Népal sont sœurs, a révélé le secrétaire d'État aux Communautés portugaises, Emídio Sousa. Il s'agit d'un homme ayant sa résidence en Australie et d'une femme résidant au Portugal, dont l'alerte a été activée par une amie proche des parents, également résidente en Australie. Les autorités portugaises continuent également à suivre le cas d'une troisième citoyenne nationale dont on n'a pas de nouvelles. Dans le sens inverse, un homme qui était initialement signalé a été localisé en bonne santé et en sécurité dans une zone proche de la frontière avec le Tibet, étant un emigrant ayant sa résidence en France, sans qu'aucune opération de rapatriement ne soit nécessaire.
La tragédie s'est produite mercredi dernier, lorsqu'un flux colossal d'eau, de boue et de débris a dévalé à grande vitesse par la chaîne montagneuse qui sépare le Népal et le Tibet. L'effondrement du glacier était d'une telle violence que l'Institut d'études géologiques des États-Unis a enregistré l'impact initial comme un séisme de magnitude 5,2, déclenchant des glissements de terrain successifs qui ont balayé les vallées de Trishuli et Bhotekoshi.
Les difficultés extrêmes de communication et la destruction des voies d'accès dans la région de Katmandou compliquent les recherches et la mise à jour des données. Interrogé sur l'éventualité que d'autres Portugais apparaissent sur la liste des injoignables, Emídio Sousa a admis que cette possibilité existe, soulignant toutefois que tout scénario à ce stade reste purement spéculatif.
Le bilan provisoire de la catastrophe continue de s'alourdir, comptabilisant déjà près de quatre cents morts confirmés et environ 1 400 personnes portées disparues.
Dois dos três cidadãos portugueses que permanecem incontactáveis no Nepal, na sequência das devastadoras inundações relâmpago que fustigaram o país, são irmãos. A confirmação foi dada pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, detalhando que a dupla é composta por um homem com residência fixada na Austrália e por uma mulher a residir em Portugal. O alerta relativo a ambos foi formalmente ativado por uma amiga próxima dos familiares, também ela residente em solo australiano
Além dos dois irmãos, as autoridades portuguesas continuam a acompanhar o caso de uma terceira cidadã nacional de quem não há notícias. Em sentido inverso, o lote inicial de quatro portugueses sinalizados ficou reduzido após a localização de um homem que se encontra “bem de saúde e em segurança” numa zona próxima da fronteira com o Tibete. Tratando-se de um emigrante com residência em França, o Ministério dos Negócios Estrangeiros esclareceu não ser necessária qualquer operação de repatriamento por parte do Estado português.
Um impacto sísmico e a ameaça de novos casos
A tragédia teve origem na passada quarta-feira, quando um colossal fluxo de água, lama e detritos desceu a grande velocidade pela cordilheira montanhosa que divide o Nepal e o Tibete (território sob administração chinesa). A violência do colapso do glaciar foi de tal ordem que o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS) registou o impacto inicial como se de um sismo de magnitude 5.2 se tratasse, despoletando subsequentes deslizamentos de terras violentos que varreram os vales de Trishuli e Bhotekoshi.
As extremas dificuldades nas comunicações e a destruição de vias de acesso na região de Katmandu complicam as buscas e a atualização de dados. Questionado sobre a eventualidade de surgirem mais portugueses na lista de incontactáveis, Emídio Sousa admitiu que “existe essa possibilidade”, ressalvando, contudo, que qualquer cenário nesta fase permanece “puramente especulativo”.
O balanço provisório da catástrofe continua a escalar drasticamente à medida que as equipas de resgate progridem nos destroços, contabilizando-se já perto de quatro centenas de mortos confirmados e cerca de 1.400 pessoas dadas como desaparecidas.
O conteúdo Dois irmãos portugueses entre os 1400 desaparecidos após catastrófico colapso de glaciar no Nepal que lavrou perto de 400 mortos aparece primeiro em oRegiões.