Parpública va remettre le 1er septembre le rapport contenant l'évaluation des offres contraignantes présentées par les groupes Air France-KLM et Lufthansa pour l'achat de 44,9% de la TAP. Le document, qui sera envoyé aux ministères des Finances et des Infrastructures, servira de base au Gouvernement dirigé par Luís Montenegro pour analyser les offres et décider qui restera avec près de la moitié de la compagnie aérienne. Il s'agit d'une nouvelle étape dans le processus de privatisation pouvant atteindre 49,99% de la TAP.
Le 29 juillet, Parpública a informé avoir reçu des offres contraignantes des deux groupes pour l'achat de 44,5% de la TAP. Une tranche supplémentaire de 5% est réservée aux travailleurs de l'entreprise, pouvant également être acquise par le groupe choisi par l'Exécutif si elle n'est pas entièrement souscrite.
Selon le Cahier des charges approuvé le 5 septembre 2025 en Conseil des Ministres, le rapport de Parpública doit décrire de manière fondée et détaillée les propositions reçues, contenant une évaluation de chacune qui détermine son mérite absolu et relatif en fonction des critères de sélection prévus.
Les rapports sont également envoyés à la commission de suivi du processus, dirigée par Daniel Traça, ancien doyen de la Nova SBE et actuel dirigeant de l'ESADE en Espagne. La prochaine étape incombera au Conseil des Ministres, qui procédera à l'évaluation des offres contraignantes pour sélectionner l'offre d'achat d'actions faisant l'objet d'une vente directe de référence.

A Parpública vai entregar a 1 de setembro o relatório com a descrição e a apreciação das proposta vinculativas entregues há 30 dias pelos grupos Air France – KLM e Lufthansa para a compra de 44,9% da TAP, apurou o ECO. O documento que servirá para o Executivo liderado por Luís Montenegro analisar as ofertas e decidir quem fica com quase metade da companhia aérea. Este será mais um passo no processo da privatização de até 49,99% da TAP.
A 29 de julho, a Parpública informou que recebeu propostas vinculativas dos dois grupos para a compra de 44,5% da TAP. Uma fatia adicional de 5% está reservada aos trabalhadores da empresa, que poderá também ser adquirida pelo grupo escolhido pelo Governo caso não fique totalmente subscrita.
O que se segue na privatização da TAP
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Segundo o Caderno de Encargos aprovado a 5 de setembro de 2025 em Conselho de Ministros, o relatório da Parpública, a enviar aos ministérios das Finanças e das Infraestruturas, tem de descrever, de modo fundamentado, “pormenorizadamente as propostas recebidas” e conter “uma apreciação de cada uma das propostas, determinando o seu mérito absoluto e relativo em função dos critérios de seleção previstos […], podendo concluir pela existência de propostas de mérito equivalente”.
Os relatórios produzidos pela Parpública são também enviados à comissão de acompanhamento, de modo a permitir que esta elabore o relatório final das suas atividades relativas ao processo de reprivatização. Daniel Traça, ex-dean da Nova SBE e atual líder da Escola Superior de Administração e Direção de Empresas (ESADE) em Espanha, preside a essa Comissão Especial, que inclui ainda Luís Cabral, professor da Universidade de Nova Iorque, Rui Albuquerque, professor de finanças do Boston College Carroll School of Management.
O próximo passo cabe agora ao Governo. O Caderno de Encargos da operação indica que “tendo em consideração o relatório elaborado pela Parpública, o Conselho de Ministros procede à apreciação das propostas vinculativas para determinar o seu mérito relativo e seleciona a proposta de aquisição de ações objeto de venda direta de referência”.