Le Bloc de Gauche organise ce week-end à Setúbal sa traditionnelle rentrée politique, appelée « Forum Socialisme », à l'École secondaire Sebastião da Gama. Cet événement marque la première rentrée depuis que José Manuel Pureza a pris la direction nationale du parti en 2025. Pureza participe à deux moments : un panel conjoint avec l'ancien leader parlementaire Pedro Filipe Soares, sur le thème « Cristo, Marx e o algoritmo », et le discours de clôture dimanche.
Le Forum compte sur la participation de figures de divers horizons politiques, notamment la socialiste Alexandra Leitão, conseillère à la Chambre municipale de Lisbonne qui a mené la candidature à la capitale soutenue par le PS, BE, Livre et PAN, et l'ancienne eurodéputée bloquiste Marisa Matias, lors d'un panel sur les défis actuels de la gauche. L'ancienne député du PCP Rita Rato participe à un débat sur la culture, la démocratie et la mémoire, tandis que l'ancienne dirigeante bloquiste Mariana Mortágua anime une discussion sur « Illuminisme des ténèbres : la subversion des techno-oligarques ».
Les fondateurs du BE Francisco Louçã, Fernando Rosas et Luís Fazenda sont également présents à l'événement, abordant des thèmes comme l'impact de la technologie sur les enfants, le néofascisme et l'avenir de l'OTAN. Le conflit dans la bande de Gaza sera débattu par l'eurodéputée Catarina Martins et la Palestinienne Tamam Abusalama, tandis que des questions comme l'attaque contre la Sécurité sociale, le syndicalisme et l'éducation publique seront également discutées.
Le BE traverse l'un des moments les plus agités de son histoire, ne comptant actuellement qu'un seul parlementaire. En juillet, un groupe de 60 bloquistes, dont le historique Mário Tomé et l'ancien député
A socialista Alexandra Leitão, a antiga deputada do PCP Rita Rato e a ex-líder bloquista Mariana Mortágua são alguns dos nomes que vão participar na rentrée do BE que se realiza este fim-de-semana, em Setúbal.
A edição deste ano do “Fórum Socialismo, nome da tradicional rentrée bloquista, terá lugar no sábado e domingo na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, e será a primeira desde que José Manuel Pureza assumiu o cargo de coordenador do partido, em 2025.
Pureza vai participar na rentrée bloquista em dois momentos: primeiro, no sábado, num painel em conjunto com o ex-líder parlamentar do BE Pedro Filipe Soares, intitulado “Cristo, Marx e o algoritmo”. Ao coordenador nacional caberá também o discurso de encerramento, no domingo.
Além de vários dirigentes bloquistas, a edição deste ano do “Fórum Socialismo” contará com a participação da socialista Alexandra Leitão, vereadora na Câmara Municipal de Lisboa que em 2025 encabeçou a candidatura à capital apoiada por PS, BE, Livre e PAN.
Leitão vai participar num painel sobre “Que desafios se colocam à esquerda atualmente”, em conjunto com a antiga eurodeputada bloquista Marisa Matias.
Da área socialista, também a deputada Isabel Moreira estará em Setúbal, para falar sobre os 50 anos da Constituinte com o constitucionalista Jorge Reis Novais e uma pergunta: “O que anda a direita a tramar?”.
A ex-deputada do PCP Rita Rato vai participar num debate sobre “Cultura, democracia e memória”, em conjunto com Andreia Galvão, dirigente que em Setembro vai voltar ao Parlamento, desta vez para substituir Fabian Figueiredo durante um mês, depois de também ter substituído Mariana Mortágua.
A antiga coordenadora nacional do BE Mariana Mortágua – que no ano passado anunciou que não pretendia recandidatar-se ao cargo que ocupava apenas há dois anos – vai encabeçar um debate intitulado “Iluminismo das trevas: a subversão dos tecno-oligarcas”.
Os fundadores do BE Francisco Louçã, Fernando Rosas e Luís Fazenda também vão marcar presença neste evento. Louçã vai encabeçar um painel intitulado “O mundo está a ensinar as crianças a drogarem-se. O que faremos?”, Rosas falará sobre “Neofascismo e contrarrevolução” e Fazenda deixa a pergunta: “Quantas vezes precisa a NATO de morrer?”.
O conflito na Faixa de Gaza será abordado por Fabian Figueiredo, a eurodeputada Catarina Martins e a palestiniana Tamam Abusalama, num debate intitulado “Justiça pela Palestina – pode a UE travar o genocídio?”.
À Lusa, a dirigente do BE Andreia Galvão destacou “o ataque à Segurança Social, o papel do sindicalismo na construção de uma escola pública de qualidade, e o tema das empresas tecnológicas, desde a vigilância à adição”, que será abordada por Louçã, como os principais temas desta rentrée.
A bloquista salientou que o Fórum “é também um momento de escuta com pessoas de outros quadrantes” políticos “e também de outras experiências”, considerando “fundamental uma nova política de esperança e tornar a esperança normal outra vez”.
O BE atravessa um dos momentos mais conturbados da sua história, com apenas um deputado no parlamento. Em julho, um grupo de 60 bloquistas, entre os quais o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, anunciaram a saída do BE por considerarem que o seu partido acabou e criticando o rumo dos últimos anos.
Na altura, a Direcção do BE lamentou esta desvinculação e considerou que as divergências com estes militantes se manifestavam “há muito”, incluindo “na crítica da posição solidária do Bloco com o povo ucraniano”.