L'octroi de financement à la consommation au Portugal maintient un lien structurel avec l'acquisition d'automobiles. Selon les données de la Banque du Portugal relatives à fin 2025, sept intermédiaires de crédit sur dix opérant à titre accessoire exercent à partir de concessions et d'ateliers automobiles, relevant du secteur automobile. Le marché comptait 4 835 opérateurs actifs, dont 88 % sont des entreprises et 76,5 % fonctionnent comme intermédiaires à titre accessoire.
Parmi les personnes morales titulaires de ce type de licence, 61 % se consacrent au commerce de détail de véhicules automobiles, de motocycles et de leurs composants, auxquels s'ajoutent 9 % exerçant d'autres activités liées au secteur automobile. Les autres licences se répartissent entre d'autres branches du commerce de détail, avec 19 %, et le domaine de la santé, avec 7 %. De plus, 56 % du total des intermédiaires ont déclaré comme activité secondaire la prestation de services financiers associés à l'intermédiation de crédit.
Entre 2021 et 2025, plus de 80 % du montant global du crédit automobile au Portugal a été contracté par l'intermédiaire de courtiers, ce qui met en évidence le rôle déterminant de ces agents au moment de l'achat de voitures. Dans le crédit personnel, au contraire, l'intermédiation n'a représenté qu'environ 20 % du financement accordé sur la même période.
Les données proviennent de l'article « Les intermédiaires de crédit dans le crédit à la consommation », signé par les économistes Renata Mesquita, Joaquim Rodrigues et Carla Soares, publié dans le Bulletin économique de juin 2026 de la Banque du Portugal. L'étude révèle également que, tandis que la dépendance aux intermédiaires dans le crédit automobile a enregistré un léger recul au cours de la période analysée, dans le crédit personnel, on a constaté une trajectoire de croissance constante dans les nouvelles contractualisations.

A concessão de financiamento ao consumo em Portugal mantém uma ligação estrutural à aquisição de automóveis, com a grande maioria dos agentes registados a operar a partir de stands e oficinas. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, sete em cada dez intermediários a título acessório pertencem ao ramo automóvel.
Segundo os dados divulgados pelo banco central, no fecho de 2025, o mercado de crédito aos consumidores contava com 4.835 operadores ativos. A larga maioria deste universo é composta por empresas, que representam 88% do total de registos no país.
Entre as entidades no mercado, 76,5% funcionam como intermediários a título acessório, viabilizando soluções de financiamento diretamente associadas aos bens ou serviços que vendem. No segmento das pessoas coletivas com este tipo de licença, 61% dedicam-se ao comércio a retalho de veículos automóveis, motociclos e respetivos componentes, aos quais se somam 9% com outras atividades ligadas ao setor automóvel. As restantes licenças distribuem-se por outros ramos do comércio a retalho, com 19%, e pela área da saúde, que absorve 7%.
Além disso, 56% do total de intermediários declarou como atividade secundária a prestação de serviços financeiros associados à intermediação de crédito.
De acordo com a mesma fonte, a distribuição setorial explica o papel determinante destes agentes no momento da compra de carros. Entre 2021 e 2025, mais de 80% do montante global de crédito automóvel em Portugal foi contratualizado através de intermediários.
O cenário é distinto no crédito pessoal, onde a intermediação representou cerca de 20% do financiamento concedido no mesmo período. No entanto, enquanto a dependência de intermediários no crédito automóvel registou um ligeiro recuo ao longo do período, no crédito pessoal verificou-se uma trajetória de crescimento consistente na nova contratação.
Os dados constam do artigo “Os intermediários de crédito no crédito aos consumidores”, assinado pelos economistas Renata Mesquita, Joaquim Rodrigues e Carla Soares, publicado no âmbito do Boletim Económico de junho de 2026 do Banco de Portugal.