Les États-Unis négocient avec le gouvernement par interim du Venezuela l'acquisition d'une participation importante dans plusieurs champs pétroliers du pays, selon des informations de l'Axios et Bloomberg. Les négociations incluent la possibilité pour les États-Unis d'obtenir une concession de 100 ans et visent à faciliter une plus grande participation des entreprises américaines dans l'exploration et le développement des principaux actifs pétroliers vénézuéliens, couvrant plus d'une dizaine de champs actuellement en exploitation.
Du côté américain, les négociations sont menées par le secrétaire d'État Marco Rubio, tandis que le Venezuela est représenté par la presidente par interim Delcy Rodríguez. Le secrétaire américain à l'Énergie, Chris Wright, prépare une visite dans le pays pour tenter de stimuler l'augmentation de la production par les entreprises américaines.
Le Venezuela possède les plus grandes réserves prouvées de pétrole au monde, estimées à environ 300 milliards de barils, bien que sa production soit restée bien en deçà des niveaux historiques en raison de la dégradation des infrastructures et des années de crise économique. L'Axios indique que l'accord pourrait plus que doubler les réserves de pétrole américaines.
Les négociations s'inscrivent dans la stratégie de l'administration Donald Trump pour augmenter la participation des entreprises américaines dans le secteur pétrolier vénézuélien et interviennent après que Washington a assoupli les sanctions pour permettre le retour d'entreprises et d'opérateurs pétroliers américains dans le pays.

Os Estados Unidos estão a negociar com o Governo interino da Venezuela a aquisição de uma participação importante em vários campos petrolíferos do país, noticiaram os meios Axios e Bloomberg.
As conversações incluem a possibilidade de os Estados Unidos obterem uma concessão por 100 anos de vários campos petrolíferos, segundo a Bloomberg.
As negociações também abrangem alguns dos principais ativos petrolíferos do país e procuram facilitar uma maior participação de empresas norte-americanas na sua exploração e desenvolvimento, acrescenta a agência.
A Axios precisa que estas negociações concentram-se em “obter participações em mais de doze campos petrolíferos atualmente em operação”, e que o acordo visa que os Estados Unidos aumentem “substancialmente” as suas reservas de petróleo.
Do lado norte-americano, as conversações são lideradas pelo secretário de Estado Marco Rubio, e da parte da Venezuela, pela Presidente interina Delcy Rodríguez, segundo a Axios; o secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, prepara uma viagem à Venezuela para tentar impulsionar um aumento da produção por parte de empresas do seu país.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas a sua produção tem-se mantido bem abaixo dos níveis históricos devido à degradação das suas infraestruturas e anos de crise económica.
A Axios indica ainda que o acordo implica mais do que duplicar as reservas de petróleo norte-americanas, embora as negociações não incluam, na totalidade, os cerca de 300 mil milhões de barris de reservas comprovadas da Venezuela.
A proposta enquadra-se na estratégia da Administração de Donald Trump para aumentar a participação de empresas norte-americanas no setor petrolífero venezuelano e ampliar a influência de Washington sobre os recursos energéticos do país.
As negociações ocorrem depois de Washington ter flexibilizado as sanções para permitir o regresso de empresas norte-americanas e operadores petrolíferos à Venezuela, para aumentar a produção de petróleo do país sul-americano.