Die Europäische Union erklärte am Sonntag, den 30. August, dass sie die Entscheidung des isländischen Volkes respektiert, die Verhandlungen über einen Beitritt zur europäischen Gemeinschaft nicht wiederaufzunehmen. Die Europäische Kommission teilte durch einen Sprecher mit, dass sie „vom Ergebnis des Referendums Kenntnis nimmt" und die demokratische Entscheidung Islands respektiert.
Das Konsultativreferendum, das am Samstag stattfand, endete mit einem Sieg des „Nein" mit 52,8 % gegenüber 47,2 % für das „Ja". Die isländische Ministerpräsidentin Kristrún Frostadóttir versicherte, dass sie das Ergebnis der Volksabstimmung respektieren werde.
Der Präsident des Europäischen Rates, António Costa, bekräftigte, dass Island „einer der engsten und vertrauenswürdigsten Partner" der EU bleibt, insbesondere durch den Europäischen Wirtschaftsraum. Costa führte ein Gespräch mit Frostadóttir, und beide äußerten den Wunsch, die bilateralen Beziehungen weiter zu stärken.
Island stellte 2009 während der Wirtschaftskrise, die das Land erschütterte, einen Antrag auf Beitritt zur EU, setzte die Verhandlungen jedoch 2013 aus. Die folgende Regierung erklärte 2015, dass das Land kein Kandidat mehr sei. Die aktuelle Mitte-Links-Koalition, die seit 2024 regiert, hatte die Durchführung dieses Referendums in ihr Programm aufgenommen. Die Debatte vor der Abstimmung wurde von Fragen wie nationaler Souveränität, der Kontrolle über natürliche Ressourcen – insbesondere die Fischerei – und der Lebenshaltungskosten geprägt, in einem Kontext der Unsicherheit, der durch die Drohungen einer Annexion des benachbarten Grönlands durch den US-Präsidenten Donald Trump ausgelöst wurde.

A União Europeia (UE) afirmou este domingo, 30 de agosto, respeitar a rejeição islandesa à retoma das negociações para aderir à comunidade e salientou que a Islândia “continua a ser um dos parceiros mais próximos e de maior confiança” dos 27.
A reação da Comissão Europeia à decisão islandesa, que em referendo decidiu no sábado não retomar as negociações para aderir à União, chegou por um porta-voz, citado pela Efe.
O representante afirmou que a Comissão Europeia “toma nota do resultado do referendo realizado na Islândia [e] respeita a decisão do povo islandês”, depois de hoje os resultados terem sido conhecidos.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, sublinhou, através do seu porta-voz, também citado pela Efe, que “a UE respeita plenamente a decisão democrática do povo islandês” e reiterou que “a Islândia continua a ser um dos parceiros mais próximos e de maior confiança da UE, nomeadamente através do EEE (Espaço Económico Europeu)”.
Segundo o porta-voz, Costa trocou mensagens com a primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, e ambos “manifestaram o desejo de continuar a reforçar as relações entre a UE e a Islândia”.
A primeira-ministra islandesa garantiu hoje que vai respeitar o resultado do referendo consultivo, no qual o “não” à retoma das negociações venceu por mais de cinco pontos percentuais, com 52,8%, contra 47,2% dos apoiantes do “sim”.
A Islândia solicitou a adesão à UE em 2009, num contexto marcado pela crise económica que abalou o país, mas suspendeu as negociações quatro anos mais tarde, num ambiente desfavorável a Bruxelas.
O Governo seguinte, formado na sequência das eleições de 2013, comunicou em 2015 que o país nórdico já não era candidato.
A coligação de centro-esquerda que governa desde 2024 incluiu no seu programa a realização de um referendo para decidir se o processo deveria prosseguir, argumentando que nunca tinha sido realizada uma consulta popular sobre a questão.
O debate que antecedeu a votação foi dominado por questões como a soberania nacional, o controlo dos recursos naturais — em particular a pesca — e o custo de vida, num contexto de incerteza provocado pelas ameaças de anexação, por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump, da vizinha Gronelândia.