Die amtierende Präsidentin Venezuelas, Delcy Rodríguez, garantierte, dass das Land das Eigentum und die Souveränität über seine Erdölressourcen behält, trotz der mit den Vereinigten Staaten unterzeichneten Vereinbarung. In einer im öffentlichen Fernsehen am Samstag übertragenen Ansprache reagierte Rodríguez auf die Erklärungen des US-Präsidenten Donald Trump, der am Freitag angekündigt hatte, dass die USA die Kontrolle über 65 Milliarden Barrel der venezolanischen Ölreserven übernehmen würden, und dies als „das größte Ölabkommen der Weltgeschichte" bezeichnete.
Delcy Rodríguez vertrat die Ansicht, dass die Vereinbarung Venezuela dabei zugute kommen wird, Kapital, Technologie und operative Kapazitäten zu nutzen, um die Erholung der Erdölindustrie zu unterstützen, die stark unter den Sanktionen gelitten hat. Die amtierende Präsidentin dankte Trump und der US-Regierung für die aufgewendeten Bemühungen, die Vereinbarung zu erreichen, fast neun Monate nach der Ergreifung von Präsident Nicolás Maduro durch das US-Militär.
Gemäß Rodríguez wird die Vereinbarung eine Laufzeit von 25 Jahren haben und umfasst die Entwicklung von 17 strategischen Feldern mit einem nachgewiesenen Potenzial von 65 Milliarden Barrel Erdöl und einer Investition von über 100 Milliarden Dollar. Venezuela wird Mindestroyalties von 16% und Einkommensteuern von 34% erhalten, was fast 19 Dollar pro produziertem und verkauftem Barrel entspricht. Basierend auf einem Preis von 65 Dollar pro Barrel könnte das Land über die Laufzeit der Vereinbarung 209,3 Milliarden Dollar erhalten, mit einem Produktionsziel von über 1,5 Millionen Barrel pro Tag.
Venezuela verfügt über eine der größten Erdölreserven der Welt, geschätzt auf 303 Milliarden Barrel Rohöl, was etwa 17% des weltweiten Angebots entspricht. Am Samstag kritisierte die Oppositionspartei Unión y Cambio den Mangel an Transparenz der Vereinbarung, vertrat die Ansicht, dass diese öffentlich gemacht werden sollte, und kritisierte die öffentliche Verwaltung des Sektors seit 2023.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu que o país mantém o controlo do petróleo ao abrigo do acordo assinado com Washington, apesar de declarações em contrário do líder norte-americano Donald Trump.
“É preciso que uma coisa fique absolutamente clara: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre os seus recursos”, disse Rodríguez, num discurso transmitido pela televisão pública no sábado.
Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump anunciou que o país iria assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo do país sul-americano, no “maior acordo de petróleo da história mundial”.
Mas Delcy Rodríguez defendeu o acordo, sublinhando que permitirá à Venezuela beneficiar de “capital, tecnologia e capacidade operacional para apoiar a recuperação de uma indústria estratégica severamente impactada pelas sanções”.
“Por isso, escolhemos o caminho da diplomacia com os Estados Unidos da América, de forma a transformar a nossa disputa em cooperação. E esta cooperação em investimento, produção, bem-estar e resultados concretos para os venezuelanos”, apontou.
“Agradeço ao Presidente Donald Trump, ao Secretário [de Estado norte-americano Marco] Rubio e à sua administração pelos esforços que a sua administração, bem como a nossa, e toda a equipa venezuelana, dedicaram para alcançar este acordo”, acrescentou Rodríguez, quase nove meses depois da captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo exército dos EUA.
“Queremos ser uma potência energética, um grande produtor de petróleo, um exportador significativo de gás e desenvolver fortemente a indústria petroquímica nacional”, concluiu.
Rodríguez esclareceu que o país receberia ‘royalties’ (compensações financeiras correspondentes ao preço dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais) mínimas de 16% sobre as operações e impostos sobre o rendimento de 34%
“Em termos concretos, isto significa que por cada barril produzido e vendido, quase 19 dólares [16,4 euros] vão diretamente para o nosso país”, afirmou.
A Presidente interina da Venezuela revelou que o acordo terá a duração de 25 anos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia.
Tendo como referência o preço de 65 dólares (56 euros) por barril, o país poderá receber 209,3 mil milhões de dólares (180,7 mil milhões de euros) com o acordo, acrescentou.
Na sexta-feira, Rodríguez tinha revelado que o acordo prevê “o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo” e “um investimento de mais de 100 mil milhões de dólares [86 mil milhões de euros]”.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 mil milhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.
No sábado, o partido da oposição da Venezuela União e Mudança defendeu que o acordo petrolífero com os Estados Unidos deve ser tornado público, criticando a gestão pública do setor desde 2023.