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PolitikCastelo Branco

Regierung legt nationale Energiespeicherstrategie zur öffentlichen Konsultation vor

oRegiões30. August 2026 um 14:13

Die portugiesische Regierung hat die öffentliche Konsultation der Nationalen Energiespeicherstrategie (ENAE) eingeleitet, die ein Ziel von 6,9 GW installierter Kapazität bis 2030 anstrebt, fast das Doppelte des aktuellen Werts. Die Strategie kombiniert Batterien (3 GW bis 2030, 4,5 GW bis 2040) mit Pumpspeicherkraftwerken (3,9 GW bis 2030, 5,3 GW bis 2040) und zielt darauf ab, die größte Herausforderung der Energiewende zu lösen: erneuerbaren Strom zu speichern, um ihn bei Bedarf zu nutzen und die Variabilität von Solar- und Windenergie auszugleichen. Der Aktionsplan bis 2030 umfasst die wirtschaftliche Valorisierung von Speicherung, regulatorische Anpassung, Vereinfachung des Netzanschlusses sowie Unterstützung für Innovation, mit dem Ziel, die Abhängigkeit von Erdgaskraftwerken zu verringern, Energiekosten zu senken und die Energiesouveränität des Landes zu stärken.

Portugal deverá chegar a 2030 com 6,9 GW de capacidade instalada de armazenamento de energia, praticamente o dobro da capacidade atualmente existente. A meta consta da Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia (ENAE), cuja consulta pública arrancou este sábado e ficará aberta durante 20 dias. O objetivo é responder a um dos principais desafios da transição energética: garantir que a eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, sobretudo solar e eólica, possa ser utilizada quando é necessária, mesmo quando a produção varia em função das condições meteorológicas.

A proposta do Governo para uma “Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia” entrou esta sexta-feira em consulta pública, com a recolha de contributos a estender-se até 16 de setembro no portal Participa. Num comunicado divulgado este sábado sobre o arranque deste processo, a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, defende que a aposta no armazenamento abre a porta para energia “mais acessível, mais barata e limpa”.

“O aumento da capacidade de armazenamento promove maior competitividade no mercado de energia e a diminuição progressiva de energia produzida pelas centrais de gás natural de ciclo combinado, o que cria condições para ter energia mais acessível, mais barata e limpa”, sublinha a governante.

Nas linhas gerais que o Governo já apresentou sobre esta estratégia é assumido o objetivo de elevar a potência de bombagem hídrica dos atuais 3,5 gigawatts para 3,9 GW em 2030 e 5,3 GW em 2040. Adicionalmente, o Governo pretende alcançar em 2030 uma potência de baterias de 3 GW, que deverá subir para 4,5 GW em 2040 (hoje a capacidade instalada é residual, mas segundo o Executivo os projetos em desenvolvimento já ultrapassam a marca de 1 GW).

O objetivo é responder a um dos principais desafios da transição energética: garantir que a eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, sobretudo solar e eólica, possa ser utilizada quando é necessária, mesmo quando a produção varia em função das condições meteorológicas.

Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, o armazenamento deverá permitir aproveitar melhor a produção nacional de eletricidade renovável, reduzir a variabilidade associada às fontes solar e eólica e reforçar a segurança de abastecimento, a flexibilidade e a estabilidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

A estratégia submetida a consulta pública apresenta um plano de ação para implementar até 2030 que contempla medidas de valorização económica do armazenamento, adaptação do quadro regulatório, simplificação da ligação à rede elétrica e apoio à inovação tecnológica.

Um dos pontos críticos será o desenho concreto das medidas de valorização económica. Os promotores de projetos de baterias procuram recuperar o investimento arbitrando com os preços da eletricidade (carregando as baterias com a energia é mais barata, aproveitando a abundante produção fotovoltaica, e descarregando a eletricidade na rede quando os preços são mais altos, normalmente ao fim do dia e à noite).

Contudo, a massificação da oferta de baterias no mercado tenderá a gerar um efeito de canibalização, reduzindo os ganhos de novos operadores.

A participação da potência de armazenamento no mercado de serviços de sistema (apoiando a gestão da rede elétrica) e a obtenção de receitas complementares são vistas por vários especialistas como essenciais para rentabilizar a aposta em baterias em larga escala.

O Ministério do Ambiente e da Energia nota que “o armazenamento deve contar com soluções de implementação rápida e vida útil mais curta (como as baterias), mas também com projetos de maior escala, maior capacidade energética e maior longevidade (como a bombagem hidroelétrica)”.

O plano de ação que agora entra em consulta pública é acompanhado de um estudo técnico, realizado pelo INESCTEC, e documentação adicional sobre a contribuição dos sistemas de armazenamento para a segurança de abastecimento e o seu impacto no mercado de energia.

Baterias, barragens e novas soluções

A estratégia não assenta numa única tecnologia. O Governo prevê combinar soluções de implementação mais rápida e com ciclos de vida mais curtos, como as baterias, com projetos de maior dimensão e longevidade, nomeadamente sistemas de bombagem hidroelétrica.

Esta combinação deverá permitir responder a necessidades diferentes: desde a gestão das flutuações diárias da produção renovável até ao armazenamento de maiores volumes de energia durante períodos mais prolongados.

A ENAE prevê também criar condições económicas e regulatórias para que o armazenamento possa participar de forma mais efetiva no mercado de eletricidade e nos serviços de sistema.

O plano identifica quatro áreas prioritárias: valorização económica e participação nos serviços de sistema, enquadramento regulatório, simplificação da ligação à rede e inovação tecnológica.

Menos dependência energética

Para o Governo, o reforço do armazenamento tem ainda uma dimensão estratégica. Ao permitir guardar eletricidade produzida por fontes renováveis e utilizá-la posteriormente, a tecnologia poderá contribuir para diminuir a utilização de centrais a gás natural e, consequentemente, reduzir a exposição do país às importações de combustíveis fósseis.

A medida surge no contexto das metas de descarbonização e eletrificação previstas no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), num sistema elétrico onde o crescimento das renováveis aumenta também a necessidade de flexibilidade.

“A maior capacidade de armazenamento promove maior competitividade no mercado de energia e a diminuição progressiva de energia produzida pelas centrais de gás natural de ciclo combinado”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, citada pelo Ministério. Na perspetiva da governante, essa evolução cria condições para uma energia “mais acessível, mais barata e limpa”.

A ministra considera assim o armazenamento uma peça importante não apenas para a descarbonização, mas também para a redução dos custos e para o reforço da soberania energética portuguesa.

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