Die „Serrenhas" bringen Erinnerungen ins Dorf, Traditionen und Leben ins Museum von São BrásFoto von Otavio Henrique auf Pexels
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Die „Serrenhas" bringen Erinnerungen ins Dorf, Traditionen und Leben ins Museum von São Brás

Jornal do Algarve30. August 2026 um 11:11

Die „Serrenhas" sind Figuren, die vom Club des Museums von São Brás de Alportel geschaffen wurden, einer Gruppe, die Theater, Umzüge, Paraden und die Nachstellung von Traditionen nutzt, um das Museum auf die Straße zu bringen und Geschichten vergangener Zeiten lebendig zu halten. Auf der Serra-Messe war die Herausforderung, die Serra ins Zentrum des Dorfes zu bringen, und die „Serrenhas" erschienen mit ihren Produkten, Trachten, Sprechweisen und kleinen Geschichten aus einem Alltag, in dem der Verkauf landwirtschaftlicher Erzeugnisse ein Abenteuer sein konnte.

Madalena Neves war eine der Teilnehmerinnen, die der Initiative Gestalt verlieh, und brachte Johannisbrot mit und stellte das Pflücken und den Verkauf landwirtschaftlicher Produkte nach, ebenso wie „Alcagoitas", der Name, unter dem Erdnüsse früher bekannt waren. Für Madalena haben diese Nachstellungen ihren Reiz, aber auch einen größeren Zweck der Verbindung mit der Vergangenheit.

Die Idee entstand nahezu spontan, als die Gemeindeverwaltung die Herausforderung stellte, eine Aktivität anzupassen, die die Gruppe bereits entwickelt hatte. Filomena Mendonça, eine der Verantwortlichen der Gruppe, erklärte, dass die Serrenhas ins Dorf kamen, weil das Thema der Serra-Messe genau das war.

Der Museums-Club vereint Rentner, aber auch Teilnehmer verschiedener Altersgruppen und Herkunft, die durch ihre Begeisterung für kulturelle Aktivitäten verbunden sind. Im Laufe des Jahres engagiert sich die Gruppe bei Volksumzügen, Paraden, Theater, traditioneller Musik und anderen Initiativen. Filomena Mendonça arbeitet seit etwa 30 Jahren im Museum für Trachten und begleitet den Aufbau dieser kulturellen Dynamik in der Gemeinschaft.

As gargalhadas fazem parte da cena, mas as memórias são reais. As “Serrenhas” são personagens criadas pelo Clube do Museu de São Brás de Alportel, um grupo que encontrou no teatro, nas marchas, nos desfiles e na recriação de tradições uma forma de levar o museu para a rua e, ao mesmo tempo, manter vivas histórias de outros tempos. Na Feira da Serra, o desafio era simples: se a serra vinha à vila, então as “Serrenhas” também tinham de vir. E vieram com os seus produtos, os seus trajes, os seus modos de falar e as pequenas histórias de um quotidiano em que até vender aquilo que a terra dava podia ser uma aventura. “Vende-se pouco porque as pessoas não gostam das nossas coisas, só querem supermercados”, queixam-se as personagens. A conversa é encenada, mas não nasceu do nada. Por detrás das mulheres que representam estão pessoas que guardam na memória tarefas, expressões, costumes e modos de vida que hoje já parecem pertencer a outro mundo.

Entre conversas e gargalhadas, as "Serrenhas" recriam o quotidiano de outros tempo

Memórias que ganham corpo Madalena Neves foi uma das participantes que deu corpo à iniciativa. Levou consigo alfarrobas, recriando a apanha e a venda dos produtos da terra, e “alcagoitas”, nome pelo qual antigamente eram conhecidos os amendoins. Para ela, estas recriações têm graça, mas têm também um propósito maior. “É giro, é engraçado recordar esses tempos”, afirma. E é precisamente essa ligação ao passado que o grupo procura preservar. “Serrenha, serra, campo, é tudo isso”, explica Madalena. A ideia surgiu quase em cima do acontecimento. O tema da Feira da Serra convidava a trazer a serra para o centro da vila e, perante o desafio lançado pela Câmara Municipal, o Clube do Museu decidiu adaptar uma das atividades que já desenvolvia. “As Serrenhas vêm à Vila porque o tema da nossa Feira da Serra este ano era isso, portanto, a Feira vem à Vila e então pensamos: pronto, olha, as Serrenhas vêm à Vila”, conta Filomena Mendonça, uma das responsáveis pelo grupo. O resultado foi uma pequena viagem no tempo feita de roupas, personagens, produtos e cenas do quotidiano. Não se trata de uma recriação histórica rígida, mas de uma representação construída a partir de memórias, conhecimentos e referências que os próprios participantes carregam consigo. É aí que começa a verdadeira história do Clube do Museu. Uma brincadeira que leva o museu para a rua O Clube do Museu integra pessoas reformadas, mas também participantes de diferentes idades e origens, unidas pelo gosto pelas atividades culturais e pela vontade de continuar a criar. Ao longo do ano, o grupo envolve-se em marchas populares, desfiles, teatro, música tradicional e outras iniciativas. Filomena Mendonça trabalha há cerca de 30 anos no Museu do Traje e foi acompanhando e ajudando a construir esta dinâmica. “Formámos então o grupo Clube do Museu, que são pessoas reformadas, mas ainda muito bem de vida e de saúde, e que gostam destes projetos e destas atividades”, conta. No espaço do...

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