Die Fast-Fashion-Branche basiert auf einem Modell beschleunigter Produktion, günstiger Stücke und immer kürzerer Nutzungszyklen. Eine neue Lebenszyklusanalyse von T-Shirts, die von Forschern der Concordia University durchgeführt wurde, zeigt, dass es relativ einfache Möglichkeiten gibt, die Umweltauswirkungen dieses Modells zu reduzieren — und dass einige davon mehr davon abhängen, wie lange ein Stück im Schrank bleibt, als vom Material, aus dem es gefertigt ist.
Die Studie analysierte den vollständigen Weg von Baumwoll- und Polyester-T-Shirts, von der Produktion der Rohmaterialien und der Fertigung in China über den Transport, die Nutzung durch Verbraucher in Montreal bis zum endgültigen Zielort der Stücke. Die Ergebnisse zeigen, dass Polyester-T-Shirts höhere Treibhausgasemissionen aufweisen als Baumwoll-T-Shirts, aufgrund der Produktion synthetischer Fasern, die mehr Energie und fossile Brennstoffe verbraucht. Andererseits hat Baumwolle eine besonders hohe Auswirkung auf den Wasserverbrauch und die Flächennutzung.
Eine der Variablen mit der größten Auswirkung, die von den Forschern identifiziert wurde, war der Transport. Wenn die Stücke per Flugzeug transportiert werden, steigen die Emissionen erheblich an, und der Ersatz des Lufttransports durch Seetransport könnte den CO2-Fußabdruck eines T-Shirts um etwa 30% bis 60% reduzieren. Die Forscher kamen außerdem zu dem Schluss, dass die Verdopplung der Lebensdauer eines Stücks die mit seiner Nutzung verbundenen Emissionen ungefähr halbieren kann, was die Langlebigkeit der Stücke relevanter macht als die Wahl zwischen Baumwolle und Polyester.
Die Studie deutet darauf hin, dass die größten Reduktionsmöglichkeiten auf drei Fronten liegen: weniger Kleidung produzieren, Stücke herstellen, die für eine längere Lebensdauer konzipiert sind, und Lufttransport durch Alternativen mit geringeren Emissionen ersetzen. Um die Klimawirkung von Kleidung zu reduzieren, kann weniger k

A indústria da moda rápida assenta num modelo de produção acelerada, peças baratas e ciclos de utilização cada vez mais curtos. Mas uma nova análise ao ciclo de vida das T-shirts mostra que há formas relativamente simples de reduzir o impacto ambiental deste modelo — e que algumas delas dependem mais do tempo que uma peça permanece no armário do que do material de que é feita.
O estudo, liderado por investigadores da Concordia University, analisou o percurso completo de T-shirts de algodão e poliéster, desde a produção das matérias-primas e fabrico na China até ao transporte, utilização pelos consumidores em Montreal e destino final das peças. Os investigadores testaram ainda diferentes cenários para perceber em que etapas seria possível obter as maiores reduções de impacto.
Os resultados mostram diferenças importantes entre os dois materiais. As T-shirts de poliéster apresentam, no cenário de referência, maiores emissões de gases com efeito de estufa do que as de algodão. A razão está sobretudo na produção das fibras sintéticas, que depende de mais energia e de combustíveis fósseis.
O algodão, por outro lado, tem um impacto particularmente elevado no consumo de água e ocupação do solo, devido aos recursos necessários para cultivar a matéria-prima.
Mas a conclusão mais relevante do estudo não está propriamente na comparação entre algodão e poliéster. Está no que acontece depois.
O transporte pode mudar significativamente a pegada de uma T-shirt
Uma das variáveis com maior impacto identificadas pelos investigadores foi o transporte. Quando as peças são transportadas por avião, as emissões aumentam de forma significativa.
Substituir o transporte aéreo pelo transporte marítimo poderia reduzir a pegada de carbono de uma T-shirt entre cerca de 30% e 60%, dependendo de ser produzida em algodão ou poliéster.
É uma diferença que ajuda a explicar por que razão a localização e a logística da produção são tão importantes para a pegada ambiental da moda. Uma peça pode ser produzida a milhares de quilómetros do consumidor e atravessar diferentes etapas da cadeia de abastecimento antes de chegar à loja.
Ainda assim, há outra variável que pode ter um peso ainda maior: a duração da peça.
Usar mais tempo pode ser mais importante do que escolher o tecido
Os investigadores concluíram que duplicar o tempo de vida de uma peça pode reduzir aproximadamente para metade as emissões associadas à sua utilização. A explicação é simples: se uma T-shirt é utilizada durante o dobro do tempo, é necessário produzir menos peças para proporcionar a mesma quantidade de roupa ao consumidor.
É uma conclusão particularmente relevante para o modelo de fast fashion, baseado precisamente na renovação frequente do guarda-roupa e na substituição rápida das peças.
Por isso, para reduzir o impacto climático da roupa, comprar menos e usar durante mais tempo pode ter um efeito maior do que concentrar toda a atenção na escolha entre algodão e poliéster.
O estudo sugere assim que as maiores oportunidades de redução estão em três frentes: produzir menos roupa, fabricar peças pensadas para durar mais e substituir o transporte aéreo por alternativas com menores emissões, sempre que possível.
A investigação foi realizada pela Concordia University e analisou o ciclo de vida das T-shirts desde a produção dos materiais e fabrico na China até ao transporte, utilização e fim de vida no Canadá. A análise foi divulgada pelo portal científico Phys.org, com base no trabalho dos investigadores da universidade.