Im Hinblick auf die nächste Weltmeisterschaft werden saudische Investoren auf „Sport- und Energie"-Geschäfte in Portugal blicken
Eco29. August 2026 um 18:10
Eine Delegation saudischer Geschäftsleute ist bis Dienstag in Portugal im Rahmen eines offiziellen Besuchs der saudischen Regierung. Nach der Unterzeichnung von Abkommen mit portugiesischen Unternehmen im Bereich der Gesundheitsversorgungsinnovation wird der Arabisch-Portugiesische Wirtschaftsrat (SPBC) nun beginnen, die Sektoren Sport und Energie ins Auge zu fassen. Der Präsident des SPBC, Alwalid Albaltan, erklärte, dass das Interesse an diesen Sektoren darauf zurückzuführen ist, dass Portugal gemeinsam mit Spanien und Marokko die Fußballweltmeisterschaft 2030 ausrichtet, während Saudi-Arabien 2034 Gastgeber sein wird.
Am Montag unterzeichneten vier portugiesische Unternehmen — DigestAId, Ciberbit, ITGest und NBClinic — bilaterale Absichtserklärungen mit saudischen Geschäftsleuten in der Zentrale der CIP — Portugiesische Wirtschaftskonferenz. Diese Unternehmen aus den Bereichen Technologie und Gesundheit beabsichtigen, eine Handelsvertretung zu haben, Geschäftsaktivitäten in Riad aufzunehmen oder Finanzierung zu suchen. Der SPBC, der 2024 gegründet wurde und 70 Mitglieder hat, hat portugiesischen Unternehmen geholfen, sich in Saudi-Arabien zu expandieren, und fungiert als Brücke zwischen den Privatsektoren beider Länder.
Alwalid Albaltan erklärte, dass „viele Saudis in Portugal investieren wollen", wies jedoch darauf hin, dass beide Länder den Investitionsprozess verbessern müssen. Der SPBC-Leiter vertrat die Ansicht, dass wenn das Wissen darüber, wie man in Portugal investiert, für saudische Investoren klarer wird, mehr Ergebnisse sichtbar sein werden. Andererseits scheuen portugiesische Geschäftsleute noch davor, in den Persischen Golf einzutreten, und betrachten das Engagement in Saudi-Arabien als Risiko.
Die saudischen Investoren planen einen vierten Besuch in Portugal während des Web Summit, der vom 9. bis 12. November in Lissabon stattfindet. Der SPBC wird mit einer auf Startups spezialisierten Delegation vertreten sein, in Koordination mit Monshaat, der Behörde für kleine und mittlere Unternehmen in Saudi-Arabien. Albaltan betonte, dass Portugal über „gutes Humankapital" und „sehr freundliche, offene und intelligente Menschen" verfügt, und erwartet, gemeinsame Programme mit der Unicorn Factory in Lissabon und Startup Portugal zu entwickeln.
Alwalid Albaltan, presidente do Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal, em entrevista ao ECOHugo Amaral/ECO
A delegação de empresários sauditas que está em Portugal até terça-feira vai começar a olhar para os setores do desporto e da energia, depois de assinar acordos com empresas portuguesas ligadas à inovação dos cuidados de saúde. Quem o diz é o presidente do Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal, que está em Lisboa para representar os privados no âmbito de uma visita oficial do Governo saudita.
A motivar o interesse está o facto de Portugal acolher – a par com Espanha e Marrocos – o próximo Campeonato do Mundo de Futebol, em 2030, e de seguida ser a Arábia Saudita a anfitriã, em 2034. “Já estamos a pensar noutros setores, como o desporto ou a energia. Ainda não fizemos contactos, mas, com base no que estamos a ver, estes dois setores, especialmente o desportivo, por causa do Mundial, merecem atenção por parte do setor privado, uma vez que ambos os países vão receber Campeonatos do Mundo nos próximos anos”, explicou Alwalid Albaltan, em declarações ao ECO.
Negócios ligados ao desporto ou à energia são os próximos alvos, depois da saúde, que deu mote à primeira comitiva considerada setorial deste conselho. Na opinião dos membros do Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal (SPBC), a especialização dá “mais resultados em termos de investimento e troca de conhecimento”.
Numa entrevista ao ECO, no âmbito da terceira visita oficial do grupo a Lisboa, o presidente do SPBC afirmou que “agora muitos sauditas querem investir em Portugal”, mas há um aspeto que os dois países precisam de melhorar em conjunto para ver mais resultados: o processo de investimento.
“Qual é? Como se abre uma empresa? Como é que se chega às oportunidades de investimento? Se se tornar acessível, veremos os resultados. Acredito que, se o conhecimento sobre como investir em Portugal for mais claro para os investidores sauditas, veremos aqui muitos mais”, diz o líder o SPBC, criado em 2024 e que reúne os investidores privados sauditas que estejam interessados em Portugal ou tenham investimentos no país, bem como as empresas portuguesas com licença comercial na Arábia Saudita e, portanto, são consideradas sauditas.
Por sua vez, em geral, os empresários portugueses ainda receiam entrar no Golfo Pérsico, onde a instabilidade aumentou com o ataque dos Estados Unidos ao Irão. “Tenho constatado que muitas empresas portuguesas não querem correr o risco de abrir um novo mercado. Preferem sempre recorrer a quem já conhecem. Consideram a abertura na Arábia Saudita um risco. A Arábia Saudita tornou-se um grande mercado, onde a flexibilidade e a comunicação são fundamentais”, referiu Alwalid Albaltan, apelando a que Portugal “acredite em si mesmo”, e arrisque, porque “tem grande capacidade e conhecimento”.
Quando começámos, a nossa visão era: Portugal tem um potencial muito grande. A questão é que ninguém do Médio Oriente conhece este potencial e não havia qualquer relação com o setor privado. O objetivo, nos primeiros dois anos, era construir essa consciência. Agora, o próximo passo é focarmo-nos mais em setores.
Alwalid Albaltan
Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal
Na segunda-feira, quatro empresas portuguesas, das áreas de tecnologia e saúde, vão assinar acordos com empresários sauditas com o objetivo de terem uma representação comercial, arrancarem operações em Riade ou procurarem financiamento. Os memorandos de entendimento bilateral serão rubricados com as nortenhas DigestAId, Ciberbit e ITGest e a clínica de medicina estética NBClinic, na sede da CIP – Confederação Empresarial de Portugal.
Como é que chegaram até aqui? Como é que se cria a ponte para a expansão no maior país do Médio Oriente? Inicialmente, existem os canais oficiais para qualquer empresário ou empresa portuguesa que queira abrir uma filial no estrangeiro, neste caso na Arábia Saudita: as entidades públicas ou do Governo, como a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que tem um escritório em Riade, a homóloga SIPA – Autoridade de Promoção do Investimento Saudita ou o Ministério do Investimento da Arábia Saudita (MISA).
Mas é possível recorrer também à “voz dos privados”, o SPBC. Alwalid Albaltan conta que, por exemplo, a ITGest contactou a AICEP e o MISA, que acabaram por contactar este grupo de 70 membros. “Tivemos a primeira reunião e, depois de compreendermos os seus objetivos, ajudámo-los a expandir-se para a Arábia Saudita. É um processo rápido”, garante, recordando que a estratégia Visão 2030 para a diversificação económica fez com que o número de empresas internacionais no reino crescesse.
O fundador do grupo Albaltan não tem dúvidas de que existem semelhanças culturais entre portugueses e sauditas, desde logo porque ambos precisam de um almoço ou um café para o aperto de mão que é sinal de negócio. “Somos todos seres sociais. Sempre que queremos fechar um negócio, temos de convidar alguém para jantar ou almoçar antes. Na Arábia Saudita é a mesma coisa, portanto não há problema nenhum.”
Empresas da Arábia Saudita regressam a Lisboa na Web Summit
O Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal estará presente na cimeira tecnológica com uma delegação privada especializada em startups, em coordenação com a Monshaat – a autoridade para pequenas e médias empresas na Arábia Saudita – e tem agendas reuniões com a Unicorn Factory de Lisboa e a Startup Portugal para desenvolver programas conjuntos, porque Portugal tem “um bom capital humano” e “pessoas muito amáveis, abertas e inteligentes”.
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