Pionieransatz von Benfica für bezahlbares Wohnen trägt Früchte mit Übergabe von 50 weiteren SchlüsselnFoto von Francisco Medeiros auf Pexels
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Pionieransatz von Benfica für bezahlbares Wohnen trägt Früchte mit Übergabe von 50 weiteren Schlüsseln

Lisboa Para Pessoas29. August 2026 um 13:31

Die Junta de Freguesia von Benfica ist die erste in Portugal, die bezahlbaren Wohnraum baut – eine Rolle, die traditionell dem Zentralstaat oder der Stadtgemeinde obliegt. Mit Finanzierung aus dem Aufbau- und Resilienzplan (PRR) hat sie Wohnungen saniert und gebaut, die nun zu erschwinglichen Preisen an Familien vermietet werden. Im Bereich Calhariz de Benfica, nahe dem Bahnhof, wurden diese Woche die Schlüssel von 50 Wohnungen an 50 Familien übergeben, die über das Programm „Mieten zu erschwinglichen Preisen" der Stadtverwaltung Lissabon ausgewählt wurden. Das Gebäude verfügt über die Typen T1 (42 Wohnungen), T2 (vier) und T3 (vier) mit monatlichen Mieten zwischen 240 und 680 Euro und stellte eine Investition von fast sechs Millionen Euro dar, die vollständig aus dem PRR finanziert wurde. Beim Bau wurde auf die sogenannte modulare Bauweise zurückgegriffen, was eine schnelle Ausführung ermöglichte.

Bei der Schlüsselübergabe im August 2025 waren der Präsident der Junta de Benfica, Ricardo Marques (PS), der Bürgermeister von Lissabon, Carlos Moedas (PSD), und der Präsident des Instituts für Wohnungswesen und städtische Sanierung (IHRU), António Benjamim Pereira, anwesend. Ricardo Marques betonte, dass das Viertel Calhariz Velho das geringste öffentliche Investment in der Gemeinde hatte und die Junta in den letzten Jahren 20 Millionen Euro in die Zone investiert hat, indem sie Straßen sanierte und auch ein Studentenwohnheim mit 80 Stipendiaten pro Jahr baute. Carlos Moedas dankte für die europäische Finanzierung und erklärte: „Wenn wir hier sind, dann wegen des Geldes aus Europa".

Seit Januar 2025 hat die Junta de Benfica 150 Wohnungen übergeben und über 380 neue Bewohner angezogen, darunter gekaufte und sanierte Wohnungen sowie von Grund auf neu gebaute Häuser. Die Gesamt

Benfica é a primeira Junta de Freguesia a construir habitação acessível em Lisboa – um papel que costumava caber ao Estado central ou à Câmara Municipal. Aproveitando o dinheiro do PRR, reabilitou e construiu casas que estão a ser arrendadas a famílias a valores acessíveis. No “Calhariz Velho”, foram entregues esta semana as chaves de 50 apartamentos.

O Calhariz de Benfica ganha 50 novas casas com rendas acessíveis (fotografia de Mário Rui André/LPP)

Nenhuma junta de freguesia em Portugal aproveitou tão bem o dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para construir casas acessíveis como a Junta de Freguesia de Benfica. A autarquia lisboeta priorizou a habitação e os resultados são agora visíveis no terreno. Depois de um edifício com 18 apartamentos construído num terreno anteriormente devoluto nas traseiras da Avenida Gomes Pereira, a Junta de Benfica inaugurou esta semana um segundo imóvel, situado junto à estação de comboio com o nome da freguesia. São 50 casas que 50 famílias vão poder habitar com dignidade e rendas acessíveis.

“Quando falamos de habitação, não estamos a falar de betão ou de metros quadrados. Estamos a falar, acima de tudo, de pessoas, de famílias, de futuros. Estamos a falar de famílias que vão construir aqui a sua vida, de crianças que vão crescer aqui, de pais que vão olhar para o futuro com um pouco mais de segurança. Estamos a falar de pessoas que encontram finalmente uma resposta para uma das maiores preocupações dos nossos tempos: ter uma casa onde viver e onde construir um projeto de vida, destacou Ricardo Marques (PS), Presidente da Junta de Freguesia de Benfica, durante a inauguração do imóvel. “São 50 famílias que a partir de hoje passam a chamar este lugar a casa. Este lugar na Aldeia do Calhariz, no coração da nossa Lisboa.”

O edifício conta com 50 apartamentos e foi erguido através da chamada construção modular (fotografias de Mário Rui André/LPP)

Ainda faltam muitos acabamentos, no interior e exterior do edifício, mas as chaves já foram entregues. Numa cerimónia que decorreu nesta terça-feira, 25 de Agosto, a Junta de Benfica entregou as chaves e também os contratos de arrendamento às 50 famílias que foram seleccionadas através de um concurso lançado pela Câmara de Lisboa e integrado no Programa Renda Acessível municipal. Os novos inquilinos puderam, finda a cerimónia, visitar o terceiro piso do imóvel, o único que já estava praticamente concluído.

De fita métrica na mão, houve quem aproveitasse para tirar medidas e preparar a compra dos electrodomésticos, enquanto que outros faziam vídeos para mostrar a nova casa à família e amigos. Abriam-se as gavetas dos armários da cozinha já instalados para confirmar que estava tudo em ordem, e as janelas insonorizadas para espreitar a vista. Contavam-se tomadas, avaliavam-se os pontos de luz, espreitava-se os WCs, trocavam-se opiniões e primeiras conversas entre futuros vizinhos… enfim, preparava-se o futuro.

Nenhuma junta de freguesia tem feito habitação pública de renda acessível como a Junta de Benfica (fotografias de Mário Rui André/LPP)

Novos vizinhos no Calhariz Velho

Confundindo-se com os inquilinos, a comitiva política composta pelo Presidente da Junta de Benfica, Ricardo Marques (PS), pelo Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), e pelo Presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), António Benjamim Pereira, também visitou os apartamentos. No total, são 50 casas de tipologias T1 (a maioria, 42), T2 (quatro) e T3 (também quatro), permitindo dar resposta a diferentes perfis e necessidades familiares. As rendas serão entre os 240 e 680 €/mês.

Localizado na “aldeia” do Calhariz de Benfica, como a Junta de Freguesia carinhosamente chama a este bairro, o imóvel representou um investimento de quase seis milhões de euros, integralmente financiado pelo PRR, e constitui mais um passo na estratégia da Junta de Benfica para aumentar a oferta de habitação acessível na freguesia. A primeira pedra foi lançada a 10 de Julho de 2025 e a construção recorreu à instalação de módulos de betão pré-fabricados (a chamada construção modular ou industrializada), o que permitiu uma execução rápida da obra, cumprindo-se os prazos da “bazuca” europeia.

O novo edifício vem reforçar o investimento da Junta de Benfica na zona do Calhariz Velho. “O bairro do Calhariz do Benfica, este bairro que estamos aqui, conhecido carinhosamente como o Calhariz Velho, era o bairro da freguesia de Benfica com o menor investimento público”, sublinhou Ricardo Marques. “Há quatro anos, quando olhámos para este território, vimo-lo como a peça fundamental para ligar uma Benfica desavinda: uma Benfica Norte com uma Benfica Sul, que tem os bairros da Boavista e do Calhariz e que estava separada pela linha do comboio e por vários eixos viários”, como a Estrada do Calhariz ou a própria Segunda Circular.

De acordo com o autarca, a Junta de Benfica investiu nos últimos anos “20 milhões de euros, o maior investimento de sempre feito na freguesia”, no Calhariz Velho, requalificando todos os arruamentos, construindo um parque de skate e uma residência de estudantes – “que vai para o seu terceiro ano de funcionamento com casa cheia. São 80 bolseiros por ano, 80 estudantes que não podiam estudar em Lisboa e que agora estão a construir o seu futuro neste bairro”. Tal como o edifício de habitação inaugurado nesta terça-feira, a residência universitária teve financiamento integral do PRR e foi também construída em tempo recorde, graças à construção modular.

Chaves e contratos de arrendamento já estão entregues enquanto se concluem as obras no edifício (fotografias de Mário Rui André/LPP)

O edifício com 50 fogos nasceu ao lado da residência de estudantes e não só: também de um prédio “azul” que a Junta de Freguesia reabilitou e onde hoje estão a viver já seis famílias, com rendas acessíveis. “Portanto, são 56 novas famílias para o bairro mais envelhecido da freguesia. E o bairro mais envelhecido da freguesia recebe também 120 estudantes em dois anos”, disse Ricardo Marques. Novos residentes que beneficiam da proximidade à estação de comboios e ao transporte público rodoviária. Até porque a estação ferroviária é servida por múltiplas carreiras de autocarro da Carris, que levam para zonas como Colégio Militar, Campo Grande, Cidade Universitária, Alcântara, Belém, Parque das Nações, Pontinha, Alfragide e Algés.

150 casas, 380 novos moradores

O autarca sublinhou o trabalho em parceria com a Câmara de Lisboa, que cedeu o terreno onde hoje se erguem os 50 apartamentos e a residência estudantil, e também com o Estado central, através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). É este instituto, que está sob alçada do Governo, que coordena os projectos de habitação pública acessível a nível nacional, ajudando municípios e freguesias a cumprir as suas estratégias locais nesta matéria. A Junta de Freguesia de Benfica candidatou-se ao Programa 1º Direito do IHRU com 297 habitações que pretendia adquirir para reabilitar e colocar no mercado de arrendamento acessível.

Desde Janeiro de 2025, a Junta de Benfica conseguiu, entre a compra de fogos devolutos ou sem uso e a construção de casas de raíz, entregar 150 habitações e captar mais de 380 novos vizinhos para a freguesia. “Num ano e meio, a Junta de Freguesia de Benfica conseguiu comprar para reabilitar e também construir de raíz, para entregar habitação a 389 pessoas até 31 de Setembro, referiu o Presidente da Junta. A autarquia de Ricardo Marques diz que o investimento na área da habitação ascende a cerca de 80 milhões de euros. Mas, mais que milhões, estamos a falar de pessoas e de vidas que mudam com uma casa. Segundo o Presidente da Junta, 40% desses novos inquilinos “não tinha capacidade, mesmo trabalhando, mesmo tendo vencimentos, de ter um casa própria para construir a sua família, o seu futuro”, indicando que essas pessoas viviam em casa de familiares ou amigos, ou partilhavam casa com estranhos em quartos.

O autarca disse ainda que 75% dos novos moradores das casas acessíveis de Benfica possui formação secundária ou superior e que 93% está empregado, sendo que 86,6% trabalha por conta de outrem. “São professores, estudantes, trabalhadores, polícias, técnicos de design, seguranças, auxiliares de educação e saúde, trabalhadores de têxteis, trabalhadores da restauração… É uma classe média que tem sido empurrada para fora da nossa cidade, da nossa capital”, disse. “84% recebe, no seu agregado familiar, abaixo de 2000 euros, um valor que de facto hoje é insuficiente para alguém conseguir viver na cidade.”

Ricardo Marques lamentou o clima de “ódio ao vizinho, ódio ao próximo, ódio à sorte que alguém teve” nas redes sociais quando se fala na atribuição de casas nos concursos de renda acessível da Câmara de Lisboa. O autarca percebe, no entanto, o “aborrecimento e frustração” de quem concorre há muitos anos sem conseguir. Certo é que a crise da habitação é muito maior que as 50 casas que nesta terça-feira foram entregues ou as 150 entregues no último ano e meio.

Novos apartamentos ficam ao lado da residência universitária: são 50 famílias e 80 estudantes a rejuvenescer o Calhariz Velho (fotografias de Mário Rui André/LPP)

Mil casas públicas em Benfica é o objectivo

António Benjamim Pereira, do IHRU, reconhecendo que, no passado, “houve uma negligência total” em Portugal em matéria da habitação. “Fala-se muito dos 5%, mas hoje estamos com cerca de 2% de parque habitacional público. A média europeia é de cerca de 9%”, disse o responsável. “Para lá chegar, teríamos de fazer mais 325 mil casas, grosso modo.” Portugal não tem essa meta, mas há um objectivo ou, pelo menos, um desejo: “Até 2030 queríamos colocar junto dos portugueses 75 mil fogos terminados”, acrescentou António Benjamin Pereira, referindo que, depois do PRR, continua a haver “muito dinheiro” para os municípios e freguesias continuarem a fazer casas. “A Junta de Freguesia de Benfica é a primeira do país a construir renda acessível”, destacou.

Muito desse dinheiro é dinheiro europeu, e Carlos Moedas fez questão de sublinhar isso mesmo durante a cerimónia. A principal palavra do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa foi, por isso, para “agradecer à Europa”. “Se estamos aqui é pelo dinheiro da Europa. É a Europa que investiu em Lisboa”, destacou o autarca. “Com as guerras em todo o lado, esquecemo-nos disso porque a Europa é inviável. Temos de nos lembrar da Europa no seu concreto. Só que a Europa às vezes não tem voz.” Moedas disse que as cerimónias de entregas de chaves lhe “enchem o coração”, pois “ter casa é ter esperança, é ter vida, é sentir-mos que não estamos sós”. Virando-se para as famílias que aguardavam o término dos discursos para receberem as chaves, pediu que saboreassem estes momentos, que “passam a correr”.

São apartamentos de tipologias T1, T2 e T3 com vista para o comboio e para Monsanto (fotografias de Mário Rui André/LPP)

“Queremos, nos próximos anos, continuar a trabalhar com todos, com a Câmara, com o IRU, para atingirmos o número mágico das 1000 habitações construídas ou adquiridas para o parque habitacional público em Benfica”, garantiu Ricardo Marques, referindo-se os projectos de renda acessível previstos quer para a Quinta da Baldaya, com o IHRU, quer para a Avenida Teixeira Rebelo, em frente do Hospital da Luz, com a Câmara de Lisboa. Quer com os fogos que a Junta de Freguesia ainda vai reabilitar. “Este número é atingível. E com estas 1000 habitações, vamos recuperar a população que Benfica perdeu na última década” e contribuir para que famílias e jovens possam permanecer ou fixar-se na freguesia.

“Quando há continuidade e compromisso de Estado, quando se consegue pôr os interesses de todos à frente dos nossos interesses próprios e dos interesses partidários, conseguimos atingir estes números que muitos consideravam impossíveis”, concluiu Ricardo Marques.

Antes do Verão, a Junta de Benfica tinha inaugurado um edifício que fora construído em apenas 12 meses num terreno devoluto, nas traseiras da Avenida Gomes Pereira. O imóvel foi igualmente financiado pelo PRR e ganhou forma em tão pouco tempo também graças à construção modular. São 18 casas de tipologias T1 e T2, que 18 agregados familiares podem habitar de forma digna e com rendas a custos controlados. Tal como no edifício do Calhariz, as habitações foram atribuídas através do Programa Renda Acessível da Câmara de Lisboa.

Como referido, o novo edifício do Calhariz com 50 apartamentos ainda não está totalmente acabado. Mas, segundo Ricardo Marques, “mais um mês e meio” estará tudo terminado e também estarão feitos também os trabalhos nos arruamentos em redor, prevendo-se que as famílias entrem nas suas casas no início de Outubro. “As casas vão estar terminadas em três semanas caso a E-redes colabore. Está prevista a entrada no início de Outubro”, assegurou. Os residentes vão ter acesso gratuito ao ginásio da residência de estudantes. E no seu prédio, contam com uma lavandaria comum e com uma varanda igualmente comunitária no topo do edifício, com vista para a zona norte da freguesia de Benfica e para Monsanto.

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