Die mosambikanische Wirtschaft wuchs im zweiten Quartal 2026 im Vergleich zum gleichen Zeitraum des Jahres 2025 um 1,7%, laut dem Nationalen Institut für Statistik (INE), und markierte damit das dritte Quartal in Folge mit Expansion nach der Rezession im Zusammenhang mit der Nachwahlkrise vom Oktober 2024. Das Wachstum beschleunigte sich gegenüber den 0,1% im ersten Quartal und der Expansion von 5,1% im vierten Quartal 2025 und konsolidierte damit einen Weg der wirtschaftlichen Erholung.
Die positive Entwicklung war hauptsächlich auf den Tertiärsektor zurückzuführen, der eine positive Veränderung von 2,5% verzeichnete, getrieben durch den Bereich Hotels und Restaurants mit einem Wachstum von 14,5%, gefolgt von den Finanzdienstleistungen mit 4,2%. Auch der Primärsektor trug mit einer Expansion von 1,8% bei, induziert durch Landwirtschaft, Viehzucht, Jagd und Forstwirtschaft mit 2,0%. Dagegen zog sich der Sekundärsektor um 6,0% zurück, belastet durch das Verarbeitende Gewerbe, dessen Produktion um 11,2% sank.
Die wirtschaftliche Erholung folgt auf vier aufeinanderfolgende Quartale mit Rückgängen nach den allgemeinen Wahlen im Oktober 2024 und den gewaltsamen Protesten, die 400 Tote und die Zerstörung von Infrastruktur verursachten. Das Land steht jedoch vor neuen Herausforderungen durch die Überschwemmungen im Januar 2026, die etwa 724.000 Menschen in den Provinzen Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica und Zambézia betrafen.
Aufgrund der Auswirkungen der Überschwemmungen kürzte die mosambikanische Regierung die Wachstumsprognose für 2026 von 2,8% auf 0,59% und genehmigte einen Gesamtplan für Erholung und Wiederaufbau nach den Überschwemmungen in Höhe von 102 Milliarden Metical, entsprechend 1.400 Millionen Dollar, mit dem Ziel, eine widerstandsfähige und nachhaltige Erholung der betroffenen Gebiete zu fördern.

A economia moçambicana cresceu 1,7% no segundo trimestre, face a 2025, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE), somando o terceiro trimestre consecutivo de expansão após a recessão associada à crise pós-eleitoral e acima das previsões.
De acordo com as contas nacionais trimestrais divulgadas pelo INE, o Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) acelerou de um crescimento homólogo de 0,1% no primeiro trimestre para 1,7% entre abril e junho. O resultado sucede ainda à expansão de 5,1% registada no quarto trimestre de 2025, consolidando uma trajetória de recuperação económica iniciada no final do ano passado.
O desempenho da atividade económica no segundo trimestre de 2026 é atribuído, em primeiro lugar, ao setor terciário com variação positiva de 2,5%, refere o INE, no mesmo indicador.
Segundo o instituto, os serviços foram impulsionados sobretudo pelo ramo de Hotéis e Restaurantes, que cresceu 14,5%, seguido pelos Serviços Financeiros, com uma variação positiva de 4,2%. O Comércio e Serviços de Reparação avançou 1,2%, enquanto os Transportes, Armazenagem, Atividades Auxiliares dos Transportes, Informação e Comunicações cresceram 0,7%.
O setor primário contribuiu igualmente para o crescimento, registando uma expansão de 1,8%, induzido pelo ramo de Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração Florestal e Atividades relacionadas com variação 2,0%, acrescenta o documento. A Indústria de Extração Mineira cresceu 1,7%, enquanto a Pesca recuou 1,1%.
Já o setor secundário registou uma contração de 6,0%, penalizado pela Indústria Transformadora, cuja produção diminuiu 11,2%, enquanto os ramos da Eletricidade, Gás e Distribuição de Água avançaram 7,1% e a Construção cresceu 0,8%.
Os dados do INE mostram que a Agricultura é a principal atividade económica, representando 31,6% do PIB, seguida pela Indústria de Extração Mineira, com um peso de 15,0%. Os Transportes, Armazenagem e Comunicações representam 8,0% da economia, enquanto o Comércio e Serviços de Reparação têm um peso de 7,3%.
Pela ótica da despesa, o consumo final cresceu 7,9% no segundo trimestre, apoiado pelo aumento do consumo privado, de 8,4%, e do consumo público, de 6,5%. As exportações avançaram 5,1% e as importações 3,1%, enquanto a formação bruta de capital recuou 16,5%, refletindo uma redução das existências face ao mesmo período de 2025.
A economia moçambicana recuperou no último trimestre de 2025, ao crescer 5,1%, invertendo quatro trimestres consecutivos de contrações que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024 e aos protestos violentos que provocaram 400 mortos e destruição de infraestruturas e empresas.
Já no primeiro trimestre deste ano, o INE reportou um crescimento de 0,1%, apontando uma recuperação ainda frágil, apoiada sobretudo pelo setor terciário. O resultado agora divulgado representa uma aceleração da atividade económica e o terceiro trimestre consecutivo de crescimento homólogo.
O Governo moçambicano tinha cortado a previsão de crescimento económico de 2,8% para 0,59% em 2026, devido aos impactos das inundações, avançando com um plano de reconstrução pós-cheias de 102 mil milhões de meticais (1.400 milhões de dólares).
“As cheias de janeiro de 2026 afetaram cerca de 724 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia, com impactos significativos sobre a pobreza, segurança alimentar e os meios de subsistência”, disse, no final da reunião do Conselho de Ministros, em 07 de julho, o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa.
“O impacto macroeconómico traduziu-se numa revisão em baixa do crescimento do PIB de 2026, de 2,8% para 0,59%”, afirmou.
O Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias aprovado na reunião visa promover “uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável das áreas afetadas pelas cheias”, assegurando estabilização socioeconómica, recuperação dos meios de subsistência e reforço da capacidade de resposta a futuros desastres, acrescentou.