Die Arbeiter der Itau, dem Unternehmen, das die Bars und den Bord-Service der Alfa-Pendular- und Intercidades-Züge betreibt, werden ab dem 31. August einen unbefristeten Streik beginnen. Die Ankündigung erfolgte durch die Gewerkschaft der Arbeiter in der Hotel-, Tourismus-, Restaurant- und ähnlichen Branchen des Südens, die erklärt, dass der Streik der Verteidigung des Unternehmenstarifvertrags und gegen den Entzug von Rechten dient, die über Jahrzehnte erkämpft wurden.
Die Gewerkschaft wirft Itau, das seit dem 1. April 2025 den Mahlzeitendienst in den Langstreckenzügen der CP betreibt, vor, sich seit dem ersten Tag zu weigern, die im Tarifvertrag verankerten Rechte zu respektieren. Das Unternehmen soll die Zahlung des Essenszuschusses für 22 Tage eingestellt haben, was Verluste von etwa 200 Euro monatlich für die Arbeiter verursacht, obwohl es Millionen von Euro von der CP für die Dienstleistungskonzession erhält.
Im vergangenen Jahr versuchten die FESAHT und die Gewerkschaft des Hotelgewerbes des Südens, den Konflikt durch Verhandlungen zu lösen, jedoch ohne Erfolg. Die Arbeiter hatten bereits 18 Streiktage im Jahr 2025 durchgeführt und hielten 2026 verschiedene Kampfmaßnahmen in Form von Streiks an Feiertagen, Wochenenden und bei Überstunden aufrecht, bevor sie sich nun zu einem unbefristeten Streik entschlossen.
Die Gewerkschaft wirft der Regierung und der CP-Verwaltung zudem Mitschuld am Konflikt vor und weist darauf hin, dass sowohl das Staatssekretariat für Infrastruktur als auch die CP Kenntnis von der Situation haben, sich jedoch weigerten, die Arbeitnehmervertreter zu treffen. Zwei öffentliche Aktionen sind geplant: Am 31. August eine Kundgebung am Bahnhof Santa Apolónia in Lissabon und am 1. September eine Kundgebung vor dem Staatssekretariat für Mobilität und Verkehr.

Os trabalhadores da Itau, empresa que assegura os bares e o serviço de bordo dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, vão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 31 de agosto. O anúncio foi feito esta sexta-feira, dia 29, pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.
Segundo o sindicato, a paralisação surge em defesa do Acordo de Empresa e contra aquilo que descreve como retirada de direitos conquistados ao longo de décadas. A estrutura sindical acusa a Itau, que explora desde 1 de abril de 2025 o serviço de refeições nos comboios de longo curso da CP, de se recusar desde o primeiro dia a respeitar os direitos consagrados no acordo coletivo. Mais recentemente, refere o comunicado, a empresa terá deixado de pagar o equivalente a 22 dias de subsídio de alimentação, que anteriormente era assegurado.
O sindicato afirma que ao longo do último ano a FESAHT e o Sindicato da Hotelaria do Sul tentaram resolver o conflito pela via da negociação, sem prejuízo para os trabalhadores e para os utentes da CP, mas sem sucesso. A estrutura calcula que a situação esteja a provocar perdas de cerca de 200 euros mensais para os trabalhadores, apesar de a Itau receber, sublinha, milhões de euros da empresa pública CP para assegurar a concessão do serviço de cafetaria e refeições a bordo.
No comunicado, intitulado “Contrato público de milhões, empresa concessionária em incumprimento, Governo e CP cúmplices – trabalhadores e utentes pagam a fatura”, os trabalhadores exigem o cumprimento integral do Acordo de Empresa, a reposição do pagamento correspondente aos 22 dias de subsídio de alimentação, aumentos salariais justos com retroativos a janeiro de 2026, a atualização das cláusulas de expressão pecuniária e condições de trabalho dignas para o pessoal de bordo e de terra, bem como a negociação e assinatura de um novo Acordo de Empresa com a Itau.
O sindicato acusa ainda o Governo e a administração da CP de cumplicidade no arrastar do conflito laboral, em prejuízo dos trabalhadores e dos utentes. Segundo a mesma fonte, tanto a Secretaria de Estado das Infraestruturas como a administração da CP têm conhecimento do conflito e das sucessivas denúncias, mas continuam sem intervir, tendo recusado reunir com os representantes dos trabalhadores apesar dos vários pedidos.
Os trabalhadores decidiram em plenário avançar para esta greve por tempo indeterminado, após já terem realizado 18 dias de greve em 2025 em defesa do Acordo de Empresa e de terem mantido em 2026 formas de luta através de greves a feriados, fins-de-semana e ao trabalho extraordinário.
No âmbito deste novo período de luta, estão previstas duas ações públicas. No dia 31 de agosto, pelas 14h00, realiza-se uma concentração de trabalhadores e uma conferência de imprensa junto à entrada principal da Estação de Santa Apolónia, em Lisboa. Já no dia 1 de setembro, pelas 10h30, terá lugar uma concentração de protesto junto à Secretaria de Estado da Mobilidade e dos Transportes, no edifício Campos XXI, na Rua Brito Aranha, também em Lisboa.