Francisco Gomes, Chef der Chega auf Madeira, bereist die Region, wobei er die aktuelle PSD-Regierung kritisiert und vertritt, dass Madeira „eine Regierung für die Menschen und nicht für die Freunde" braucht. Die Partei wurde in sozialen Wohnvierteln mit personalisierten Hemden gesichtet, in einer Strategie, die der Artikel mit der Gewinnung von Protestwählern in Verbindung bringt.
Der Text hinterfragt die Kohärenz von Chega und weist darauf hin, dass wenn die Partei politische Positionen erlangt, interne Instabilität auftritt, mit Politikern, die unabhängig werden oder sich der PSD annähern, wie es möglicherweise in São Vicente geschehen ist. Die Kritik richtet sich auch gegen den Widerspruch zwischen der populistischen Rhetorik und dem Fehlen konkreter Lösungen für die strukturellen Probleme der Familien Madeiras.
Der Artikel erwähnt, dass PSD-Führer wie Albuquerque und Montenegro bereits Bereitschaft für Koalitionen mit dem Chega gezeigt haben, was nach Ansicht des Autors die Fragilität des Diskurses über politische Erneuerung der Partei offenlegt. Der Vergleich wird auf internationaler Ebene fortgeführt, mit Beispielen wie den USA, Argentinien und Ungarn als Fälle, in denen die extreme Rechte, wenn sie an die Macht kommt, „versagt".
Am Ende schließt der Text mit der Schlussfolgerung, dass ein Austausch der aktuellen Regierungsführung durch eine Kraft, die dieselben Methoden anwendet und dieselben Privilegien sucht, keine genuine Veränderung darstellt, sondern lediglich ein Austausch von Gesichtern bei der Machtverteilung. Der Autor positioniert den Chega Madeira nicht als Lösung, sondern als ein weiteres Symptom der Krise der repräsentativen Demokratie in der Region.
Trocar os amigos do PSD pelos amigos do Chico
que já foram do PSD. A mesma matriz.
- Francisco Gomes diz que Madeira “precisa de um Governo para as pessoas e não para os amigos”
- https://www.jm-madeira.pt/not%C3%ADcias/regi-o/30004111/francisco-gomes-diz-que-madeira-precisa-de-um-governo-para-as-pessoas-e-nao-para-os-amigos.html
O
bservo que o deputado nacional deve andar a trabalhar em férias mas não descansa, e apresenta a mesma dose do continente por cá, esperemos que não haja escritórios revolvidos. O Chega tem andado nos bairros sociais de camisa personalizada, nada é inocente e o Chega sabe qual é o seu eleitor e sabe alimentar revoltas, não é que o Chega vá fazer melhor do que os outros, mas o seu discurso disfarça. Realmente temos poder e muita oposição aburguesada e fechada em si. A estratégia, se acaso ainda não há gente acordada para o que é a extrema direita, pode vingar.
No entanto, nestas fotos plenas de gente para mostrar força e mobilização pergunta-se, ganhos os tachos vão brigar? Vão suspender o mandato e se tornar independentes, haverá casos de polícia ou vão se juntar ao PSD como em São Vicente? É que ter a mesma opinião em determinadas matérias surge uma pergunta, porquê mudar, para ficar na mesma e só mudar os sorvedouros?
A atitude do Chega Madeira revela uma clara contradição entre a retórica populista e a verdadeira prática política. O Chega acusa os outros e o passado, mas parece que para si, há um botão de reset de tempos a tempos e regressam para falar grosso para impressionar. Enquanto vestem a camisola da "proximidade" e percorrem os bairros sociais em busca do voto de protesto, omitem que a sua agenda em nada resolve os problemas estruturais das famílias madeirenses. Este Chega é da mesma extrema direita de ideias fáceis e leituras básicas que quando chega ao poder dá barraca, é ver os EUA, a Argentina, a Hungria, etc. Alimentar a indignação e explorar a vulnerabilidade social é uma tática fácil, mas vazia de soluções concretas, serve apenas como veículo de propaganda eleitoral para capitalizar sobre o descontentamento e a inércia da oposição tradicional.
Seria preciso escrever isto? Parece que sim, o PSD criou um povo muito superficial que não pergunta porquê, que esquece rápido e não mantém histórico. Por trás dos discursos inflamados e das fotografias estudadas para transmitir força, o Chega esconde uma profunda instabilidade interna e a ausência de um projeto autónomo para a Região. O partido e São Vicente só deu confusão, é isso que querem oferecer à Madeira, ou vamos nos divorciar todos no papel e ter uma estratégia de casal na realidade para acumular riqueza?
A experiência recente demonstra que, assim que a poeira das urnas assenta, a prioridade passa a ser a disputa de espaço político e a garantia de cargos. O Chega torna-se maleável, neste momento estão a renovar a receita que dá votos com outras caras que voltarão a fazer o mesmo, é uma "vezinha" a cada. O eleitorado que procura uma alternativa arrisca-se a financiar apenas mais um grupo focado em guerrilhas internas e no cálculo pessoal, longe da transparência e da seriedade de que a Madeira precisa.
No final do dia, a convergência ideológica com os vícios do sistema que dizem combater expõe a fragilidade da sua mensagem. O Chega tem isto no histórico aqui na Madeira. Trocar a atual governação por uma força que adota os mesmos métodos e procura os mesmos privilégios não é mudança, é apenas uma substituição de rostos na distribuição do poder. É que o Chega também tem lóbis e interesses que se querem instalar e que por isso financiam o partido.
Para quem espera uma renovação política genuína na Região Autónoma, o Chega Madeira apresenta-se não como a solução, mas como mais um sintoma da própria crise da democracia representativa.
Quando o Albuquerque mostrou já que não tem problemas de se coligar com o Chega, quando o Montenegro aceita propostas do Chega, quando Passos Coelho namora os apoios do Chega, significa o quê? Que todo o discurso é um embuste para ganhar votos.